segunda-feira, outubro 23, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte VII


Pad questionou o meu amor por Lydyan. Questionaria eu agora se Pad... Não, Pad carnalmente jamais chegou a amar-me, mas espiritualmente Ela me amava. Amava no Alto. Hoje, neste Hoje, não sei nem chegar perto do dizer, do afirmar, que Pad ainda me ame espiritualmente. Não é o sentimento humano do ciúme que a fez questionar se eu, amando Lydyan, não estaria me enganando no sentir deste mesmo amor. Pad me conhece e sabe que eu, verdadeiramente, amo Lydyan, amo Lydyan, mas... Com a eternidade desse Amor Eterno Verdadeiro em mim, eu não tive a vontade de auxiliar aos humanos sofredores... Luz! Será Que A Luz A Erguer-Se Soberana Em Meu Ser No Alto Foi Abandonada A Cada Queda De Minha Queda No Ontem? Será Que A Luz A Erguer-Me Soberano De Esferas Altas Minhas No Alto Ser Meu É Esquecida Por Mim Neste Meu Hoje? Posso dizer que verdadeiramente amo Lydyan... Mas... Meu Pai Em Sopro, acho que Tu és A Única Luz que eu ainda possuo! Errei ao apenas pensar em minha Dor Eterna? Errei ao apenas pensar nas minhas Trevas Internas e negar a tentativa de apaziguamento das Trevas Internas de indivíduos humanos em trevas das Trevas Exteriores? A resposta posso saber em mim... A resposta sei em mim...

- Pad, não fui extremamente cego aos sofredores humanos. Ouvi as lamúrias, ao longe, de mães a chorarem por suas crianças em massacres de guerras atingidas. Ouvi os pedidos de clemência divina ao Nosso Pai Em Sopro de perseguidos por todos os perigos, trapaças e abismos do mundo terrestre a ser sempre um abrigo de covas infinitas encontráveis pelos propensos a nelas cairem. Ouvi os gemidos dos moribundos nas mãos dos violentos. Ouvi os violentos arrependidos ao fim de suas existências pedindo de dolorosa forma pela piedade divina de Nosso Pai Em Sopro. Ouvi os gritos dos torturados em porões gélidos e celas ferventes de ódio intenso. Ouvi as vítimas da Segunda Guerra Mundial, as vítimas maiores, os judeus, em suas agonias nos campos de concentração. Ouvi Adolf Hitler, após desencarnar, gritar arrependido de todos os seus crimes, sendo perseguido pela multidão numerosa de espíritos que ele massacrou com o seu ódio no Vale Do Sangue Derramado Pelas Terras Do Baixo. Inominavelmente, Pad, vós sabeis, eu estive, nós estivemos, ao lado do Anjo Caído Do Sofrimento, Araz Re Un Ho De Ro, a percorrermos todos os lares sofredores, a estarmos ao lado de todos os sofredores, a ouvirmos as palavras sofridas de pedidos de auxílio. Araz, com A Luz Do Sofrimento, Luz Nascida Quando Da Queda Dele, muito antes da minha a arrastar-te, ao lado de sua Companheira, Lanu Bo Dy Re Uk Ko, O Anjo Caído A Segurar Nas Mãos De Todos Os Sofredores, auxiliou como pôde aos sofredores, sem jamais pegá-los pelos braços e erguê-los. Não se dá aos humanos O Sofrimento para que este seja uma desculpa para todos eles clamarem pelo auxílio dos Seres Do Alto. Os Anjos E Os Acima Dos Anjos Não São Servos Dos Seres Humanos Pelas Esferas.
- Compreendo A Lei Do Sofrimento, Asin, através, e acima de tudo, sentindo o nosso Sofrimento Eterno. Porém, sinto mais o vosso do que o meu, pois já em mim o sentir de algo eternamente se perdeu. Sofrer Para Verdadeiramente Viver. Sofrer Para Verdadeiramente Ser. Sofrer Para Verdadeirmente Permanecer Existente Pelas Esferas Baixas. Sofrer Para Verdadeiramente Compreender O Estar No Baixo. Sofrer: O Alto Caminho De Escadas De Lágrimas A Guiarem Até A Escada Que Apresenta No Topo A Mão Do Nosso Pai Em Sopro. Os humanos incompreendem O Sofrimento e suas existências efêmeras, apesar de suas Almas Eternas, não reconheceriam mesmo O Sofrimento Elevante Doado Pelo Kosmos Aos Que Querem Subir A Escada. Seja A Escada De Jacó, seja A Escada Do Templo Interior, seja A Escada Do Sol, seja A escada Da Lua, ainda não está ao conhecimento dos humanos desta geração atual o que de elevado advém do Sofrimento. Asin, Os Anjos Nascem Para Mostrarem Aos Humanos O Primeiro Degrau Das Escadas Possíveis De Serem Por Eles Conhecidas Em Essência. Se não existissem Seres Superiores como os Anjos, mesmo os Caídos, os Seres Inferiores, os menores...
- Pad, tu estás a falar como os preconceituosos da esfera terrestre.
- Como eu falaria, Asin, estando em um mundo lotado de seres de tal estirpe?
- Tu desprezas a Humanidade.
- Os humanos conhecedores da fraqueza da Essência Humana, Asin, sabem amar a Humanidade?
- Tu desprezas a Humanidade, Pad?
- Desprezo é um nome desconhecido para quem carrega em si trapos. Desprezo é sentimento indigno de trapos. Nada desprezo, nem a ti, Asin, o culpado por eu estar a Caminhar na Terra. Mesmo que aqui nesta praia nós dois venhamos a nos entender, jamais voltarei a ver-te como amigo.
- Tu desprezas a Humanidade, Pad?
- Responderias a tua Lydyan se ela te perguntasse se realmente a amas, Asin?
- Responderias que eu a amo.
- Respondo-te, Asin, que eu me tornei mais humana do que tu. Somos imortais, fomos Anjos Elevados, Carregamos Nas Mãos Os Berços Eternos Dos Sóis, Das Luas, Dos Planetas, Das Estrelas E Do Kosmos Para Que A Grande Criança Jamais Ficasse Desamparada. Somos imortais, não somos humanos, mas adquirimos o peso de ser humano alimentando-nos do ar respirado pelos humanos. Tu gostas dos humanos. Eu amo os humanos. Tu admiras os humanos. Eu admito os humanos. Tu ouvistos os lamentos dos sofredores humanos. Eu chorei junto com todos os sofredores humanos e tu, Asin, a isto não vistes porque a tua Lydyan é a única que vês. Os Anjos Caídos De Trapos São Também Anjos Caídos Do Sofrimento. Tu não vês em mim os sofrimentos humanos que carrego em meus trapos, vês apenas os vossos. Como podes amar apenas a uma criatura e às demais eternamente cego fingir que não existem, Asin?

As revelações nesta inominável praia são-me nefastas.

As revelações são-me batalhas que perco.

Como guerras infinitas que não vencerei, Pad revela-me.

Revela-me como jamais pude revelar-me durante cinquenta mil anos.

Eu voava pelos meus inomináveis horizontes.

Eu voava pelos meus inomináveis horizontes de solidões egoísticas.

Eu voava...

Voava cego...

Minhas asas em vôos cegos...

Eu em vôos cegos...

Eu deveria ter meditado nesta inominável praia antes de iniciar minha eremita andança pela Terra.

Sentado nela agora, reencontro-me.

Pad guia o meu reencontrar-me.

Dos abismos do meu Sofrimento Eterno não vi o Sofrimento Eterno Dos Sofredores Humanos.

E dos abismos que em mim eu ergui acima de meu Sofrimento Eterno...

Temo que outros abismos me façam mais Caído em Quedas que desconheço ainda.

2 comentários:

Necare disse...

Só conhecendo a dor se conhece a Humanidade. A vida é (apenas?)sofrimento.

Saudações

Lílian Rose Black disse...

Saudações! Hmmm... Como vc percebeu, Lílian Rose Black é apenas um dos meus vários nomes! Assim c/ o meu blog tbm tem + d 1: Armário de Guardados, Buraco Negro, ou Coral de Anjos da Morte. C/ vc preferir! =D Perder a Cegueira é doloridíssimo, + vc tem razão, é mto melhor assim. Às vezes, os olhos ardem... d tanto ver imundices. É lamentável q ainda hajam pessoas racistas e/ou preconceituosas no mundo... acabo d passar p. uma raiva mto gde, c. o meu pai dando um ex claro d preconceito... é NOJENTO!! Ò.Ó ARGH! Queria q isso ñ existisse!!
Precisamos das Quedas, excelentes professoras.
Lydyan... ai! Queria eu ser tão amada *-* Sofrimento... em tds os corações, sofrimento... + c podermos prestar auxílios aos q necessitam, melhor. =)
Tem razão, sem sofrimento ñ crescemos.
bjos