quarta-feira, outubro 29, 2008

Unificante Nadar Nas Aberturas Das Águas Do Um


Universo,

Esteja Atento

À Minha Oração.


Terra,

Abra-Te Para Que

A Massa Das Águas

Se Abra Para Mim.


Árvores,

Não Tremais;

Quero Louvar

O Senhor Da Criação,

O Todo

E O Um.


Que Os Céus

Se Abram

E Que Os Ventos

Se Calem.


Que Todas As Faculdades

Que Estão Em Mim

Celebrem

O Todo

E O Um.



Ao Todo, Hermes Trismegisto Assim Cantou.

Ao Um, Hermes Trismegisto Assim Cantou.

Ele Nadou E Recitou Altamente A Voz Do Mar Nas Ondas Do Grande Mar.

Ele Nadou E Incitou O Nadar Dos Transmutadores De Si Mesmos Nas Altas Ondas Do Alto Mar;

Quando assim Ouvi tal Hino, nas Trevas Terrestres Vi lágrimas.

Lágrimas Dos Que Estão Querendo Retornar Ao Um.

Lágrimas Dos Que São Rebeldes Diante Do Um.

Rebelar-Se Contra O Um...

Compreendo que tal Ato é parte da Separatividade e é Todo Necessário.

Tal Ato Abre Os Portões Do Alto.

Tal Ato Abre Os Portões Do Alto À Verdadeira Mãe Em Todas As Fontes De Poder.

Tal Ato Abre Os Portões Do Alto Ao Verdadeiro Pai Em Todas As Fontes De Poder.

É O Ato Ao Um Em Hinos Existenciais.

É O Ato Ao Um Em Sinuosos Caminhos Existenciais.

O Um Em Hino.

O Um Na Compreensão Dos Compreendidos.

O Um No Encontro Dos Encontrados.

O Um No Retorno Dos Que Retornam.

O Um Na Perfeição Dos Que Se Tornam Perfeitos.

O Um Na Árvore Dos Que Remontam As Suas Originais Raízes No Uno Solo.

O Um Na Morada Dos Que Decidem Novamente Residir Na Una Morada.

O Um Imperando Com Mãos De Mãe Muitíssimo Carinhosa.

O Um Imperando Com Mãos De Pai

Muitíssimo Carinhoso.

O Um Imperando Com Mãos De Filho Que É Mãe E Pai De Si Mesmo.

O Hino De Cada Ser Torna-Se O Um.

O Hino Do Verdadeiro Nadar De Cada ser.

O Hino Do Verdadeiro Em Cada Ser.

Os Humanos Podem Assim Fazer.

Os Humanos Podem Assim Ser.

Os humanos Podem...

Podem, Inominável Desconhecido, Podem...

Podem, Mãe Inominável, Podem...

Podem, Pai Inominável, Podem...

Podem, Como Eu Posso Estender O Meu Hino Ao Um, O Hino De Um Anjo Noturno Inominável A Cair...



Inominávek

É O Meu

Aberto Espaço.


Inominável

É O Meu

Alto Espelho.


Inomináveis

São Minhas

Cansadas Asas.


Inomináveis

São Minhas

Parcas Batidas De Asas.


Sei De Tudo

Que A Criação

Canta A Ti.


Sou De Tudo

Que A Criação

Canta A Ti.


Sou Do Todo

Que Tu És

Em Vosso Ser.


Sou Do Todo

Que Tu Fazes

Em Vosso Fazer.


Sou Do Todo

Que Tu Constituis

Em Vosso Constituir.


Tu És O Um

E Eu Sou O Um

Que Tu És.


Tu És O Um

E Eu Sou O Um

Que Sempre Fui.


Tu És O Um

E Eu Sou O Um

Que Sempre Serei.



Nado, Mãe Una...

Nado, Pai Uno...

Nadam Muitos Comigo, Mãe Una...

Queria Que Todos Nadassem Comigo, Pai Uno...

Todos Os Filhos Da Queda Da Tua Criação, Mãe Una...

Todos Os Filhos Do Teu Grande Mar, Pai Uno...

Meus Irmãos, Mãe Una...

Meus Irmãos, Pai Uno...

Separados Irmãos, Mãe Una...

Inseparáveis Irmãos Pai Uno...







quarta-feira, outubro 22, 2008

WEBREVISTA PROJETO C.O.V.A. - 1ª EDIÇÃO





Inomináveis Saudações a todos!

Dando um tempo nas asas batidas aqui neste blog, é com um prazerosamente abismal prazer que estou a escrever esta mensagem de apresentação de mais uma fase concreta de realizações que nascem do Projeto C.O.V.A.

Mesmo diante de um mundo que ultimamente pouco preza pela cultura e pelo conhecimento, pela capacidade de fazer acreditar que ainda se pode construir algo de valor e qualidade, eu e muitos outros continuam a lutar, mesmo contra tudo e todos que não apreciam as oportunidades de obtenção de cultura e o conhecimento. O objetivo do Projeto C.O.V.A. é esse, proporcionar, conjuntamente com a valorização do Universo Sombrio e de temáticas gerais que sejam propiciadoras de conhecimentos a mais a todos que os quiserem, uma organização de interesses culturamente amplos. Tais interesses não são levianos, nem medíocres e nem absurdos.

Creio nisto e, para o desespero de todos os meus inimigos e daqueles que pensam e dizem e torcem para que o Projeto C.O.V.A. não passe apenas de mais um projeto sem desenvolvimentos e finalidades concretas, faço hoje o lançamento oficial do nosso veículo virtual de divulgação de Arte, Literatura, Poesia, Música e Conhecimentos Gerais, a Webrevista Projeto C.O.V.A.

Será uma edição mensal, sempre contando com as contribuições dos que gostarem e apreciarem auxiliar na construção de algo. Nesta primeira edição, estes são os assuntos nela abordados:


Tributo A Álvares de Azevedo

Mitologia - Uma Pequena Introdução

Tatuagem - Algumas Considerações


Por se tratar de uma edição de estréia, as suas 52 páginas enfocaram em sua grande parte um dos maiores autores brasileiros, Álvares de Azevedo. Contamos, eu e a Elektra, a Demolidora Editora, que Administra junto comigo o fórum do Projeto C.O.V.A. no Forumeiros, com as contribuições de Alessandro Reiffer e Ariadne, Poesia e Desenho, dando uma apurada face à edição. Para baixá-la, escolham qualquer um dos links abaixo:


Media Fire


Badongo


Bigupload


Aos que se interessarem em enviar contribuições (artigos, poemas, contos, desenhos, ilustrações e fotografias) para as próximas edições, por favor, entrem em contato através deste e-mail:

projetocova@gmail.com

Leiam e enterrem-se nesta Cova!

Saudações Inomináveis a todos!




Melancolia - c.1618 - Domenico Feti


Links:

Projeto C.O.V.A. - Forumeiros

Projeto C.O.V.A. - Ning

Projeto C.O.V.A. - HI5

domingo, outubro 19, 2008

Bravias Ondas Da Serenidade Do Grande Mar


Não vou correr em direção ao Útero De Gaia, não devo correr para lá de volta. Eles estão em diálogos agora que não necessitam de minha presença, eles precisam desses diálogos para sentirem Além da minha presença, vista por eles como a Presença de um Mestre. Há tempos, muitos séculos atrás, eu caminhei neste mar, Apaydashea... Eu me recordo da canção do Guardião Das Ondas Do Grande Mar como se a mesma ainda estivesse sendo por Ele entoada...



A Alma Navega

E O Maior

Dos Altos Sonhos

Começa!


Eu Navego

E Meus Braços Alcançam

Todas As Praias!


Eu Navego

E Meus Pés Pisam

Em Todas As Praias!


Eu Navego,

O Grande Mar

É Meu!


Eu Navego,

Eu Sou

Do Grande Mar!


Eu Navego,

Eu Sou

O Grande Mar!


Grande Mar,

Navego Na Felicidade

Do Vosso Existir!


Grande Mar,

Navego Nas Pérolas

Do Vosso Existir!


Grande Mar,

Grande Mar,

Grande Mar,

Grande Mar,

Grande Mar,

Grande Mar,

Grande Mar,

Arrisco Um Nado A Mais,

Quero Arriscar

Nadar Mais!




Cantar...

Anjos Caídos Cantando São Como Rouxinóis Vorazes Pedindo Por Alimentações Mais Capazes.

Quando cantei da última vez...

Quando eu cantei da última vez...

É, isso é Dor Quedante...

Dor Quedante...

Quando eu cantei da última vez...

Ainda Batia As Minhas Asas No Alto...

Caminhei aqui por cima dessas águas cantando...

Esta mesma música eu cantei ao lado do Guardião...

A mesma música...

Como não é distante de mim aquele momento...

Como não é imperfeita em mim a lembrança daquele momento...

Quantos momentos os Seres perdem por serem distantes e imperfeitos ante seus Verdadeiros Momentos...

Seres, pelas Esferas, chorando, sem Saberem de seus Verdadeiros Momentos...

Seres, pela Terra, chorando, eles não nadam em seus Verdadeiros Momentos...

Eloá se foi da Matéria...

Daniela se foi da Matéria...

João Pedro se foi da Matéria...

Alana se foi da Matéria...

Quantos, assim, se irão da Matéria enquanto não se continuar a...

Ah, o que digo...

Ah, o que eu digo...

Ah, o que eu deveria dizer...

Ah...

O que eu já disse...

Como eu já caminhei pelo mar do humano sangue a cada vez mais crescer...

Anjos Chorando Agora...

Anjos Caminhantes Comigo Aqui Agora, Acima Destas Ondas...

Anjos Elevados...

Meus Irmãos...

Anjos Caídos...

Meus Irmãos...

E Os Elevados Acima Da Matéria...

E Os Caídos Abaixo Da Matéria...

Meus pés pesam...

Minhas asas...

Ah, minhas asas!

Baterei para retirar do Sangrento Destino Do Mar Material Alguns Todos!

Mas, pelo Inominável Desconhecido, como, como, COMO, eu gostaria de fazer com que todos os seres humanos do Planeta Terra pudessem, agora mesmo, caminhar por cima das Ondas Do Grande Mar...

Tão sereno...

O Grande Mar...

De serenas águas bravias...

O Grande Mar...

Grande Mar Em Mim Serenamente Bravio A Ondular....







quinta-feira, outubro 16, 2008

As Noturnas Luzes Do Dia Interno


Sacudo A Antiga Veste...

Sacudo A Antiga Gota De Chuva Silvestre...

Sacudo A Antiga Poeira Cósmica Fértil...

Tranquilo...

Tranquilidade...

Penso...

Penso...

Penso...

Minha Morada Interna Sacudo...

As Janelas Internas D'Alma Minha Sacudo...

As Portas Internas d'Alma Minha Sacudo...

As Paredes Internas D'Alma Minha Sacudo...

Não Há Mais Gelo...

Não Há Mais Sede...

Não Há Mais Amargo...

Não Há Mais Sabores Delgados...

Não Há Mais Sabores Indelicados...

O Dia D'Alma Eterna Minha...

Consigo Novamente Ver As Estrelas...

Consigo Novemente Ver As Luas...

Consigo Novamente Ver Os Sóis...

Consigo Novamente Me Ver Adormecer Aos Pés Das Constelações Universais...

Consigo Novamente Me Ver Despertar Ao Colo Da Grande Mãe Universal...

Mãe Inominável, Com Que Se Parece Novamente O Meu Olhar?

Pai Inominável, Com Que Se Parece Novamente O Meu Desperto Ser?

Olhos...

Ser...

Está Tudo Clarificado...

O Clarificado Se Torna Expansivo Dos Meus Internos Campos...

Uma Ponte Não Me Divide Mais...

Um Precípicio Não Me Condena Mais...

Um Abismo Não Me Angustia Mais...

Sair De Mim Em Mim...

Ficar Em Mim Apenas Diante De Mim...

Este Espelho Do Mundo mostra-me tudo da Humanidade, a confusa Humanidade...

Eu abraço os passarinhos feridos...

Eu beijo os pequenos humanos perdidos...

Eu tenho como meus Grandes Irmãos a todos os perseguidos...

Tenho todos os humanos e, ao mesmo tempo, eles nem a si mesmos tem...

Ainda não podem ter a si mesmos...

Ainda não podem Bater Asas No Alto...

Poderão, apenas, quando perceberem que O Alto É O Objetivo Derradeiro De Todas As Almas Eternas Moldadas...

Meu Objetivo, Quedante E Elevado...

Cada Objetivo Inominável, Eleva E Faz Caor...

Por Que Elevar-Se Sem Antes Cair?

Por Que Cair Sem Antes Elevar-Se?

Por Que Considerar Apenas A Elevação?

Por Que Considerar Apenas A Queda?

Bato Asas Nas Trevas...

As Trevas Da Minha Queda...

As Trevas Da Minha Elevação...

Bato Asas No Abismo...

Pelo Abismo Novamente Caio...

Pelo Abismo Novamente Elevo-Me...

Pelo Alto, Quão Bom É Assim Ser Gigante De Pedra E De Aço Quebráveis Que Se Digladiam Pela Esperança Do Inquebrantável!