terça-feira, agosto 18, 2009

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - O Anjo Inominável Do Amor - Canto XIV


Aos que se encontram

com os

joelhos quebrados,

pés amarrados,

mãos decepadas,

olhos perfurados,

lábios costurados,

corações quebrados,

almas condenadas,

espíritos exaustos,

As Grandes Águas

Do Batismo Alado

derramadas são

pela Senhora Da Jarra

Toda Feita

De Amor!

O Anjo

toca Sua trombeta

diante do

Cavaleiro Da

Branca Vestimenta

e os Soldados

Dos Batalhões Do Amor

abrem oceanos

para o correr

e o escorrer

da Água

pelos mundos

da Criação!

A Dama Despejante

Da Água Do Amor

banha todo

joelho,

banha todo

pé,

banha toda

mão,

banha todo

olho,

banha todo

lábio,

banha todo

coração,

banha toda

alma,

banha todo

espírito,

perdidos pela

Estrada Da Criação

com

O Grande Amor

Advindo

Do Alto Mar

Da Criação!

Do Útero Da Unidade

até

Sua Jarra

Desce

O Sagrado Espírito

Dos Caminhos

Do Amor,

Outras Águas

Cantam,

Outras Águas

Dançam,

Outras Águas

Batem As Suas Asas!

O Anjo

toma nas mãos

determinadas correntes

que desvia em direção

aos terrestres sofredores,

aos terrestres desamparados,

aos terrestres desesperados,

aos terrestres abandonados,

aos terrestres desacreditados,

aos atacados injustamente,

aos incompreendidos ferozmente,

aos mal vistos impiedosamente,

a todos os filhos

das lágrimas assassinas

de todo tipo de amor

em todo tipo

de coração!

Caem as gotas

das Altas Águas

Do Amor!

Caem as chuvas

das Altas Águas

Do Amor!

Chegam as correntes

do Alto Oceano

Do Amor!

Chegam as ondas

do Alto Oceano

Do Amor!

Águas E Amor!

Águas E Muito Amor!

Águas E Todo Amor!

Oh,

Uno Amor,

Dual Amor,

Trino Amor,

quantas alegrias,

quantas esperanças,

quanto enxugar

de rostos banhados

por impiedosos laços

de sofrimentos,

quanto caminho

para nadar amigo

da Maré Do Amor,

A Alta Maré

Do Amor!

O Anjo

banha Suas Asas

na Alta Maré!

O Anjo

banha as

humanas sofredoras asas

na Alta Maré!

O Anjo

banha as

humanas libertas almas

na Alta Maré!

E os pés

do Guardião Do Umbral

Universal

são molhados,

agiganta-se um horizonte,

Alto Horizonte,

no Alto Caminho

Direcionante

Ao Alto Unitário!

Gigantes,

nadai!

Gigantes,

nadai

e

nadai!

Gigantes,

nadai

e

nadai

e

nadai!







terça-feira, agosto 04, 2009

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - O Anjo Inominável Do Amor - Canto XIII


Morre a flor mais

próxima

do distante relevo

que se expande

pelo imenso campo

do faustoso

Império Das Formas.

Renasce uma rosa

dentre todas

as flores mortas

e seu odor agita

a mística roupagem

dos Filhos Das Florestas.

O Anjo,

Amando as flores

que morrem,

Amando a rosa

que nasce,

colhe pétalas

que plantadas são

nos corações

de Filhas E Filhos

Da Floricultura

Do Alto.

O Anjo,

uma Alta Flor

neste mundo de dor

que é capaz de matar

toda flor,

vai colhendo a rosa

e lançando as pétalas

de tal flor formosa

acima das cidades

de concreto

e de lágrimas.

O Anjo,

Amando tudo

que morre,

Amando tudo

que renasce,

garante a permanência

do giro das existências

humanas,

O Giro

Do Aprimoramento,

O Giro

Do Crescimento,

O Giro

Do Amor.

O Amor

morre,

O Amor

renasce,

O Amor

transmuta-se

em Existências,

Altas Existências,

que jamais abandonam

a Humanidade.

O Amor,

morrendo,

move

Seu Anjo Inominável

em direção ao

Espelho Amado

Das Coisas Perenes,

Espelho Refletor

Do Antes Do Morrer

E Do Eterno Renascer

Das Coisas Materiais

Pelas Esferas Vitais

Povoadas

E Girantes

Pelos Planos Universais.

O Amor,

Sua Flor,

O Anjo

que sempre

põe ao colo

dos humanos perdidos

e longe de todas

as flores

uma pétala que os faça

das cinzas

e das trevas

renascer.

O Amor,

Sua Flor,

O Anjo

que acarinha

o desespero dos mortos

e faz o desespero mesmo

renascer sublime

na esperança dos vivos

diante do Esplendor

Do Espírito Da Verdade.

O Amor,

Sua Flor,

O Anjo

que habita

Os Altos Florais

Da Amorosidade

retirando pétalas

dadas aos que

sabem morrer

para renascer

no Coração

Da Floricultura

Da Espiritualidade.

O Amor,

Sua Flor,

O Anjo

que se une

a uma Dama

e Sua Jarra

despejantes de

Altas Águas

no Ser Da Humanidade.