terça-feira, dezembro 23, 2008

WEBREVISTA PROJETO C.O.V.A. - 2ª EDIÇÃO



Inomináveis Saudações a todos!

Enfim, eis a segunda edição da Webrevista Projeto C.O.V.A., que, devido a alguns problemas, apenas pôde ser lançada neste mês de dezembro. Mas, como para tudo há uma específica razão desconhecida para cada um de nós, o lançamento desta edição neste mês de dezembro possui mais do que simples significados, sendo o momento correto para seu lançamento.

Esta é uma edição dedicada ao Abismo e às Suas manifestações na Arte. As contribuições dos contos de Alessandro Reiffer e José Carlos Neves tanto quanto dos desenhos deste e de Ariadne enriquecem esta edição, que, qual como a primeira, buscou a melhor maneira de disponibilizar o conteúdo com a qualidade já utilizada aqui no fórum. Estes sãos os assuntos tratados:


AS PÁGINAS DO ABISMO NA ARTE ILUSTRATIVA CONTEMPORÂNEA

CONTO 1: LICANTROPIA - JOSÉ CARLOS NEVES

TUMULAR CITAÇÃO: O CREDO NEGRO

TUMULAR RECOMENDAÇÃO DE QUADRINHOS: A CONDESSA SANGRENTA ERZSÉBET BÀTHORY

TUMULAR ESCRITURA OCULTA: O RITUAL DA SERPENTE, DA LEOA E DA LOBA

CONTO 2: E ELA FALOU SEU NOME - ALESSANDRO REIFFER


50 páginas dedicadas ao Universo Sombrio em suas abismais essências! Eis a segunda edição desta Webrevista, que aqui pode ser baixada:


MEDIAFIRE


Uma excelente leitura no fundo do Abismo a todos desejo!

Saudações Inomináveis a todos!



quarta-feira, outubro 29, 2008

Unificante Nadar Nas Aberturas Das Águas Do Um


Universo,

Esteja Atento

À Minha Oração.


Terra,

Abra-Te Para Que

A Massa Das Águas

Se Abra Para Mim.


Árvores,

Não Tremais;

Quero Louvar

O Senhor Da Criação,

O Todo

E O Um.


Que Os Céus

Se Abram

E Que Os Ventos

Se Calem.


Que Todas As Faculdades

Que Estão Em Mim

Celebrem

O Todo

E O Um.



Ao Todo, Hermes Trismegisto Assim Cantou.

Ao Um, Hermes Trismegisto Assim Cantou.

Ele Nadou E Recitou Altamente A Voz Do Mar Nas Ondas Do Grande Mar.

Ele Nadou E Incitou O Nadar Dos Transmutadores De Si Mesmos Nas Altas Ondas Do Alto Mar;

Quando assim Ouvi tal Hino, nas Trevas Terrestres Vi lágrimas.

Lágrimas Dos Que Estão Querendo Retornar Ao Um.

Lágrimas Dos Que São Rebeldes Diante Do Um.

Rebelar-Se Contra O Um...

Compreendo que tal Ato é parte da Separatividade e é Todo Necessário.

Tal Ato Abre Os Portões Do Alto.

Tal Ato Abre Os Portões Do Alto À Verdadeira Mãe Em Todas As Fontes De Poder.

Tal Ato Abre Os Portões Do Alto Ao Verdadeiro Pai Em Todas As Fontes De Poder.

É O Ato Ao Um Em Hinos Existenciais.

É O Ato Ao Um Em Sinuosos Caminhos Existenciais.

O Um Em Hino.

O Um Na Compreensão Dos Compreendidos.

O Um No Encontro Dos Encontrados.

O Um No Retorno Dos Que Retornam.

O Um Na Perfeição Dos Que Se Tornam Perfeitos.

O Um Na Árvore Dos Que Remontam As Suas Originais Raízes No Uno Solo.

O Um Na Morada Dos Que Decidem Novamente Residir Na Una Morada.

O Um Imperando Com Mãos De Mãe Muitíssimo Carinhosa.

O Um Imperando Com Mãos De Pai

Muitíssimo Carinhoso.

O Um Imperando Com Mãos De Filho Que É Mãe E Pai De Si Mesmo.

O Hino De Cada Ser Torna-Se O Um.

O Hino Do Verdadeiro Nadar De Cada ser.

O Hino Do Verdadeiro Em Cada Ser.

Os Humanos Podem Assim Fazer.

Os Humanos Podem Assim Ser.

Os humanos Podem...

Podem, Inominável Desconhecido, Podem...

Podem, Mãe Inominável, Podem...

Podem, Pai Inominável, Podem...

Podem, Como Eu Posso Estender O Meu Hino Ao Um, O Hino De Um Anjo Noturno Inominável A Cair...



Inominávek

É O Meu

Aberto Espaço.


Inominável

É O Meu

Alto Espelho.


Inomináveis

São Minhas

Cansadas Asas.


Inomináveis

São Minhas

Parcas Batidas De Asas.


Sei De Tudo

Que A Criação

Canta A Ti.


Sou De Tudo

Que A Criação

Canta A Ti.


Sou Do Todo

Que Tu És

Em Vosso Ser.


Sou Do Todo

Que Tu Fazes

Em Vosso Fazer.


Sou Do Todo

Que Tu Constituis

Em Vosso Constituir.


Tu És O Um

E Eu Sou O Um

Que Tu És.


Tu És O Um

E Eu Sou O Um

Que Sempre Fui.


Tu És O Um

E Eu Sou O Um

Que Sempre Serei.



Nado, Mãe Una...

Nado, Pai Uno...

Nadam Muitos Comigo, Mãe Una...

Queria Que Todos Nadassem Comigo, Pai Uno...

Todos Os Filhos Da Queda Da Tua Criação, Mãe Una...

Todos Os Filhos Do Teu Grande Mar, Pai Uno...

Meus Irmãos, Mãe Una...

Meus Irmãos, Pai Uno...

Separados Irmãos, Mãe Una...

Inseparáveis Irmãos Pai Uno...







quarta-feira, outubro 22, 2008

WEBREVISTA PROJETO C.O.V.A. - 1ª EDIÇÃO





Inomináveis Saudações a todos!

Dando um tempo nas asas batidas aqui neste blog, é com um prazerosamente abismal prazer que estou a escrever esta mensagem de apresentação de mais uma fase concreta de realizações que nascem do Projeto C.O.V.A.

Mesmo diante de um mundo que ultimamente pouco preza pela cultura e pelo conhecimento, pela capacidade de fazer acreditar que ainda se pode construir algo de valor e qualidade, eu e muitos outros continuam a lutar, mesmo contra tudo e todos que não apreciam as oportunidades de obtenção de cultura e o conhecimento. O objetivo do Projeto C.O.V.A. é esse, proporcionar, conjuntamente com a valorização do Universo Sombrio e de temáticas gerais que sejam propiciadoras de conhecimentos a mais a todos que os quiserem, uma organização de interesses culturamente amplos. Tais interesses não são levianos, nem medíocres e nem absurdos.

Creio nisto e, para o desespero de todos os meus inimigos e daqueles que pensam e dizem e torcem para que o Projeto C.O.V.A. não passe apenas de mais um projeto sem desenvolvimentos e finalidades concretas, faço hoje o lançamento oficial do nosso veículo virtual de divulgação de Arte, Literatura, Poesia, Música e Conhecimentos Gerais, a Webrevista Projeto C.O.V.A.

Será uma edição mensal, sempre contando com as contribuições dos que gostarem e apreciarem auxiliar na construção de algo. Nesta primeira edição, estes são os assuntos nela abordados:


Tributo A Álvares de Azevedo

Mitologia - Uma Pequena Introdução

Tatuagem - Algumas Considerações


Por se tratar de uma edição de estréia, as suas 52 páginas enfocaram em sua grande parte um dos maiores autores brasileiros, Álvares de Azevedo. Contamos, eu e a Elektra, a Demolidora Editora, que Administra junto comigo o fórum do Projeto C.O.V.A. no Forumeiros, com as contribuições de Alessandro Reiffer e Ariadne, Poesia e Desenho, dando uma apurada face à edição. Para baixá-la, escolham qualquer um dos links abaixo:


Media Fire


Badongo


Bigupload


Aos que se interessarem em enviar contribuições (artigos, poemas, contos, desenhos, ilustrações e fotografias) para as próximas edições, por favor, entrem em contato através deste e-mail:

projetocova@gmail.com

Leiam e enterrem-se nesta Cova!

Saudações Inomináveis a todos!




Melancolia - c.1618 - Domenico Feti


Links:

Projeto C.O.V.A. - Forumeiros

Projeto C.O.V.A. - Ning

Projeto C.O.V.A. - HI5

domingo, outubro 19, 2008

Bravias Ondas Da Serenidade Do Grande Mar


Não vou correr em direção ao Útero De Gaia, não devo correr para lá de volta. Eles estão em diálogos agora que não necessitam de minha presença, eles precisam desses diálogos para sentirem Além da minha presença, vista por eles como a Presença de um Mestre. Há tempos, muitos séculos atrás, eu caminhei neste mar, Apaydashea... Eu me recordo da canção do Guardião Das Ondas Do Grande Mar como se a mesma ainda estivesse sendo por Ele entoada...



A Alma Navega

E O Maior

Dos Altos Sonhos

Começa!


Eu Navego

E Meus Braços Alcançam

Todas As Praias!


Eu Navego

E Meus Pés Pisam

Em Todas As Praias!


Eu Navego,

O Grande Mar

É Meu!


Eu Navego,

Eu Sou

Do Grande Mar!


Eu Navego,

Eu Sou

O Grande Mar!


Grande Mar,

Navego Na Felicidade

Do Vosso Existir!


Grande Mar,

Navego Nas Pérolas

Do Vosso Existir!


Grande Mar,

Grande Mar,

Grande Mar,

Grande Mar,

Grande Mar,

Grande Mar,

Grande Mar,

Arrisco Um Nado A Mais,

Quero Arriscar

Nadar Mais!




Cantar...

Anjos Caídos Cantando São Como Rouxinóis Vorazes Pedindo Por Alimentações Mais Capazes.

Quando cantei da última vez...

Quando eu cantei da última vez...

É, isso é Dor Quedante...

Dor Quedante...

Quando eu cantei da última vez...

Ainda Batia As Minhas Asas No Alto...

Caminhei aqui por cima dessas águas cantando...

Esta mesma música eu cantei ao lado do Guardião...

A mesma música...

Como não é distante de mim aquele momento...

Como não é imperfeita em mim a lembrança daquele momento...

Quantos momentos os Seres perdem por serem distantes e imperfeitos ante seus Verdadeiros Momentos...

Seres, pelas Esferas, chorando, sem Saberem de seus Verdadeiros Momentos...

Seres, pela Terra, chorando, eles não nadam em seus Verdadeiros Momentos...

Eloá se foi da Matéria...

Daniela se foi da Matéria...

João Pedro se foi da Matéria...

Alana se foi da Matéria...

Quantos, assim, se irão da Matéria enquanto não se continuar a...

Ah, o que digo...

Ah, o que eu digo...

Ah, o que eu deveria dizer...

Ah...

O que eu já disse...

Como eu já caminhei pelo mar do humano sangue a cada vez mais crescer...

Anjos Chorando Agora...

Anjos Caminhantes Comigo Aqui Agora, Acima Destas Ondas...

Anjos Elevados...

Meus Irmãos...

Anjos Caídos...

Meus Irmãos...

E Os Elevados Acima Da Matéria...

E Os Caídos Abaixo Da Matéria...

Meus pés pesam...

Minhas asas...

Ah, minhas asas!

Baterei para retirar do Sangrento Destino Do Mar Material Alguns Todos!

Mas, pelo Inominável Desconhecido, como, como, COMO, eu gostaria de fazer com que todos os seres humanos do Planeta Terra pudessem, agora mesmo, caminhar por cima das Ondas Do Grande Mar...

Tão sereno...

O Grande Mar...

De serenas águas bravias...

O Grande Mar...

Grande Mar Em Mim Serenamente Bravio A Ondular....







quinta-feira, outubro 16, 2008

As Noturnas Luzes Do Dia Interno


Sacudo A Antiga Veste...

Sacudo A Antiga Gota De Chuva Silvestre...

Sacudo A Antiga Poeira Cósmica Fértil...

Tranquilo...

Tranquilidade...

Penso...

Penso...

Penso...

Minha Morada Interna Sacudo...

As Janelas Internas D'Alma Minha Sacudo...

As Portas Internas d'Alma Minha Sacudo...

As Paredes Internas D'Alma Minha Sacudo...

Não Há Mais Gelo...

Não Há Mais Sede...

Não Há Mais Amargo...

Não Há Mais Sabores Delgados...

Não Há Mais Sabores Indelicados...

O Dia D'Alma Eterna Minha...

Consigo Novamente Ver As Estrelas...

Consigo Novemente Ver As Luas...

Consigo Novamente Ver Os Sóis...

Consigo Novamente Me Ver Adormecer Aos Pés Das Constelações Universais...

Consigo Novamente Me Ver Despertar Ao Colo Da Grande Mãe Universal...

Mãe Inominável, Com Que Se Parece Novamente O Meu Olhar?

Pai Inominável, Com Que Se Parece Novamente O Meu Desperto Ser?

Olhos...

Ser...

Está Tudo Clarificado...

O Clarificado Se Torna Expansivo Dos Meus Internos Campos...

Uma Ponte Não Me Divide Mais...

Um Precípicio Não Me Condena Mais...

Um Abismo Não Me Angustia Mais...

Sair De Mim Em Mim...

Ficar Em Mim Apenas Diante De Mim...

Este Espelho Do Mundo mostra-me tudo da Humanidade, a confusa Humanidade...

Eu abraço os passarinhos feridos...

Eu beijo os pequenos humanos perdidos...

Eu tenho como meus Grandes Irmãos a todos os perseguidos...

Tenho todos os humanos e, ao mesmo tempo, eles nem a si mesmos tem...

Ainda não podem ter a si mesmos...

Ainda não podem Bater Asas No Alto...

Poderão, apenas, quando perceberem que O Alto É O Objetivo Derradeiro De Todas As Almas Eternas Moldadas...

Meu Objetivo, Quedante E Elevado...

Cada Objetivo Inominável, Eleva E Faz Caor...

Por Que Elevar-Se Sem Antes Cair?

Por Que Cair Sem Antes Elevar-Se?

Por Que Considerar Apenas A Elevação?

Por Que Considerar Apenas A Queda?

Bato Asas Nas Trevas...

As Trevas Da Minha Queda...

As Trevas Da Minha Elevação...

Bato Asas No Abismo...

Pelo Abismo Novamente Caio...

Pelo Abismo Novamente Elevo-Me...

Pelo Alto, Quão Bom É Assim Ser Gigante De Pedra E De Aço Quebráveis Que Se Digladiam Pela Esperança Do Inquebrantável!






quarta-feira, setembro 24, 2008

Nuvens Que Não Permanecem Eternas


 

Veja

Veja Toda Nuvem

Que Não Permanece

 

Um Anjo

Chora

 

Veja

Veja A Passagem

Das Nuvens Tolas

 

Um Anjo

Sorri

 

Veja

Veja A Chuva Indo

Embora Daqui

 

Um Anjo

Canta

 

Veja

Veja A Tempestade

Que Não É Duradoura

 

Um Anjo

Ora

 

Veja

Veja A Nuvem

Mais Alta Lá

 

Um Anjo

Adormece

 

Veja

Veja A Nuvem

Mais Alta Aqui

 

Os Anjos

Podem Descer

 

Os Anjos

Podem Cair

 

Os Anjos

Podem Ascender

 

Os Anjos

Podem Retornar

 

Eu Sou Anjo

Eu Caio

Eu Ascendo

Eu Desço

Eu Retorno

 

Ah

Qual É A Coragem

Da Harpa Tocada

Diante Das Nuvens

Que Não Permanecem

Eternas?

 

A Resposta

Eu Deixo Ser Levada

Pela Nuvem Do Meu

Ontem

 

A Solução

É Não Eternizar-Me

Na Nuvem Que Parou

De Passar

 

Toda Nuvem

Deve Passar

 

Eu Devo Passar

E Chover Em Mim Mesmo

Acertando-Me Com As Coisas

Do Alto Lar

 

 

Nesta Viagem de volta ao Útero De Gaia, dou um olhar  demorado por sobre a Humanidade.

Vejo também os Anjos Elevados.

Vejo também os Anjos Caídos.

Vejo também os Demônios.

Vejo também as  categorias todas de Seres que caminham no Planeta Terra.

Eles olham sempre para as nuvens de qualquer Horizonte.

Eles olham sempre, aguardando uma chuva de potenciais mudanças ou uma milagrosa chegada de novas formas.

Eu também admirava toda nuvem lá no Alto.

Eu também admirava toda nuvem aqui no Baixo.

Admirava e me esquecia da Efemeridade, me esquecia de que Inominável Ser Deve Saber Fazer-Se Passar Como Toda Nuvem Que Não Permanece Eterna.

Fui um gigante de ilusões antigamente, mesmo batendo minhas asas nos Altos Horizontes Da Criação.

Fui um anão como estes anões todos que daqui, daqui que é O Plano Entre Os Planos, estou a observar.

Eu podia ter piedade deles, mas não tenho...

Eu tive piedade de mim mesmo, mas agora não mais tenho...

Escolhi nuvens que não passaram.

Eles escolhem nuvens que não passam.

As Nuvens Eternas: Mentira Concreta.

As Nuvens Mutáveis: Verdade Completa.

Mudou o Horizonte, eu resgato toda experiência minha nas Chuvas Mutáveis do meu Ser.

Mudanças, Mais Mudanças, Todas As Mudanças, e os seres humanos e os demais Seres que são cegos, neste mundo, não Vêem...

A Terrível Fome É Uma Chuva Que Cai Das Nuvens Que Permanecem Acima Da Humanidade...

A Terrível Morte É Uma Chuva Que Cai Das Nuvens Que Permanecem Acima Da Humanidade...

A Terrível Peste É Uma Chuva Que Cai Das Nuvens Que Permanecem Acima Da Humanidade...

A Terrível Guerra É Uma Chuva Que Cai Das Nuvens Que Permanecem Acima Da Humanidade...

A Guerra Que Ocorre Possui As Suas Nuvens Que Não Permanecem E Jorram Na Matéria As Suas Propriedades...

Minha Missão não é demonstrar toda Nuvem Permanente.

Minha Missão Não é derrubar toda Nuvem Tornada Eterna.

A Minha Missão Como Líder Dos Onze É Tornar-Me E A Eles Nuvens Que Não permanecem.

Os Inomináveis Não Buscam Glórias Vazias.

Os Inomináveis Não Buscam Glórias Preeenchidas.

Os Inomináveis Buscam Apenas Ser Nuvens Que Não Permanecem.

Sou Uma Nuvem Que Não Permanece.

E não devo lamentar pelos que Permanecem.

Devo Guerrear junto dos que Não Permanecem.

Não é agora, nesta época da Humanidade, que as Nuvens Permanentes poderão ser Nuvens Não-Permanentes.

Agora É O Tempo Da Chuva De Todas As Atrasantes Permanências.

 

 

 

 

 

 

sábado, setembro 20, 2008

Rebater As Asas


- Nenhum Ser É Um Herói No Tecido Das Coisas E Dos Acontecimentos Que Se Expandem Pelo Solo Da Criação, Mestre Jesus, Nenhum Ser Diante Do Calor Da Manhã Selvagem, Nenhum Ser Diante Do Calor Da Tarde Serenata, Nenhum Ser Diante Do Calor Da Noite Ardorosa. Sempre me manifesttei a favor da falta de honra para Verdadeiramente Ser e a honra, A Verdadeira Honra, vai sendo construida pelos Seres à medida que seus pés sabiamente marcham pelas Terras Da Criação. Eu guerreio desde O Alto contra isso e me Via, lá mesmo nos Braços Do Um Em Inominável Estância, como Perfeito, como Honrado, como fiel a um heroísmo que hoje, neste hoje diante de Vós, Mestre Jesus, admito ter sido um pensamento no Pensamento de alguém fadado a cair. Os Seres São Vilões Para Si Mesmo ao Se Verem Como Heróis, Mestre Jesus, Vilões Que Se Cegam Pela Fruidade Da Crença Em Atos Heróicos Que Apenas São Névoas Terríveis Da Ilusão Da Supremacia De Todas As Coisas Mutáveis. Eu, eu aqui chorando diante de Vós, Mestre Jesus... Eu fiquei aqui, diante de Vós, chorando... Chorando e pescando meus lamentos estrondosamente impossibilitadores de não mais me valorizar como Alguém com Algo que possa ser O Mais Alguém e O Mais Algo... As tolices minhas são como correntes de rios mortos nas doutrinas de desertos áridos... Fui um deserto árido, nas areias pesquei as restaurações dos meus ilusórios momentos de Ver-Me como Herói... Herói, Mestre Jesus... Heróis... Que Heróis Existem Diante Da Carnificina Da Luz Que Aborta Todos Os Vôos Das Asas Que Mais Querem Alcançar O Alto? Que Heróis Existem Se A Fileira Das Guerras Pela Existencialidade São Desvalorizadas Pela Visão Do Impacto Material Das Efemeridades Que Devem Servir De Alimento E Não Serem Servas De Todos Os Alimentos? Que Heróis, Que Heróis, Mestre Jesus, Aqui Se Fazem Diante De Nosos Olhares Espirituais Tão Dignos Da Capa E Da Espada, Do Elmo E Do Escudo, Da Armadura E Do Olhar Derrubadores De Todos Os Obstáculos E Todos Os Muros? Que Heróis, Que Heróis, Mestre Jesus, Seguem As Colheitas Dos Campos Elíseos Da Verdadeira Verdadeira Se Dirigindo Ao Um Como Senhores Das Suas Internas Propriedades Purificadas De Todo Senso De Material Valor? Que Heróis, Que Heróis, Mestre Jesus, Estão Ricamente Revestidos Pela Alta Luz Que Infinitiza Demasiadamente Os Que Verdadeiramente Tolhidos São Pelo Ancoradouro Do Um? Que Heróis, Que Heróis, Mestre Jesus, Julgam-Se Danosos Antes De Se Julgarem Preciosos? Que Heróis, Que Heróis, Mestre Jesus, Julgam-Se Fracassados Antes De Se Julgarem Eternos Vencedores De Tudo Que Contrário É Aos Alvoreceres De Suas Existencialidades? Que Heróis, Que Heróis, Mestre Jesus, Sentem Quedas Várias Ao Invés De Elevações Intensificadoras De suas Vaidades? Que Heróis, Que Heróis, Mestre Jesus, Vivenciam As Trevas E O Abismo, Os Infernos E O Caos, Antes De Se Dizerem Realizados Pelas Forças Altas? Eu, Mestre Jesus, Colho No Bater De Minhas Asas Noturnas Inomináveis Cada Percalço De Ensinamentos Que Me São Doados Pelos Infernos Existenciais, Pelos Abismos Existenciais, Pelas Trevas Existenciais, Pelo Caos Existencial Da Realidade Da Criação Que É Feita Apenas De Efêmeros Seres Que Devem Aprender A Alcançar Primeiramente A Roda Das Rosas Terríveis Antes Da Rosa Que Gira Abrasadora E Arrasadora Das Aniquilações Materiais! Antes Da Rosa Dos Bem-Aventurados, Mestre Jesus, Aprendi Em Minha Queda, Aprendo Em Minha Queda, Aprenderei Sempre Em Minha Queda Que Todas As Rotas Que Não Passam Pelo Esgoto Material E Que Deste Não Pescam Lições De Águas Repletas De Infinitos Tesouros São Rotas Retiradas Do Grande Livro Da Vida Eterna E Do Grande Livro Da Morte Eterna De Todos Os Elementos Da Separatividade! As Estrelas Cantam Canções De Poder Receptivas Das Auras Das Trevas Que Ressoam Ensinantes De Verdadeiros E Melhores Caminhos Nas Luzes... As Estrelas Cantam Canções No Abismo Que Encantam Os Embrutecidos E Os Degenerados, Fazendo Com Que Os Excluidos De Todos Os Livros Possam Repousar De Suas Trajetórias Nos Recantos Do Um... As Estrelas Cantam Canções De Poder Abençoado No Caos, As Confusões São Respondidas Com Soluções, As Convulsões São Recebidas Com Sorrisos De Agradecimentos, As Estranhas Jogadas São Feitas Com Alegres Risadas... As Estrelas Cantam Canções De Pacificações Nos Infernos, Demônios E Aqueles Todos Que Governam Os Demônios Ajoelham-Se Acima De Seus Tormentos E Devaneios E Se Sentem No Um Porque NENHUM SER ESTÁ FORA DO UM PORQUE O UM NÃO É HERÓI E NEM É VILÃO E É APENAS TODOS NÓS QUE NOS FAZEMOS HONRADOS NA PEDRA, NO FOGO, NA AREIA, NO DESERTO E NO MAR DE NOSSAS INTERIORES E EXTERIORES EXISTENCIALIDADES!!! Pesquei novamente a mim mesmo, aqui, Mestre Jesus, em Vossa Amada Morada, em Vosso Amado Lar, Um Lar No Qual Um Dia Todos Desta Terra Conhecerão. No Grande Dia Do Amanhã, Grande Dia Sem Nomes, Grande Dia Sem Títulos, Grande Dia Sem Diferenciações, Mestre Jesus, Eu Vejo Que Aqui Nesta Vossa Morada Todos Beberão De Vosso Chá E Nadarão Uníssonos Em Vosso Mar, Desde Os Que Hoje São Os Mais Impuros Dos Seres Até Os Que São Os Mais Puros Dos Seres.

- Quer beber mais deste chá, Irmão Asin?

- Não, Mestre Jesus, muito obrigado, Já Fui Pescado Por Mim Mesmo E Nada Mais Me Obriga A Beber O Que Já Bebi De Mim Mesmo.

- Sigas Tua Praia, Sigas Teu Mar, Irmão Asin, Sei que tu agora daqui partirás.

- Partirei, Mestre Jesus, e assim me despeço do Senhor...


Eu me aproximo do Grande Ser, com respeito e calor. Meus lábios se direcionam aos lábios Dele e o beijo é a minha despedida, um beijo, Puro Beijo Entre Irmãos Do Alto. Eu ainda deixo cair uma lágrima ao abraçá-Lo...


- A Pesca...

- Silêncio agora, Asin, Todo Verdadeiro Pescador Deve Saber Amarrar Bem Silenciosamente A Sua Interna Rede De Pescar.


Eu dou-Lhe as costas e caminho.

Sim, eu caminho.

Caminho.

Caminho...

Pesquei...

Pesquei...

Pesquei...

Realizei O Meu Maior Nado No Grande Mar!

Realizei O Meu Grande Nado No Grande Mar!

Realizei O Meu Pescar A Mim Mesmo No Grande Mar!

Realizei...

Meus passos são agora fora do Tempo...

Meus passos são agora fora do Espaço...

O que o Mestre Jesus me ensinou ao não me aconselhar...

Ah, eu devo me silenciar!

Devo me silenciar!

Me Silenciar!

Os Nados Do Silêncio Formam Meu Grande Mar...

Eu não queria a isso perceber...

Eu não queria a isso fazer surgir...

Eu não queria...

Asas minhas!

Asas minhas!

Asas minhas!

Os Onze Agora Podem Pescar!

Os Onze Agora Podem Nadar!

E Eu Agora Sou O Meu Próprio Mestre Pescador!

E Eu Agora Vou Pescar!

Pescar No Silêncio Do Inominável Grande Mar Que Os Inomináveis São!

Pescar No Silêncio Do Inomínável Grande Mar Que Os Onze São!

A Minha Honra Agora Verdadeiramente Inicia-Se Na Criação!





sexta-feira, agosto 22, 2008

A Sagrada Pesca Em Infinitas Sagradas Ondas - Parte XI


- Os resultados dos meus atos, Mestre Jesus, me posisionam favoravelmente como um esquecível ser que falhou em suas empreitadas. Eu Amava Angelicalmente As Altas Alturas Infinitas Das Altas Esferas e decidi por me unir ao Amor Materialmente Finito Das Baixas Alturas Infinitas. Fui Um com várias mulheres e amei apenas a primeira delas, Lydyan, pela qual Cai... Infinita Ironia é agora estar aqui, diante do Senhor, para reclamar desses fracassos em meu Quedante Existir...

- A Inglória Infinita É Tecer A Narração Das Quedas Que Ensinam A Melhor Construir A Glória Mais Infinita.

- Não sou O Peixe Mais Pleno, Mestre Jesus.

- Nades Mais, Respires Mais, A Sagrada Pesca É Ainda Capaz De Cativar-Te Na Profunda Estância De Tuas Ainda Celestiais Profundas Verdades.

- O Peixe Pleno É Parada De Momentos Incessantemente Celestiais... O Senhor de uma Glória Futura, minha Glória Futura, mas como jamais fui Glorioso no Alto, serei Glorioso no Baixo? Qual A Atitude Infinita Melhor: Descer Consciente De Suas Limitações Nos Abismos Existenciais Ou Realizar Mentiras Existenciais Acerca De Uma Inexistente Potência Existencial?

- As Potências São Mínimas Ondas, Asin, Que Os Filho Da Erva Abençoada Colhem Nas Areias Das Praias Mais Desertas.

- Isso tudo está acabando, Mestre Jesus...

- O que se finaliza, Asin?

- Sou transitório em minha imortalidade condenatória... Sou efêmero mais do que penso acerca do meu discernimento em continuar a caminhar batendo bem as minhas asas... Sou finitude errática em um solo de entradas acertadas no abismal conduzir-me ao meus Mais Cair... Falhei... Falhei, Mestre Jesus... Falhei...

- A Escrita De Teu Livro Existencial Ainda Proclama O Teu Caminhar, Asin.

- Ele Proclama Algo Que Não Escrevo Nas Areias Do Deserto Existencial...

- Perigas de tu estares certo.

-Eu estou certo, Mestre Jesus! Não suporto mais a Errônea Escrita de minhas Quedas! Não suporto mais a Errônea Palavra de minhas Quedas! Não suporto mais o peso da Inominabilidade que não pedi para me acompanhar em cada uma das minhas Quedas!

- Perigas de tu estares errado.

- Correto, Errado... Qual A Importância Diante Do Oceano Do Fim Das Caminhadas, Mestre Jesus? Isto acabaou... Acabou...

- Perigas de eu estar errado.

- Tu nunca erras, Mestre Jesus, nunca!

- Erro por te tratar como ovelha mansa, mas tu és um Guerreiro Forjado Nas Quedas, Um Forte Em Asas Noturnas Inomináveis Que Ainda Batem Bem Alto.

- Minha Força quer O Esquecimento Das Coisas Quedantes... Minha Força... Força... Que Força, Mestre Jesus, devo ainda ter para continuar aqui neste mundo defendendo uma das Bases De Poder Do Um?

- Perigas de eu estar certo.

- Por que este jogo de palavras, Mestre Jesus?

- Por que tu não jogas com as Palavras, Asin?

- As Palavras... O Grande Jogo Das Palavras...

- O Verbo Se Faz Senhor De Suas Muitas E Determinadas Luzes.

- Que tipo de convecncimento ou Visão quer me conceder, Mestre Jesus? A do Grande Dia Do Amanhã? Este Dia pode Realizar-Se sem a minha inominável interferência.

- Tua Interferência, Asin, É O Jogo Da Vitória Do Grande Dia Do Amanhã.

- Isso não é um Mistério para mim, Mestre Jesus, mas não aceito. Anjos Caídos Não São Heróis.