domingo, julho 26, 2009

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - O Anjo Inominável Do Amor - Canto XII


Alguns homens

estão de cabeça

para baixo.

Algumas mulheres

estão de cabeça

para baixo.

Assim estão,

dependurados,

abaixo de uma

triste antiga árvore

denominada

Árvore Da Desumanidade.

Vejo O Anjo

aproximar-se carinhoso

de tal Árvore,

cheio de um Amor

que apenas

Os Mais Altos Desprendidos

podem doar

aos mais humanamente

desesperados

e desencontrados

desta Humanidade.

Com carinho

e com O Amor,

O Anjo acaricia cada

dependurado

de cabeça para baixo,

dependurados

que choram,

dependurados

que gemem,

dependurados

que suplicam

pelo auxílio do Alto...

O Alto ouve,

O Alto vê,

todos os que estão

dependurados

em uma árvore

que nasceu

com o alvorecer

desta humana civilização

cheia de barro.

O Alto Sabe

e O Alto permite

que assim alguns

estejam dependurados,

toda consciência,

A Verdadeira Consciência,

nasce duradoura

quando a inversão

do Ser

nos Seres todos

assim torna

cada um

ciente de onde cantar

e clemente para fazer

parte de algum coro.

O Anjo

não obriga,

O Anjo

não força,

O Anjo

não pede,

mas,

inevitavelmente,

quando Despertos estão

os humanos,

todos eles,

então,

começam a fazer parte

do Coro Do Amor.

Toda lacrimosa

caminhada

vai embora

e a experiência

de cada lágrima

fica.

Toda punhalada

na caminhada

vai embora

e a experiência

de cada punhalada

fica.

Toda perda de algo maior

na caminhada

vai embora

e a experiência

de cada perda

fica.

Experiência,

consciência,

olhos para O Alto:

O Anjo Inominável Do Amor

dá as Suas mãos

a todos aqueles que

abandonam o estar

dependurados cegamente

Naquela Árvore

e juntos batem asas

na frondosa

Fonte De Poder

Da Árvore Do Amor!

Ah,

Anjo,

A Maça Do Amor

devorada pelos que

hoje são

Raízes Do Amor

na Terra!

Ah,

Anjo,

A Laranja Do Amor

devorada pelos que

hoje resgatam

outros irmãos

de cabeça para baixo

Naquela Árvore

como antes

eles estavam!

Ah,

Anjo,

Todas As Frutas Do Amor,

Cujo Gosto É Sentido

Pelos Celestes Senhores

E Celestes Senhoras

Do Pomar Do Amor!

Ah,

Anjo,

Anjo Das Frutas Inomináveis

Do Mais Inominável Amor,

Mortos Estão

Os Libertos Da

Árvore Da Desumanidade

Para O Humano Desamor!

Ah,

Anjo,

Anjo De Todas As Frutas

Que Em Si Carregam

A Mais Natural Essência

Do Amor,

Renascidos Estão

Os Filhos Da

Árvore Do Amor

Que Alçam Glórias

Ao Eterno Alto Amor

Que Pelas Esferas Ressoa

Como Um Coro

De Infindo Louvor!







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