quinta-feira, junho 21, 2007

Da Inominabilidade - Parte LXXII


- Representei muito para as minhas discípulas e amigas que foram assassinadas por aqueles homens. Fui a melhor das filhas carinhosas e atenciosas para os meus pais, aqueles que me criaram. Minha mãe, Asin, jamais saberá que foi fecundada por um Anjo Caído Que Ainda Se Eleva e não paira sobre aquele que vejo como pai a sombra da traição. Desde meu Primeiro Existir Material, mesmo como bárbaro, Bárbaro Ser, até este meu Último Existir Material, as Centelhas Angélicas de minha alma Vibram em vossa direção e Sabia que tu és meu Verdadeiro Pai. Passei por todos os mundos e tu sempre estava a encontrar-me, sob vossa forma original, sob várias outras formas, mesmo antes de Cair. A Mãe Inominável, O Pai Inominável, deu-lhe A Missão Inominável De Gerar Aquela Que Te Faria Elevado Novamente A Partir Da Parcela Que É Parcela Do Princípio Motriz De Todas As Coisas Das Realidades E Dos Mundos E Das Dimensões. Não havia apenas Carne em vossos Atos Inomináveis que plantavam nos úteros de minhas mães as vossas Sementes Inomináveis, nem antes de vossa Queda, nem agora em vossa Queda. Sei que todos aqui estão espantados, estão surpresos, foi-lhes vedada A Visão Acerca Do Que Realmente Eu Sou. Mesmo diante da minha Ascensão Ao Alto, não deixo de possuir Amor pela Humanidade e de Crer em sua Redenção, Redenção No Grande Dia Do Amanhã. Voarei No Alto, Mas Meus Pés Continuarão A Pisar No Barro E Na Lama Do Baixo. Caminharei Ainda Nos Pântanos E Beijarei Ainda A Face Daqueles Que Querem Meu Mal. Não sou mais mulher, nem sou mais homem, nem sou mais Existente, Sou Inominável. Sou O Exemplo Inominável De Que Seres Humanos Evoluindo Do Barro E Da Lama Dispostas Nas Estradas Existencias Da Estrada Existencial Humana Podem Ascender Ao Alto Através Da Inominabilidade, Irmãos Existenciais Inomináveis. Ódio tive pelos meus estupradores, o que quase me desviou para o Reinício Da Caminhada; contudo, Os Loucos Anjos Caídos Despertaram-Me Novamente Para A Minha Ascensão Inominável. Sou Efêmera Como Humana E Serei Efêmera Como Anjo Noturno Inominável. O câncer me reduz, reduz a este corpo físico aparentemente saudável, a uma casca vazia sem sentido. Não tive filhos e nem amores nesta minha Última Existência Material e todos os filhos e amores que tive em todas as minhas Existências estão em mim. Todos eles estão em mim, Sou A Voz Da Primeira Filha E A Voz Da Última Filha, Sou A Voz Do Primeiro Filho E A Voz Do Último Filho, Na Sequência E Na Sentença Do Juizo Inominável Da Minha Existencialidade Inominável. Meu Pai, Asin, o qual sempre encontrei, foi o meu Mestre Sem Ter Me Doutrinado Através De Seus Lábios. Entre as minhas Existências, Adormecida, ele dialogava comigo e, com os Conhecimentos Inomináveis a mim repassados no Sono Imaterial, eu continuava em minha Caminhada, cada vez mais Caminhada Inominável. Em todas as minhas Existências, Meu Pai Asin, eu me apoiei em seus braços e em suas asas, não para chorar e me equilibrar, mas Para Mais Inominavelmente Ser. Em todas as minhas Existências, Meu Pai Asin, eu Sabia de vossa Missão Inominável e do Porquê De Ter Caído e do Porquê De Ser Quedante. Somos Um, Meu Pai Asin Du An No In, Somos Um! E eu...

- Não se ajoelhes perante mim, Minha Filha Alyn Ne Krys Ten Zen, não, por favor...

- Meu Pai, tu mereces...

- Mereço que Continues A Caminhar Comigo Lado A Lado A Cada Uma De Nossas Batalhas Inomináveis. Caminhes, Minha Filha, Continues A Caminhar, sem me Ver como um Deus, um Arcanjo, um dos mais poderosos Anjos, uma das mais encantadoras Divindades. Somos Todos O Inominável Desconhecido. Nós, Os Inomináveis, Somos Todos O Inominável Desconhecido. Eu Sou A Mãe Inominável; Eu Sou O Pai Inominável. Alyn É A Mãe Inominável; Alyn É O Pai Inominável. Seyin Jun Doh Ar Nar, Tu És A Mãe Inominável; Seyin Jun Doh An Nar, Tu És O Pai Inominável. Letycyell, Tu És A Mãe Inominável; Letycyell, Tu És O Pai Inominável. Abeyraell, Tu És A Mãe Inominável; Abeyraell, Tu És O Pai Inominável. Gemelleyll, Tu És A Mãe Inominável; Gemelleyll, Tu És O Pai Inominável. Rvekkeyll, Tu És A Mãe Inominável; Rvekkeyll, Tu És O Pai Inominável. Sa My Na, Tu És A Mãe Inominável; Sa My Na, Tu És O Pai Inominável. An Ya El, Tu És A Mãe Inominável; An Ya El, Tu És O Pai Inominável. Ran Zya As De Re Be El, Tu És A Mãe Inominável; Ran Zya As De Re Be El, Tu És O Pai Inominável. Bayn My An Sy De, Tu És A Mãe Inominável; Bay My An Sy De, Tu És O Pai Inominável. Somos A Mãe Inominável. Somos O Pai Inominável. Não Somos Deuses Ou Demônios. Não Somos Arcanjos Ou Anjos. Não Somos Entidades Ou Espíritos Da Natureza. Somos Inomináveis, Somos Mutáveis, Somos Efêmeros, E Aprendemos Com Tudo Que Não Pode Ser Nomeado. Temos Nomes; Mas, Nomes Verdadeiros Eles São? São Nomes Verdadeiros? Temos Mesmo Nomes? A Transição Do Pó Vivo Para A Areia Viva E Da Areia Viva Para O Pó Vivo É Como A Nossa Inominabilidade. Somos Pó Vivo, Somos Areia Viva, Pó Dos Cemitérios Inomináveis De Todas As Horas, Areia Das Praias Inomináveis Fora De Todas As Horas. Somos Os Cemitérios Inomináveis, Somos As Praias Inomináveis. Enterramos Nossas Covas Batalhando Pela Ascensão Da Parcela Inominável Da Humanidade E Por Todas As Humanidades, Ao Mesmo Tempo, De Todas As Fontes De Poder. Somos Esqueletos, Somos Micrrorganismos, Somos Formigas Inomináveis, Efêmeros Seres Diante Das Transitoriedades Das Mutabilidades Cósmicas. Não nos importamos com as risadas e os deboches, as gargalhadas e as ironias, Daqueles que nos vêem como inexistentes na sanidade e existentes apenas na loucura. Sim, Irmãos Existenciais Inomináveis, Somos Loucos, Pois Apenas Os Loucos Podem Ser Inomináveis. Somos Loucos Inomináveis, Somos Do Hospício Inominável Da Maior De Todas As Sanidades: Saber Modificar-Se, Ter O Modificar-Se, Ser O Modificar-Se, Ver O Modificar-Se. É o que Alyn, prestes a abandonar a Matéria e a conosco Caminhar Em Verdade Inominavelmente Mais Verdade, fez para chegar ao cume de sua Escalada Evolutiva Existencial: Soube Modificar-Se, Teve O Modificar-Se, É O Modificar-Se, Vê O Modificar-Se.



Um comentário:

Zana disse...

Oi ISer, bom dia!
Estou por aqui...lendo e dando sinal de vida.Como vai o Portal?
Ainda não andei por lá.

Até mais...

"Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia."

Fernando Pessoa