sexta-feira, fevereiro 22, 2008

A Sagrada Pesca Em Infinitas Sagradas Ondas - Parte I


- Tantos esperados encontros eu tive, Mestre Jesus, e quantos foram os muitos estados neutros de minhas asas indo de encontro aos desmantelamentos de cada um deles... Estive muito cansado e muito debilitado, meus pés, minhas mãos, assumiram Nomeações que me desestruturaram, fazendo desabar toda a Construtividade do meu Inominável Verbalizar... Estive Caindo na Fome Dos Existenciais Medos, Mestre Jesus... Estive exercendo Domínios nos Campos Dos Desesperos, Mestre Jesus... Comi As Pedras... Comi As Folhas... Comi A Refeição Podre... Suportei milenares estados contrários ao meu Existir de Anjo Caído como um que aguarda a passagem de veículos natimortos em uma Estrada Removível... Suportei Caindo Meu Jantar Errado... Suportei Caindo Meu Almoço Envenenante... Foi terrível, Mestre Jesus, Quedas, Quedas, Quedas...

- Olhastes Para O Horizonte Abençoado Do Zênite Encontrável, Irmão Asin?

- Zênite... Zênite... Meu distante Zênite...

- Tu me pareces ainda como Cavaleiro Da Queda, mesmo agora tendo reencontrado sua Natureza na Inominabilidade.

- Que tipo de Ser eu seria, Mestre Jesus, se ainda não estivesse, mesmo avançado apenas alguns passos à frente, diante da Nova Caminhada que Ele, que Ela, decidiu que eu deveria aprender a organizar?

- Tu és O Pescador Inominável De Ti Mesmo, Irmão Asin. Não te culpes pelos climas dos invernos de seus temores e nem pelos verões dos teus internos desequilibrantes clamores. Tu Pescas A Tua Própria Onda E Amparas Teus Ombros Cansados No Bater Das Ondas De Tuas Próprias Sagradas Águas. Toda Pesca De Um Verdadeiro Ser É Sagrada E Todo O Sagrado Encaminha-Se Ao Essencial De Um Verdadeiro Ser.

- Aqueles que eu guiei para a Inominabilidade, Mestre Jesus, acham que sou um Grande Ser... Acham que sou Mestre deles, quando nem orientar-me diante do que me aguarda ou não estou conseguindo... Durante minha caminhada até Vossa Presença, Governador Da Terra, senti um alívio por ter me afastado deles, para que não sentissem meu vacilar... Seguro, como o Senhor vistes, fiquei ao doutrinar-lhes na Inominabilidade, pois O Inominável Desconhecido Através Do Meus Ser Com Eles Dialogava, não era eu que falava da Inominabilidade... Agora, Mestre Jesus, sou eu mesmo aqui diante do Senhor, que sempre me acolheu desde minha Queda perto de Tua Senda De Sagrada Pesca... Este é Asin Du An No In, Mestre Jesus, Anjo Noturno Inominável Caído, Anjo Noturno Inominável Quedante, Anjo Noturno Inominável inseguro da veracidade de sua Nova Caminhada...

- Tu podes agir como um peixe afogado em praia de desertos intensificadores de mais desertos ou acolher em ti as cores e dores de um pleno descolorir doloroso de perspectivas nadantes em nadas exaustivos. Todos, assim, que se refugiam em si mesmos com as inseguranças típicas dos que Caminham Sem O Caminhar se tornam como as frutas apodrecendo nos jardins adormecidos de seus intensos interiores. Enxergo toda tua Existência, Irmão Asin, Inominável É A Tua Espada Quedante E As Tuas Asas Quedantes Qeu Ainda Batem Pelo Alto. A Porta Estreita Sempre Tu Conservas Estreita Diante De Todas As Chaves Que Abrem As Portas Largas Que Tanto Lhe Reduzem E Seduzem. As tuas dúvidas, os teus temores, os teus sentidos nadando nos Mares De Fora são tais Chaves Das Portas Largas. Tu Sabes, Asin Du An No In, que agora para ti acabaram-se as influências obtidas com o vosso Desterro obrigatório e que Os Onze Estão Caminhando Nos Oceanos Inomináveis Do Oceano Eterno Da Inominabilidade.

- Eu Sei, Mestre Jesus, mas tudo...

- O que te preocupa é falhar.

- Falhar...

- O que te incomoda é a Visão Falha Do Falhar.

- Sinto todo medo, muito mais medo do que quando Cai, Mestre Jesus... Tudo em mim rompe-se diante do Senhor, Tu Vês A Alma Inominável Minha Em Pranto E Sem O Caloroso Sabor Dos Raiso Sorridentes Dos Sóis... O Senhor, Mestre Jesus, me desafia e me vence, como sempre, pois o Olhar de teus serenos olhos de Grande Pescador enlaçam em Redes Amáveis o frio melancólico da minha falta de... coragem...

- Tua Pesca Apenas Inicia-Se Agora, Irmão Asin.

- Pescar Inomináveis Seres Em Um Mundo De Nomes Para Todos Os Tipos E Não Tipos De Seres...

- Sem Assim Pescar Não Pode Haver O Solar Encontro Com O Pescado Verdadeiro Luar. O Banquete Já Foi Aceito. A Fruta Já Foi Oferecida. As Uvas Tornam-Se O Vinho Das Eras. Os Talheres Chocam-se Criando As Explosões Das Trajetórias Amigas Da Verbalidade Das Esferas. Os Lugares Na Mesa, Os Onze Lugares Na Mesa, Já Estão Ocupados. A Refeição Já Iniciada. A Refeição Já Consumida. A Refeição A Consumir. Por que disto escapas, Irmão Asin? O Que Te Falta Para O Sagrado Pescar? O Que Te Aguarda Ao Estreito Das Portas Inomináveis Das Sendas Sagradas Da Sagrada Senda Do Sagrado Pescar?

- Glória, não... Trono, não... Riqueza Espiritual, não... Fome, não... Saciedade, não... Minha personalidade, Mestre Jesus, parece que tornou-se tão humana...

- Tua personalidade precisa ser humana, Irmão Asin.

- Precisa para que eu possa conduzir meus Irmãos Existenciais Inomináveis... E para que Alyn nos conduza nas Altas Pescas De Novos Inomináveis Seres...

- Teu medo, teu receio, tua fraqueza, no entanto, não deaparecerão como ondas suaves.

- Eu Pesco Mais Do Querer Fechar As Minhas Asas Do Que Em Abri-Las Mais, Mestre Jesus.

- Suicida-Te, Então, Irmão Asin, Para Melhor Poder Nadar Com Novas Asas.

- Nadar Com Novas Asas... Quantos Nadam Com As Suas Novas Asas No Oceano Da Criação, Mestre Jesus? Quantos, Mestre Jesus?

- O Mais Simples No Cuidar Do Suicídio De Suas Antigas Pesadas Asas, Irmão Asin. Participes Do Novo Banquete, Suicides Teu Antigo Banquete, Bata Asas Em Teus Suicídios. Participes Do Novo Semblante, Suicides Teu Antigo Semblante, Bata Asas Nos Suicídios De Teus Antigos E Novos Semblantes. Mutabilidade, Irmão Asin, O Princípio Da Mutabilidade No Seio Da Inominabilidade, Como As Grandes Lições Ensinam A Todos Os Filhos Inomináveis Do Inominável Desconhecido. Panteão E Participação, Escolhas A Divina Onda, Participes Da Divina Água, Sagrada É A Meta Do Suicídio De Antigas Pesadas Asas. Tu deixastes muito no Alto e tuas pegadas se inserem em tua Estrada Terrestre como Inomináveis Ensinamentos. O Verbo Inominável Em Ti Se Faz Verbo Inominável, Irmão Asin, Enfrentes O Nascedouro E O Ancoradouro Das Marés Que Te Pescam Inominavelmente.

- Que Maré Posso Ser Sem Ter Minhas Asas Que Sempre Me Acompanharam Em Quedantes Batidas, Mestre Jesus?

- A Maré Do Teu Suicídio.

- Suicidar minhas Antigas Asas... Bater Novas Asas... Tanto Sei disso, Mestre Jesus, que... que...

- Teus braços não podem mais ser cruzados, Irmão Asin.

- A Inominabilidade Convoca...

- Mais chá em vossa xícara, Irmão Asin?

- Tomarei mais, Mestre Jesus, mas ela tranborda já... E aguardo o cair do chá ao solo com a paciência de um estranho ser retornando a uma Estranha Senda... Queria ter sido humano, Mestre Jesus, e não ter sido Moldado como Anjo, como Ser Elevado... Queria saborear... Ah, Mestre Jesus... Tudo Estranho... Tudo Estranho...

- Tua Inominável Fé Ainda Te Guia, Irmão Asin.

- Por que me lamento diante da Nova Caminhada, Mestre Jesus?

- Porque Toda Sagrada Pesca É Lamentos Audíveis Apenas Nas Sombras Do Nada, Irmão Asin. Toda Sagrada Pesca É De Lamentos, Poucos Serão Pescados, Os Lamentos Nascem Do Pouco Que se Pesca.

- Toda a Humanidade eu... eu queria... queria Pescar, Mestre Jesus... Toda a Humanidade...

- A Rede Ainda Não Pode Envolver A Todos, Irmão Asin. Os Grandes Peixes Pescados Devem Ainda Ser Poucos.




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