quinta-feira, outubro 26, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte X


Assimilando meu vazio. Assimilando-me vazio. Após meu Despertar Na Matéria, Despertar de um sonho intensamente egoístico no qual quedante permanecia, O Vazio Se Faz Em Meu Eu Eterno Caído. Deitaria-me aqui agora nesta inominável areia e adormeceria eternamente, jamais voltando a despertar. Adormeceria eternamente, aqui, aqui, aqui nesta inominável areia em frente ao inominável mar que à minha frente se expande entre Esferas Ocultas. Quem não compreende o despertar de um sonho ou o sonho de um despertar não pode jamais compreender o que é o navegar no inominável mar presente em seu Eu Verdadeiro. O Despertar De Sonhos Nos Sonhos Do Despertar É O Quedante Momento De Nosso Finalizar Um Ilusório Caminhar. Eu Caí por causa de um sentimento real e mais pelo desejo nada celeste de ser eu mesmo. Eu Caí Em Outras Quedas por causa de sentimentos dotados de puro sonho. Caminhava eu em Sonho, no Sonho Das Maiores Ilusões Materiais. Caminhar ainda mais para quê, Meu Pai Em Sopro? Por que ainda devo Caminhar, me erguer daqui desta inominável areia?

- Para onde agora irei, Pad? Para onde irei agora? Como posso sair agora em busca de minha Inominável Luz Perdida se a força para daqui erguer-me extinguiu-se? Como posso agora pensar e falar em buscar a minha Inominável Luz Perdida que Caiu em Solo Baixo de inomináveis solos?
- Como todo humano tolo, Asin, tu desistes de uma Caminhada, ainda mais quando a perspectiva desta Caminhada é Nova. Tu não tens escolha mais próxima de uma Redenção Na Matéria do que a de empreender a busca de si mesmo, do Vosso Eu Celeste Perdido Em Todas As Vossas Quedas. Uma mulher ocupou-te o pensamento durante cinquenta mil anos e tal mulher não passou apenas de um mero fútil egoístico sonho. Vossa tolice não é eterna, Asin, não se comporte como um fraco que em uma batalha inominável perde todas as suas armas inomináveis.
- Cavalguei nas Auroras Das Esferas, Cavalgamos, Pad, nas Auroras, montados nos Garanhões Celestes Do Alto. Era a sensação aquela uma sensação de Encontro Total Com O Infinito, O Infinito Que Dança Em Todo O Dançar Infinito De Todas As Coisas. Essas mãos, minhas mãos, tocaram em Átomos Formadores Das Coisas Infinitas Em Suas Automanifestações. Tuas mãos, Pad, tocaram nos mesmos Átomos. Tu Caistes por minha culpa, minha culpa que jaz nos Trapos meus que vós rasgastes. Tu és digna de buscar a vossa Luz Dourada Celeste Perdida. Eu, que toquei em uma criatura material com desejo e luxúria, eu, Pad, não sou digno mais nem de tocar no mínimo do Pó Cósmico aos Espaços Menores lançados pelo Kosmos. Partiria eu em busca, apenas, de mais Trapos.
- Trapos que não mais me recobrirão, Asin. Tu não entendes ainda o que Nosso Pai Em Sopro lhe mostrastes. Tu conheces as Verdades Da Criação como eu conheço. Tu conheces a tua Verdade como eu conheço a minha Verdade. Mas, heterogeneamente, somos destinados a termos perspectivas que se contradizem com relação à nossa Caminhada No Baixo.
- Eu não mereço que Ele tenha me mostrado a mentira egoísta, o ideal egoísta, o sonho egoísta, que eu buscava.
- Você nada merece, Asin, Dele, de vossos Mestres, da Senda Imaterial e da Senda Material. Anjos Caídos nada merecem em nenhum Horizonte Da Criação.
- Tal Lei também equivale aos Anjos Elevados.
- E aos demais Seres Materiais. Nada é merecimento, Asin, Sabeis disto desde que tocavas nos Átomos. Se um Ser Imaterial ou Material recebe Dons Celestes não é porque mereça, mas porque lhe são dados tais Dons para que os utilize em prol dos Sofredores Imateriais E Materiais. Na Terra, se um ser humano é provido de altíssimas riquezas materiais não é porque mereça tais riquezas, mas porque tais riquezas devam ser utilizadas no aprimoramento das existências dos pobres e dos miseráveis, em termos materiais, humanos. Os sóis não merecem as poderosas Forças Maiores contidas em sua luz que ilumina os mundos, mas eles possuem tais Forças Maiores a fim destas serem utilzadas para o fortalecimento existencial dos minúsculos e dos amplos Elementos Existenciais Vitais Das Existências Materiais. Merecimento é um nome que para a Celeste Centelha Das Verdadeiras Verdades Da Verdadeira Verdade existe para os tolos, estes sendo tanto Imateriais quanto Materiais. Acorde dessa tolice, Asin, de pensar que tudo que tu fostes e não és mais, que tu ganhastes e que tu perdestes, que tu serás e que tu és, que tu ganharás e que tu perderás, está na tola senda da tola crença na tola senda do merecimento.
- Eternamente sou um tolo...
- E eu uma tola a eternamente disposta a aqui ficar contigo até fazê-lo erguer-se desta inominável areia nesta inominável praia. Como Sabemos, não queremos mais O Alto. Quero auxiliar aos humanos sofredores que eu puder e conseguir auxiliar, não porque eles mereçam ou porque eu mereça ser recolocada na Senda Celeste. O que eu objetivo é apenas fazer algo em minhas Quedas Eternas de minha Queda Eterna. Minha Luz Dourada Perdida eu reencontrei ao fazer-te Ver A Tua Verdade Na Caminhada Material. Queres ser útil buscando a vossa Inominável Luz Perdida ou mais uma das minúsculas pedras desta inominável praia eternamente aqui sentado vivendo em mais um sonho egoístico, Asin?

Viver um novo sonho...

Seria...

Seria viver novamente no ideal...

Ideais são maldições materiais danosas à alma de toda Caminhada.

Caminhada Imaterial.

Caminhada Material.

Agi por um ideal e acordo de um sonho gerado por esse ideal fazendo-me novamente tentar sonhar com um novo ideal.

Um novo ideal...

Um ideal para que eu pudesse esquecer até que fui um Anjo Elevado.

Esquecer toda a minha Existência Eterna...

Pad tem razão, eu sou um tolo.

Mas, qual ser não é tolo ao acordar de seu sonho e ver que nele havia mais esperança do que ao despertar finalmente dele?

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