quarta-feira, janeiro 07, 2009

Das Mortes Ressuscitantes No Grande Mar


Arrastei Comigo

A Oração Toda

Do Amor Antigo

De Todas As Coisas

Pelas Coisas

Do Todo


Garanti A Cada Onda

Das Forças Plenas

Do Grande Mar

A Saúde Desta

Alma Minha

Absorta No Limiar

Que Separa

A Chuva Gloriosa

Da Tempestade

Opressiva


Segurei Nas Barbas

Das Ondas Bravias

E Seduzi A Sereia Das

Eras

Que Canta Ainda

Em Eterna Sinfonia

De Carinhosas Melodias

A Canção Das Ondas

Que Velam Pelo

Ir E Vir

Do Que Eu Fui

Sendo No Que Eu

Serei

E Sendo No Que

Sou


A Fúria Passou

E O Uivo Noturno

Se Elevou

Junto Com As Estrelas

Que Adormecem

Nos Braços Paternos

Do Grande Mar

A Amarem Os Cabelos

Da Mãe Formosa

Que Repousa

Nas Marés

Dos Dias Cósmicos


Gosto Do Mar

Gosto Do Grande Mar

Gozo Da Alegria

Das Existencialidades

Que Se Fazem

Doutrinas Para

Aqueles Que Sabem

Ler A Cada Onda

O Livro Da Criação

E Da Recriação

De Todas As Formas


Amo O Mar

Amo O Grande Mar

Saúdo O Um

Que Nada Nas Marés

Minhas Asas Estão

Molhadas

Eu Muito Nadei

E Eu Muito Nado

E Ainda Continuarei

A Muito Nadar




Prazer Das Ondas...

As Ondas Amigas...

As Minhas Ondas Sonoramente Amigas...

Eu nado...

Eu e o Nada...

Quanto do meu Eu assim tanto nadou?

Quanto do meu Eu assim tanto nada?

Quanto do meu Eu assim tanto nadará?

Minha passagem por aqui, pela Terra, tem sido sempre esse Eterno Nadar...

Minhas asas molhadas...

Molhadas d'água...

Molhadas de sangue...

Molhadas de lágrimas...

Inominável, Qual É a Minha Maré Repousante?

Inominável, Quando Tive Uma Maré Repousante?

Inominável, Quando Terei Uma Maré Repousante?

Mãe Inominável, Pai Inominável, Quando Morrerei Em Minha Maré caminhante E Ressuscitarei Em Maré Repousante?

Minhas respostas...

As respostas...

A Resposta...

A Resposta É A Beleza Das Marés Do Grande Mar.

Sonho, Alimento, risonho, essa estrutura infinita que tenho sob meus pés e dentro das minhas mãos.

Não nego a minha Nova Missão.

Não nego meu Nobo Caminhar.

Não nego os Onze.

Nunca neguei minha Nova Missão, Caído Sempre Estive No Um.

Nunca neguei meu Novo Caminhar, Caído Sempre Estive No Um.

Nunca neguei os Onze, Caído Sempre Estive No Um.

As Marés Do Grande Mar Assassinaram-Me.

As Marés Do Grande Mar Ressuscitaram-Me.

A Matéria lançou-me na ilusão de uma Queda Infértil.

Mas, Toda Queda É Fértil.

Todo Ser, Dos Anjos Aos Arcanjos, Dos Deuses Aos Demônios, Deve Saber Ser Fértil Em Cada Uma De Suas Diferenciadas Quedas.

Anjos Mortos Cantam Nas Marés De Suas Ressurreições.

Anjos Elevados Lavam As Chaves Do Alto Nas Marés Dos Mortos E Ressuscitados Anjos Pelo Grande Mar.

Anjos Caídos Lavam As Suas Asas Manchadas Da Corrupção Material Em Mortes E Ressurreições No Grande Mar.

A Luz, aqui, é tão doce...

As Trevas, aqui, são tão quentes...

Asas minhas morrendo...

Asas minhas ressuscitando...

Amiga Eterna Deusa Solidão, eu aprendi Contigo a Morrer E A Ressuscitar desde a minha Primeira Queda.

A Solidão, minha Solidão Eterna, se confirma Morte E Ressurreição Da Minha Solitária Inominável Morta Ressurreição Espiritual.

Morrendo, Meu Eterno Espírito Angélico.

Ressuscitando, Meu Eterno Espírito Angélico.

Nadando, minhas asas mortas molhadas.

Nadando, minhas asas ressuscitadas molhadas.

Sempre nadando, sempre as asas mortas e ressuscitadas molhadas...

Sempre molhadas...

Sempre mortas...

Sempre ressuscitadas...






2 comentários:

Adriana disse...

Incrível esse poema, como o mar, cheio de idas e vindas, de mistério, de possibilidades. Muito lindo. Bj

Nathália disse...

Olá, peço que, se possível, divulgue o site do poeta Ulisses Tavares (www.ulissestavares.com.br) em seu blog.
Mandando um email para nós você concorre a um livro por semana do escritor!
Desde já agradeço a gentileza.

Abraços!