quarta-feira, setembro 16, 2015

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto XLI



Acesos Vão Sendo
Os Patamares Da Alma
Que Aprofundam-Se
Nas Fogueiras Reinantes
Entre A Ordem
Das Idéias
E A Pluralidade
Das Fontes.
Eu Sou A Idéia
A Queimar
Diante Do Altar Incinerante
Da Existencialidade.
Eu Sou A Fonte
A Navegar
Diante Do Palácio Reluzente
Da Infinitude.
Em Letras Sagradas,
Em Verbos Novos
E Em Eternos Silêncios
Fico Em Cada Alma
Adormecido
Na Cegueira Dos Transeuntes
E Desperto
Na Lucidez Dos Permanentes.
Eu Sou A Gota De Fogo
No Poço Da Verdade,
Afirmando A Todos
Que Se Afirmam
Em Meu Mar De Chamas
Que Agito
O Fogo Das Estrelas,
O Fogo Dos Sóis
E O Fogo De Todos
Os Astros
Nascidos Das Minhas
Infinitas Manifestações.
Interpreto Cada Existência
Na Linguagem Do Fogo
Que Eu Sou
Me Expandindo Como
O Verdadeiro Incêndio
Esclarecedor.
Fogo Purificador
Quando Chamado;
Fogo Intimador
Quando Oferecido;
Fogo Iluminador
Quando Revelado:
É O Que Eu Sou
No Verso Total
Do Meu Poema
De Esplendor.
Minha Música Queima.
Meu Cântico É Fogueira.
Meus Instrumentos São Chamas.
Ouçam Minha Música.
Cantem Meus Cânticos.
Toquem Em Meus Instrumentos.
Sejam Os Músicos
De Vossas Incinerantes Almas.

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