sexta-feira, outubro 27, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte XI

Vão-se ao longo das passagens dos meus pensamentos pelo que eternamente me move as Palavras Verdadeiras Do Meu Existir. Muitas foram as minhas transformações. Muitas foram as minhas evoluções. Saltei de Barcos Maiores nas Marés Menores. Fui nadar em Marés Maiores e acabei afundante em Barcos Que Não Navegam Em Nenhum Mar. Quando se chega a um Verdadeiro Ponto De Existencial Visão Acerca Das Coisas Existentes Na Grande Criação, O Ponto Verdadeiro Existencial, tudo que até então se constituía como um Ponto não passava apenas de um pequeno átomo inexistencial dentre os átomos que navegam pela Grande Expansão Do Grande Mar. Sobre esta inominável areia O Ponto Novo meu está a ser Navegante em Expansões Novas do meu Eu. Sobre esta inominável areia estou construindo uma nova torre. Torre de inominável areia ela pode ser. Torre de inominável incerteza ela pode ser. Torre de inominável erro novo ela pode ser. Torre de inominável barco no qual eu possa novamente afundar em outro mar ela pode ser. Tantas são as vertentes... Tantas são as correntes... Tantas são as possantes viagens pelos inícios novos... Inícios que podem passar apenas por serem as beiradas de abismos de novos fins consideráveis.

- Não temerei, Pad, se este meu Novo Passo em meu Quedante Caminho me posicionar em mais uma ilusão, em mais um sonho.
- Tudo ilude aqueles que Caem e continuam a Cair.
- Sei que a ilusão é a Mãe Dos Caídos.
- A realidade também pode ser uma Mãe Dos Caídos. A própria Realidade Dos Caídos absorve em si as Ilusões Caídas Existenciais.
- Que fazer contra tal Mãe?
- Aceitá-la e não se deixar por ela amamentar.
- O que...
- Asin, por que me perguntas o quê fazer? Por que está me preenchendo de porquês cujas respostas tu já sabes? Tu pareces um Ser involuído, pobremente constituído de rotas para fincar os seus pés em uma segura senda frondosa de movimentos e de momentos. Viemos de lá onde As Respostas São As Marcas Dos Nascimentos Dos Verdadeiros Sóis. Viemos de lá onde Perguntas Não São Mais Necessárias.
- Sou como uma criança agora, Pad... Uma criança...
- Não serei a vossa mãe, Asin, lhe indicando como deves proceder a partir de agora, deste vosso Novo Agora. Vossos Trapos já não são a minha vestimenta e se queres não mais colher Trapos...
- Devo reconhecer-me em um Novo Inominável Caminhar De Trapos Mais Quedantes.
- Trapos que não mais me revestirão, Asin, seguir-te já não irei mais.
- Ficarás aqui.
- Ficarei aqui, sozinha, no Silêncio Das Ondas Do Grande Mar. Meus pés doem e estão mais sujos de tanto pisarem nas Lamas Dos Caminhos Quedantes vossos. Mostrei-te vosso enganar-se, cumpri minha última Missão Ainda Celeste. Te acompanharei agora daqui e te sentirei em cada Novo Passo vosso. Olhes para os sofredores humanos, Asin, e junto a ti, junto ao teu olhar, eu estarei. Erga a eles tuas mãos. Erga a eles Aquelas Mãos Caídas Vossas Que Ainda Possuem A Vossa Inominável Luz.
- Queria eu força para daqui erguer-me e acabo encontrando-a Naquelas Mãos. Minha Inominável Luz nelas encontra-se. Não está Perdida. Apenas está...
- Perdida Ela estás, Asin, dentro de ti. Não serás fácil Caminhar sozinho, no Inominável Silêncio Das Luzes E Das Trevas Terrenas, agora. Já não sou mais vossa Acompanhante, como vos disse cumpri a minha Missão Quedante ao vosso lado, dada pelo Nosso Pai Em Sopro. Siga Agora Tua Inominável Missão Quedante Própria, Asin. Decido não acompanhá-lo mais. Decido ficar aqui sozinha... Todos os Anjos, Elevados e Caídos, estão Sozinhos No Infinito Alinhamento E Desalinhamento De Todas As Formas Fixas E Não-Fixas Das Esferas... Erga-se, Anjo Noturno Caído... Erga-se, Anjo Noturno Inominável... Pelo Vosso Verdadeiro Nome, Desconhecido Nome, erga-se... Tuas muletas estão cansadas... Eu, agora, é que quero aqui ficar... Deitada nesta inominável areia... Fixa nesta inominável praia... Em frente a este inominável mar... Cansei-me de Caminhar pela Terra, nada mais quero fazer a não ser aqui ficar... E tentar, talvez, adormecer... Eternamente, aqui, adormecer... Caminhes sozinho agora e tenhas a certeza de que daqui mesmo eu te acompanharei... Tecerei em meu Espírito Caído orações... Orações De Força... Orações De Poder... Inomináveis Orações, sem palavras... Apenas As Não-Palavras, As Palavras Verdadeiras...
- Aquelas Palavras Que Conhecem Todas As Sendas Que Levam Às Ascensões E Às Quedas.

Pad deita-se e não mais para mim olha.

Pad fecha os olhos...

Pad vai tentar adormecer...

Mas, Anjos Caídos Não Adormecem.

Anjos Elevados, o mesmo.

Queria eu ficar aqui com Ela, O Anjo Nu Caído De Dourada Existência agora.

Tenho que ir...

Tenho que ir...

Erguer-me...

Pad deu-me a Inominável Força que durante cinquenta mil anos eu não tive.

Força para ver todo meu erro.

Força para ver todo o meu egoísmo...

Não há nada mais a dizer-lhe agora.

Há tudo para dizer a mim mesmo neste meu Novo Agora.

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