terça-feira, outubro 23, 2007

Da Inominabilidade - Parte LXXXII


Os Inomináveis

São Os Simples Andarilhos Desconhecidos

De Caminhos Possíveis

Aos Que Sabem Ver No Pó

De Todas As Coisas

Todas As Demais Grandes Coisas

Que O Pó Traz

Por Ser O Verdadeiro Corpo

De Todas As Coisas

Que Ele Por Ser Efêmero

Representa


Os Inomináveis

São O Pó

Que Vaga Pelas Estradas Desconhecidas

Que Recebem Todos Os Andarilhos

Que Vinculam Seus Pés

Ao Pó


Os Inominávels

Estão No Pó Das Eras

Que Desfaz E Refaz

Nos Efêmeros Instantes

De Todos Os Verbos Existenciais

O Final Dos Iniciados

Meios Finalizadores

Do Sempre Iniciar

Do Apenas Iniciar

De Todo Efêmero Mutável


Os Inomináveis

Estão No Pó Das Eras

Fazendo O Trabalho

Que Garante Apenas

A Mutação

De Um Efêmero Estado

Para Outro Efêmero

Estado


Os Inomináveis

Estão No Pó Cósmico

Que Circunda As Atmosferas

Dos Mundo Expostos

Às Luzes Dos Sóis

Em Cujas Sombras

Eles Podem Caminhar

Representando O Caminhar

De Todas As Trevas Inomináveis

Iluminantes


Os Inomináveis

Nós

Os Inomináveis

Fazemos Do Pó Das Coisas

E Do Pó Das Não-Coisas

A Verdadeira Coisa

Do Nosso Efêmero Mutável Caminhar

Em Direção Ao Pico Da Montanha

Do Verdadeiro Iluminar


Nós

Os Inomináveis

Subimos Mutáveis Montanhas

Subimos Efêmeras Montanhas

Montamos Em Garanhões Celestes Alados

E Percorremos Com As Nossas

Asas Em Pó

Os Horizontes Todos

De Todas As Montanhas


Nós

Os Inomináveis

Não Recebemos Celestes Recompensas

Não Queremos Celestes Reconhecimentos

E Nem O Amor

E Nem O Ódio

De Todas As Humanidades

Pois Somos Apenas Pó

Pó Mutável

Pó Efêmero

A Auxiliar Na Evolução

De Toda As Coisas

E De Todos Os Seres

Em Suas Fontes De Poder

E Na Fonte De Poder Inominável


Nós

Os Inomináveis

Somos O Pó Da Mãe Inominável

Somos O Pó Do Pai Inominável

Somos O Pó

Do Inominável Desconhecido

Aquele Que É Mutável

Aquele Que É Efêmero

Aquele Que Está Nas Almas

De Todas As Coisas

E De Todos Os Seres

Mesmo Que Todas As Coisas

E Todos Os Seres

Não O Sintam Em Si

Como O Pó Efêmero

Como O Pó Mutável

Que São


Somos Os Inomináveis

E Apenas Buscamos Garantir

A Permanência Do Pó Que Somos

Nas Solas Dos Nossos Pés

Nas Palmas Das Nossas Mãos

Nas Expressões Mutáveis Efêmeras

De Nossos Inomináveis Rostos

Que Colhem Nas Trevas Inomináveis

As Luzes Inomináveis

De Sua Inominável Missão


Somos Os Inomináveis

Mutáveis

Efêmeros

Inomináveis Seres

Sem Moradas

Sem Descanso

Sem Paz

Sem Felicidade

Até Que Toda A Criação

Tenha Uma

Verdadeira Morada

Um

Verdadeiro Descanso

Uma

Verdadeira Paz

Uma

Verdadeira Felicidade

No Grande Dia Do Amanhã

No Qual Tudo Será

A Verdadeira Irmandade

De Todo Ser Da Criação

Que Não Será Mais Pó

Mas

Verdadeiro Ser Da Criação



Uníssono poema.

Em uníssono, nós recitamos O Poema.

O Poema Dos Inomináveis.

O Poema Do Pó Que São Os Inomináveis.

O Poema Da Inominablidade.

O Poema Do Pó Que É A Inominabilidade.

Eles Compreenderam.

Compreenderam A Inominabilidade.

Verdadeiramente, Compreenderam A Inominabilidade.

Somos, agora, Verdadeiramente, Os Onze.

Alyn, Inominável Ser, chora.

Seyin, Inominável Ser, chora.

Letycyell, Inominável Ser, chora.

Abeyraell, Inominável Ser, chora.

Gemelleyll, Inominável Ser, chora.

Rvekkeyll, Inominável Ser, chora.

Sa My Na, Inominável Ser, chora.

An Ya El, Inominável Ser, chora.

Ran, Inominável Ser, chora.

Bayn, antes duvidando da Inominabilidade, agora ciente da Inominabilidade em si, Inominável Ser, chora.

Eu choro.

Novamente, choramos, aqui, no Útero De Gaia.

Inominavelmente, choramos abraçados.

Iniciamos.

Sim, Mãe Inominável, Iniciamos.

Sim, Pai Inominável, Iniciamos.

Sim, Inominável Desconhecido, Iniciamos.

Iniciamos A Inominável Caminhada Dos Onze No Planeta Terra, Caminhada Que Em Todos Os Mundos Da Criação Ocorreu, Ocorre E Ocorrerá.

Iniciamos com as lágrimas, as lágrimas dedicadas aos nossos corretos anseios por auxiliar aos que necessitarem de Verdadeiro Auxílio.

Iniciamos com as lágrimas, pois Seres Superiores Que Não Choram Não Podem Ser Considerados Seres Superiores, Mesmo No Pó Que É Tudo De Superior Nos Inomináveis.

Iniciamos cientes de que nossa Superioridade é apenas O Pó, O Nosso Pó, Inominável Pó.

Iniciamos, mas eu preciso, sozinho, antes de Verdadeiramente Enxugarmos Lágrimas, que não são as nossas, falar com um dos Verdadeiros Seres Superiores Acima De Todo Pó Superior.

- Irmãos Existenciais Inomináveis, eu vos deixarei aqui, por um tempo, no Útero De Gaia. Preciso ir falar com Alguém Acima De Todos Nós E De Gaia, pedir a permissão Dele para que possamos Iniciar O Verdadeiro Enxugar De Lágrimas. Sem as Bençãos Do Alto Governante Da Terra, seremos apenas onze Seres que caminhariam e direção ao mais leso Fracasso Existencial. Meditem, aqui, no Útero De Gaia, sobre todas as Palavras Inomináveis A Mim Inspiradas Pela Mãe, Pelo Pai, O Inominável Desconhecido. Retornarei com as Bençãos Dele. Retornarei Iluminado Por Ele.




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