domingo, outubro 22, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte VI


As Ondas Do Grande Mar, O Grande Mar Cósmico, eu e Pad estamos aqui a observar desta inominável praia. As Ondas acumulam Os Textos Das Eras Cósmicas. As Ondas são as Eras Cósmicas. Aos nosso olhos imortais de imortais na Matéria, as Ondas são mais distantes. Eu e Pad nadamos Nelas em tempos que não eram ainda contados pelo Relógio Inexorável Do Tempo. Tempos Não-Contados Pelo Relógio Inexorável Do Tempo. Tempos De Tempos Inomináveis. Inomináveis Tempos Onde Bebíamos Das Águas Do Grande Mar Em Nossas Vestimentas Espirituais. Hoje, neste Hoje Caído, bebemos licores de amargas inomináveis águas da Água Inominável Da Perdição Existencial. Quem bebe de suas perdições torna-se lençol de inomináveis águas de infinitas outras perdições. Que bebidas a mais se pode ter para saborear quando se Cai? Que bebidas menos próprias aos que Caem do que todas as mais infinitas bebidas amargas de inomináveis águas do Nomeável Mar Material? Que bebidas poderíamos, nós, na Queda, em Queda, pela Queda, bebermos nas mesas dos bares de nossos sofrimentos?

- Os bares do egoísmo nos quais eu estou, Pad, são bem freqüentados. Bebo de mim mesmo, bebo das minhas dores, das minhas angústias. Bêbado Caído, pareço-me com a nossa Irmã Caída Zaah Hu As De Un Ju, O Anjo Caído Dos Bares Humanos.
- Uma dos muitos Anjos Caídos Dos Bares Humanos Que Eternamente Vivem A Beber De Suas Dores Em Trapos Líquidos. Eles são sinceros na Bebedeira Eterna, muito mais do que tu fostes, Asin, em vossa Cegueira Eterna.
- Minha Cegueira finda-se nesta inominável praia, Pad. Cegueira de mortais imortais inomináveis centelhas. Cegueira de mortais imortais inomináveis incertezas. Cegueira de mortais imortais correntezas. Cegueira de mortais imortais monumentos. Construí torres com o meu egoísmo, pensando em Lydyan, unicamente em Lydyan e não vendo aos transeuntes a mais perdidos pelos caminhos terrestres, transeuntes humanos sofredores mais do que os Anjos Caídos. Eu pedia apenas a mim mesmo os copos nos quais eu bebia de minha própria inominável amarga bebida de dores e de lágrimas. Amarga bebida caindo das minhas Caídas Bebidas...
- Tu te esquecestes de como os Anjos Elevados agiam, como eu me esqueci por tua causa. Zaah bebe porque nela reside a vontade de Retorno, O Retorno Ao Alto. Os nossos encontros com ela sempre foram dolorosos para nós quatro. Incluo Aquele que seria o Companheiro dela, Noau Sa Er Ty Be Ro. Tu bebes de vosso egoísmo, Asin. Zaah, que foi um dos Anjos Diurnos Da Eterna Virtude Existencial Da Inexorável Senda De Todas As Virtudes, um dos Anjos Da Virtude, bebe das próprias lágrimas e trapos dela. Vós sois bem diferentes, diferentes como todas as Quedas. Nem Todos Os Anjos Caídos Caem Através Dos Mesmos Caminhos Quedantes E Nem Todos Os Caminhos Quedantes São Os Caminhos Eternos De Uma Queda. Zaah Cai Em Si Mesma, O Anjo Bêbado se faz de uma Queda que nada possui com a Queda que a Precipitou à Matéria. Ela não pode auxiliar aos sofredores humanos assim, mas tu, Asin, tu te recusastes a estender as mãos e a abrir as asas para muitos desesperados e perdidos humanos.
- Pensava eu que modificar a trajetória humana seria destruir os Desígnios de Nosso Pai Em Sopro para cada humano quedante mais do que nós que nos encontramos pelas estradas terrestres...
- Auxiliar crianças famintas não lhe faria destruir nenhum Desígnio, Asin.
- Os sofrimentos são necessários...
- Mas, os auxílios são aliviadores maiores de todos os sofrimentos.
- Auxílios... Nem todos os Anjos, Elevados ou Caídos, podem auxiliar aos humanos de todas as Esferas, Cada Um Deve Caminhar Em Suas Próprias Determinadas Sendas Sem A Condução De Forças Maiores Externas A Tais Sendas.
- O Papel Eterno Dos Anjos Elevados É Estender Todas As Mãos A Todos Os Seres Materiais. Mesmo que as Mãos Dos Anjos recebam cuspes e vômitos de desprezo por parte daqueles aos quais amparam, os Anjos Elevados ainda assim continuam a auxiliar aos que praticam tais atos de desprezo. Anjos Caídos há que auxiliam aos humanos, seja por interesse total ou por desinteresse puro. Vós me acusastes de ter-me esquecido do que é O Amor Verdadeiro, da Dourada Senda Angélica na qual eu Caminhava e de todas as Maravilhas que como Anjo Dourado eu realizava. Me esqueci, Asin, do que é ser Elevada, mas as Leis Do Alto, As Leis Inexoráveis Da Vontade De Nosso Pai Em Sopro, estão em mim ainda e estão em ti ainda. Vosso egoísmo imenso lhe cega até para isto, que é a única coisa que ainda do Alto possuimos: O Conhecimento Das Leis Do Alto A Se Automanifestarem Em Todas As Manifestações Do Baixo. Como podes amar a tua Lydyan se tu te negastes a auxiliar humanos quedantes em caminhos quedantes delees próprios? Não digo auxílio total e nem auxílio parcial, digo O Auxílio, O Inominável Amparo Que Excede E Antecede Qualquer Noção Aproximável De Uma Noção. Perdemos nossas Celestes Bebidas, Asin, mas poderíamos ter bebido, juntos, de inomináveis bebidas que ocultam-se nos pequenos atos do Auxílio.
- Tu falas de Leis, Inomináveis Leis, que há cinquenta mil anos eu rejeitei e há cinquenta mil anos nem me vem ao imortal pensamento citar...
- Leis da vossa antiga Categoria Angélica, a dos Inomináveis. Tu te autodenominas um Anjo Noturno Inominável, mas nem na Noite tu possuis um Não-Nome e nem O Inominável Ser que tu eras se manifesta na Matéria. Tu és um bêbado em vosso amor egoísta, Asin. Tu és um bêbado que me obriga a beber de vosso egoísmo nestes trapos que encobrem este meu corpo material que antes de tua Queda jamais manchou-se com as Lamas Materiais. Tu bebes, Asin, demais das vossas próprias Verdades Em Queda. Bêbado Eterno, não vês que o vosso inominável delírio concentra-te em Bêbadas Quedas Por Inomináveis Bares De Verdadeiros Inomináveis Vazios?

Bebo da água das minhas cinzas.

Bebo da água dos meus trapos.

Licor envenenado pelas minhas cinzas.

Licor envenenado pelos meus trapos.

Pad está a oferecer-me indesejáveis bebidas...

Lydyan, Lydyan, Lydyan, como eternamente errei!

Lydyan, como eternamente errei em ser um egoísta imortal!

Lydyan, tu és o centro da minha Inominável Criação, mas...

Mas...

Vi sofredores cadavericamente a cair em meu redor e me neguei a ser-lhes um consolador maior...



2 comentários:

Ni* disse...

«Como podes amar a tua Lydyan se tu te negastes a auxiliar humanos quedantes em caminhos quedantes delees próprios?»
...

E quando o auxílio que pedem tem o nosso nome? O nome do afecto maior?
...
Anjo caído mantém o manto de Luz e atrai... tu sabes que assim é... que muitos procuram a LUZ e imploram amor... porque nunca aprenderam que o amor não se decide, não depende de uma vontade... é, antes, lâmina aguçada que nos corta as asas...
...

Não me sinto à vontade para escrever aqui tudo o que sei e que gostaria de escrever... digo-te, apenas, que em cada grito de ausência, em cada espada de distância, em cada cruzilhada no caminho que coloca em direcções opostas essências iguais... está também contido o seu eco, a sua imagem em espelho... e que o abraço, O ABRAÇO, é possível... desde que te preserves para e por quem caiste...

Ni*... a mais pequena, a ínfima...

Lílian Rose Black disse...

Saudações cordiais! Adorei o seu comentário! Obrigada por bater as asas no meu cantinho!! Mar... praia... até o + insensível dos seres pode ficar deslumbrado com a beleza das ondas... ai! faz tanto tempo q eu ñ vou à praia! Deixamos d beber Das Águas do Grande Mar para beber Coca-Cola? xD Beba meu Sangue, Anjo Inominável... beba minhas Lágrimas, beba meu suor... Não beba os defeitos humanos, nem as suas próprias amarguras, reforçando-as... Enxergar... ENXERGAR... há tanto q ñ podemos ver... ao olharmos p/ as ondas, ñ vemos o fundo do mar; ao olharmos p/ o céu ñ vemos nosso criador. Se a minha Cegueira cessasse, qm poderia prever o q aconteceria? E se eu enxergasse a maldade do coração das pessoas? e se nós enxergássemos o futuro, a Verdade, a Morte q se aproxima?
A Queda da qual você estava falando me lembrou os caminhos q nos tiraram da inocência da infância e nos levaram às Trevas... Não sei o q suas palavras, pra mim aparentemente codificadas, significam p/ vc... entendo-te como um anjo encarnado, com consciência de seu passado Celeste. Então, vc vai ter q me dar a liberdade d enxergar o pouco q a minha vida me permite entender dos seus textos, e me explicar o q puder, caso ache adeqüado. ^^ Nem todos nós Caímos pelo mesmo Caminho; nossas experiências distintas nos levam a diferentes becos escuros... mas no final, são todos puídos, infestados d ratos... no final, tdas as almas padecem da mesma Dor infinita da Solidão, do Desespero e da Angústia. Ñ há ninguém no mundo s/ as suas dores... os seus segredos... as suas fantasias.
Não posso deixar d ajudar o meu próximo, mesmo. Pode ñ resolver, + ficar parada eu ñ fico!! Nda d cada um q c vire com seu próprio sofrimento. Quero mudar o q vejo d errado à minha volta, mesmo q possa fazer mto pouco. E, qm sabe, eu ñ possa fazer mto, embora ñ esteja fazendo quase nda?
Meu blog tem uma forte identidade: a minha. Se vc c identificou, ou sentiu q vibramos em freqüências semelhantes, maravilha. Querto t ver batendo as asas muitas e muitas outras vezes no meu recanto. Se a cultura q tanto me fascina tbm t encanta, retorne; vc provavelmente ainda vai encontrar outras informações sobre Cultura Japonesa e animês na minha morada. Tbm gosto mto d animês. Andei escrevendo outros textos q me deixaram + satisfeita, em breve eu posto p/ vc poder ler tbm. ^^ Fico feliz q goste do q eu escrevo. =)
Saudações de despedida fúnebre