terça-feira, agosto 04, 2009

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - O Anjo Inominável Do Amor - Canto XIII


Morre a flor mais

próxima

do distante relevo

que se expande

pelo imenso campo

do faustoso

Império Das Formas.

Renasce uma rosa

dentre todas

as flores mortas

e seu odor agita

a mística roupagem

dos Filhos Das Florestas.

O Anjo,

Amando as flores

que morrem,

Amando a rosa

que nasce,

colhe pétalas

que plantadas são

nos corações

de Filhas E Filhos

Da Floricultura

Do Alto.

O Anjo,

uma Alta Flor

neste mundo de dor

que é capaz de matar

toda flor,

vai colhendo a rosa

e lançando as pétalas

de tal flor formosa

acima das cidades

de concreto

e de lágrimas.

O Anjo,

Amando tudo

que morre,

Amando tudo

que renasce,

garante a permanência

do giro das existências

humanas,

O Giro

Do Aprimoramento,

O Giro

Do Crescimento,

O Giro

Do Amor.

O Amor

morre,

O Amor

renasce,

O Amor

transmuta-se

em Existências,

Altas Existências,

que jamais abandonam

a Humanidade.

O Amor,

morrendo,

move

Seu Anjo Inominável

em direção ao

Espelho Amado

Das Coisas Perenes,

Espelho Refletor

Do Antes Do Morrer

E Do Eterno Renascer

Das Coisas Materiais

Pelas Esferas Vitais

Povoadas

E Girantes

Pelos Planos Universais.

O Amor,

Sua Flor,

O Anjo

que sempre

põe ao colo

dos humanos perdidos

e longe de todas

as flores

uma pétala que os faça

das cinzas

e das trevas

renascer.

O Amor,

Sua Flor,

O Anjo

que acarinha

o desespero dos mortos

e faz o desespero mesmo

renascer sublime

na esperança dos vivos

diante do Esplendor

Do Espírito Da Verdade.

O Amor,

Sua Flor,

O Anjo

que habita

Os Altos Florais

Da Amorosidade

retirando pétalas

dadas aos que

sabem morrer

para renascer

no Coração

Da Floricultura

Da Espiritualidade.

O Amor,

Sua Flor,

O Anjo

que se une

a uma Dama

e Sua Jarra

despejantes de

Altas Águas

no Ser Da Humanidade.






Um comentário:

descaminhossombrios disse...

do eterno retorno, murmúrios, flores e sombras, que belo!!!!