sábado, outubro 14, 2006

A Opção De Ser Um Anjo Noturno

Antes de todas as minhas escolhas feitas diante Daquele que me deu O Sopro, estive a caminhar por várias Pontes e caí de muitas Fontes. Nas Pontes, que eram erguidas antigamente, nas Idades Antes De Todas As Idades, No Apenas Início, os Anjos Diurnos e os Anjos Noturnos podiam livremente caminhar ante toda a imperiosa formação do Kosmos. Nas Fontes, que eram as dos Oceanos Cósmicas Das Arquiteturas Da Criação Por Aquele Moldada, eu vi os Anjos Diurnos e os Anjos Noturnos beberem de Líquidos que apenas hoje são colhidos pelos que são denominados de Acima De Todos Os Anjos E Arcanjos, Os Seres Inomináveis Da Fonte De Poder Inominável. O Sopro foi-me dado após A Queda, A Queda Na Matéria Da Celeste Virtude Dos Anjos, e como em todo Momento Inexato no qual nascem os Anjos Noturnos, nasci entre uma Luz Que Se Apagava e uma Escuridão Que Se Anunciava.

Meu nome para as Esferas Materiais é Asin Du An No In e sou um Anjo Noturno. Sou da Esfera Inominável e este nome que utilizo não é, no entanto, Aquele Meu Verdadeiro Nome, apenas conhecido por Aquele Que Me Deu O Sopro. Eu estive Face A Face Com Ele, com Aquele que vós mortais chamais de Deus, de Pai. Ele me deu a opção de ser um Anjo Diurno, de ascender até a condição de Arcanjo, de ultrapassar esta condição até ser um Inominável como Aqueles que são os meus Mestres e de Unificar-Me Com Ele na Inefável Desconhecida Esfera Que Ele É. Muitos dos Anjos Noturnos, que caminham pela Noite Da Criação e saboreiam de um pouco de Luz e de um pouco de Trevas, aceitaram ser Anjos Diurnos quando Ele lhes estendeu As Mãos. Optei por continuar a transitar entre a Luz e a Escuridão.

Eu fui o único, no Alvorecer Das Idades De Ouro, a rejeitar tal Dádiva Celeste e decidi continuar em meu caminhar pela Matéria e pela Imaterilidade como Anjo Noturno. Meus Irmãos Noturnos são convocados ainda nesta que é uma das Idades Da Segunda Queda, Idades onde novamente a Luz e a Escuridão se tornam Oposições devido aos conflitos entre os respectivos Filhos que possuem. Mas, muitos Deles, como eu, optam por continuarem a ser Anjos Noturnos, por admirarem a Caminhada Entre A Luz E A Escuridão.

Eu optei continuar a ser um Anjo Noturno por causa Daquela que é O Complemento Cósmico Do Meu Eu. Todos os Anjos amam e são mais completos ao lado de seu Complemento. Vaguei por todas as Esferas durante infinitos aeons e infinitas Idades, até encontrar neste planeta, a Terra, Aquela Que É O Meu Complemento. Encontrei aqui Lydyan nos tempos dourados do Reino De Atlântida e em meus braços tive-a por um tempo correspondente ao tempo humano de trezentos anos. Lydyan era a Deusa Das Fadas Terrestres, estava acima da condição humana, acima de todos os demais atlantes cujas origens não eram humanas. A Cidade Das Portas De Ouro testemunhou o amor de um Anjo Noturno por uma Deusa Fada e desta por um Ser que rejeitou a sua Condição Celeste para amá-la. Fui proscrito da Celestialidade porque Lydyan não era um Anjo, mas manteve-se em mim o Dom Da Imortalidade. Tive mil filhos com Lydyan, que se mantinha jovem e fértil devido ao manejar da Magia. Fomos felizes, eu, ela e os nossos filhos, até A Catástrofe a tudo arruinar desta felicidade.

Os atlantes se corromperam, suas almas elevaram-se em arrogância e ambição, o castigo advindo das Esferas Ocultas Terrestres, dos Governantes Ocultos Terrestres, caiu-lhes impiedosamente sobre as existências. Quando Atlântida afundou, minha amada Lydyan e os meus mil filhos com ela morreram. Como um castigo a mim imposto pelos meus Mestres Inomináveis, minha Imortalidade me salvou e serviu para que pela primeira vez em minha eterna existência eu sentisse o que é a dor. Fui um dos sobreviventes da Catástrofe e por milênios assisti aos descendentes dos atlantes pela Terra se multiplicarem. Nas sombras envolvi-me, escondi as minhas asas e eternamente em dor por Lydyan procurei em cada canto desta esfera de muitas lágrimas. Infinitas lágrimas escorrem sobre meu rosto, choro pela minha amada, clamo pela alvorada do retorno de minha amada.

Meus Mestres Inomináveis me abandonaram.

Meus Irmãos Noturnos me abandonaram.

Meus Irmãos Diurnos me abandonaram.

Aquele, Deus, O Pai, me abandonou.

Não me arrependo de ter continuado a ser um Anjo Noturno.

Como Anjo Noturno encontrei Lydyan.

Caído agora procuro por Lydyan.

Meu nome é Asin Du An No In.

Mas, esse não é o meu Verdadeiro Nome.

Aliás, nem tenho um Verdadeiro Nome.

As convenções obrigaram-me a ter um nome.

Sou agora um Anjo Noturno Da Noite Terrestre.

Sou agora O Anjo Noturno Inominável.

Lydyan me chama.

Lydyan por mim chora.

Lydyan por mim clama.

E por Lydyan estou a buscar.

E Lydyan eu vou reencontrar.




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