quinta-feira, agosto 18, 2011

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto XXI


A Luz Resplandece

No Vigor Das Chamas

Das Esferas,

Sou O Leito Do Rio

Das Altas Chamas,

Sou O Mar Que

Até Mesmo Brilha

Nas Trevas.

Do Abismo Ao Alto,

Do Mais Profundo

Ao Mais Elevado,

Sou Conhecido Como

O Doador Do Fogo

Mais Incendiário.

Reino Nas Criaturas

De Cima,

Reino Nas Criaturas

De Baixo

E Faço De Mim Mesmo

A Fogueira Sagrada

Na Qual Se Lançam

Tanto Os Encontrados

Consigo Mesmos

Quanto Os Desesperados

Fora De Si Mesmos.

Vou Reinando Para

Ricos E Pobres,

Os Ricos Que Se Incendeiam,

Os Pobres Que Se Incendeiam,

No Grande Mar Das Chamas

De Minha Aurora.

Minhas Riquezas São

O Fogo Da Verdadeira Vida,

Ao Rio Do Desespero

Envio Chamas De Esperança

Aos Ricos Que Se Perderam

E Aos Pobres Que Não Saem

Dos Caminhos De Suas

Tantas Perdas.

Meu Ouro Não É Matéria,

É Espírito.

Minha Prata Não É Matéria,

É Espírito.

Meu Diamante Não É Matéria,

É Espírito.

Não Sou Comprado,

Nenhuma Moeda Pode

Comprar O Vosso Lugar

Em Meu Chamejante Lar.

Não Estou À Venda

Em Templos De Pó

Erguidos Por Mãos De Pó.

Sou A Verdadeira Riqueza.

Sou O Espírito Do Alto Valor.

Meu Valor Infinito É.

A Minha Herança É A Eternidade.

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