sábado, outubro 28, 2006

Percorrendo Ruas Dolorosas


As ruas humanas das grandes e das pequenas cidades erguidas com o suor dos mais pobres e os recursos dos mais ricos e pobres em espírito sempre atrairam-me em suas possibilidades de encontros com várias realidades. Estas ruas nova-iorquinas são exemplos de descaminhos vários e de lágrimas a cada esquina derramadas silenciosamente. Desde a grande tragédia aqui ocorrida, há multidões de espíritos perdidos, procurando um Vale para onde deva ir, percorrendo todos os Vales desta cidade e não tendo para ir. Encarnados ou desencarnados, seja nesta cidade ou em qualquer cidade, percorrem Vales para onde querem ir e apenas se afundam em suas valas.

Com os Anjos Caídos também é assim. A sujeira de nossos pés é eterna. A sujeira de nossas mãos é eterna. A sujeira deteriorante de nossas Caminhadas percorre os Vales pelos quais Caminhamos Quedantes. Nesta noite nova-iorquina eu preciso me manter nas sombras, Caminhando no Astral Esquema da cidade, imperceptível. Imperceptíveis estão outros Irmãos Caídos meus, pelos quais devo passar silenciosamente. Vejo algo entre as Esferas Ocultas desta cidade no exato local daquela tragédia. Há Torres De Dor onde localizava-se o World Trade Center. Cada Torre É Uma Rua Dolorosa. Anjos Elevados nelas estão, consolando aos Inconsoláveis. Anjos Caídos que escolheram continuar com as suas Luzes ativas nelas estão ao lado de seus Acompanhantes, consolando aos Inconsoláveis.

Devo adentrar nessas Ruas.

Choro... Gritos... Ansiedades... Desesperos... Angústias... Espíritos altamente perdidos...

Mais perdidos do que Anjos Caídos...

Perdidos como Anjos Caídos...

Há o espírito de uma mulher solitariamente envolto em Trevas Dolorosas. Vi milhares de espíritos nesse Estado Etérico, mas jamais me aproximei para auxiliá-los. Quero consolar tal espírito sofredor, quero consolar... Um toque meu e ele...

- Aqui apenas os que escolheram A Caridade Eterna como Anjos Caídos podem auxiliar aos sofredores em redor, Asin Du An No In.

Um Anjo Noturno Elevado muito mais Antigo do que eu fui põe-se à minha frente. Sua Espada Celestial reluz como O Brilho Das Estrelas Das Nascentes Cósmicas Altas Dos Rios Das Consolações. Mael Do Tu Er Oh, O Anjo Noturno Do Sétimo Rio Da Consolação, aponta-me sua Espada, ameaçando ferir-me.

- Saias daqui, Asin, tu ainda és parte das Sendas mais baixas do Baixo. Tu és ainda um dos que Caídos Apenas Pensam Em Si Mesmos. Irmão Caído, vossos pés ainda precisam de inúmeras limpezas para se tornarem novamente dignos das Celestes Riquezas que a alguns de nossos Irmãos Caídos ainda estão presentes. As limpezas podem não apenas serem inúmeras. Elas podem ser eternas, intermináveis, pois tu te dispusestes a Caminhar por Sendas bem distantes da Caridade Eterna. A Caridade Eterna aguarda-lhe, Ela É A Face Celeste De Nosso Pai Em Sopro Que A Elevados E A Caidos Acolhe E Recolhe. Para seres Dela novamente um Guardião Celeste, Asin, tu deves limpar os vossos pés mais do que simplesmente estender aos sofredores humanos encarnados ou desencarnados as vossas mãos. Nesse vosso atual Estado, tu apenas os faria sofrer mais. Tua Dor, Asin, é até pelos que não possuem grande Espiritualidade sentida e assimilada. Tua Dor, Asin, apenas prejudica aos que em vosso redor estão. Livre-se da Dor ainda em ti e A Caridade Eterna lhe acolherá novamente como Guardião.

Que palavras a Mael eu poderia dizer?

Que palavras eu posso dizer?

Que palavras eu diria?

Sair daqui de onde sou expulso por ainda não ser digno é o que me apetece agora fazer.

As mais dolorosas ruas são as Ruas Dolorosas Interiores, as minhas, a de cada Ser que possui em si A Dor.

A Dor, A Deusa Dor, um Princípio, uma Senda, uma Cor.

Princípio Quedante.

Senda Quedante.

Cor Quedante.

Caminhar Nela e ser Dela um Inominável Filho ainda constitui meu Ser.

O que Pad disse foi apenas superficial em muitos detalhes.

Meu Novo Caminhar será mais doloroso do que o meu antigo egoístico Caminhar...

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