quarta-feira, outubro 25, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte IX


Nova Imagem se faz em mim neste ondular diferente das Ondas Do Grande Mar. Nova Imagem de todo o meu crepuscular momento de agora. Nova Imagem, que graças a Pad é A Imagem Do Meu Despertar. Algo se faz de novo aqui em meu pensar. Algo que durante cinquenta mil anos acreditei ser A Estrela Do Meu Alvorecer. Estrela... Estrela Do Meu Alvorecer... Começo a pensar sobre o que Pad ergueu ao novamente dialogarmos após tanto tempo que Ela manteve-se de longe, apenas a observar-me. Estrela Do Meu Alvorecer... Está tudo mais claro agora neste meu inominável novo parecer acerca do meu Obscurecimento Espiritual. A Grande Serpente Material eu enrosquei em meu Ser, acostumei-me ao Obscurecer Existencial De Todas As Coisas Materiais. As Pequenas Serpentes dos meus devaneios e momentos egoísticos de solidões tempestuosas fizeram-me crer no inominável ideal de um reencontro que mais não passa de uma vontade que mais me danificou do que auxiliou. Amar Lydyan foi uma experiência do meu Ontem Antigo... Amar Lydyan faz parte do Ontem Antigo... O egoísmo me manteve Caminhante até agora, pelo egoísmo, apenas pensando em mim, eu a elevei a um ideal que jamais alcançarei. Pad isso me faz Ver. Pad isso, nesta inominável praia, me faz Revelar. Meu egoístico mar me aprofundou em imenso inominável ondular de serpentes a morderem-me em meu pensar apenas em mim mesmo e em um ideal inalcançável.

- Pad, vistes quanto do meu ideal inalcançável acumulei em meus Trapos que vós carregas?
- Teu ideal amoroso materialista superou te ideal amoroso espiritual. Tua carne ama Lydyan. O que tua Alma Caída ama?
- Ao Ideal Do Reencontro... Ideal de novos beijos... Que sempre são os mesmos beijos entre todos aqueles que se reencontram... Ideal de novos abraços... Que sempre são os mesmos abraços entre todos aqueles que se reencontram... Ideal de um ideal amoroso egoísta meu...
- Percebes agora que tu Caminhastes Entre Tuas Próprias Ilusões. Por isso indago-te novamente: tu amas Lydyan?
- Não amo Lydyan. Amo a um ideal. Amo ao meu ideal. Caí porque queria experimentar os Fatos Materiais Das Essências Baixas, em busca de conhecer algo diferente do que Há no Alto.
- Teu Amor por ela no Ontem Novo vosso foi mentiroso e falso, Asin?
- Não foi, eu a amei e eternamente me recordarei deste amor. Amor que foi Verdadeiro Amor Verdadeiro. Devo saber que agora ela vive outra existência, vive uma existência em outros campos de permanência de seu Eu Eterno. Este Eu Eterno eu idealizei, aquela que hoje Lydyan é não é a Lydyan que eu amei. Minha Caminhada estava errada, toda ela. Por isso, Ele e Eles me retiraram do Caminhar dela, que mesmo tendo retornado à Terra por mim, não merece que eu a reencontre. Ela não me reconheceria, Pad, e nem eu a reconheceria... O Reencontro não vai ocorrer, agora que descobri o meu egoístico Estado Existencial, agora que a minha Cegueira esvaneceu-se nesta inominável praia, devo recuperar a minha Inominável Luz. Não para Retornar Ao Alto, mas para aliviar a Dor de todos os humanos sofredores. Por estes passei, não tive piedade e nem agi indiferentemente, apenas os deixei em suas Linhas Existenciais Cármicas. Nosso Pai Em Sopro, Pad, guiou-me até esta inominável praia para que eu mesmo reconhecesse que segui durante cinquenta mil anos um ideal efêmero.
- O que fazer agora, Asin, para tu te ergueres desta inominável areia e partir em busca da tua Inominável Luz Que Deve Se Erguer Nos Inomináveis E Nomináveis Horizontes Do Baixo?

Erguer-me daqui...

Erguer-me...

Erguer-me desta inominável areia...

Somente Caminhei durante cinquenta mil anos para vir parar aqui e descobrir-me em Ilusão, na Deusa Ilusão. Seguia um ideal e não uma mulher. Seguia um sonho e não uma realidade. As mentiras pelas quais os Anjos Caídos caminham são mentiras realizadoras de infinitas buscas inférteis. Tornei-me egoísta por causa de um ideal... Dei Vôos, Inomináveis Vôos, em direção ao cair dos muros da mentira na qual eu acreditei ser uma Verdadeira Verdade... Amar ou não Lydyan, agora, não faz diferença diante de mais uma Queda minha... Sonho findado... Sonho findado... Sonho findado...

Nas praias do meu recanto,
Meu maravilhoso solitário
Recanto,
As borboletas pousam alegres
Sobre os meus ombros
E as trombetas
Da Deusa Paz
Ressoam no ritmar
De muitos cânticos.
Meu recanto é lindo,
Lá eu tenho das auroras
A Luz Eterna
Que me afaga materna,
Luz Eterna
Que me consola nas férias
Por mim tiradas
De mim mesmo
Quando terminam as horas
Das minhas fossas abertas
Em meus terrenos.
Meu recanto possui
A trilha das bossas
Consoladoras,
Os violões voam,
Os cantores sorriem,
Os ouvintes aplaudem,
Eu voo,
Eu sorrio,
Eu aplaudo...
Meu recanto mágico
É sonho,
Um sonho,
O meu último sonho,
O meu último sonho...

A inominável praia ouviu estes meus versos.

A inominável areia ouviu estes meus versos.

Pad, a sorrir e rasgar os meus Trapos em seu corpo, ouviu os meus versos.

Meu Pai Em Sopro ouviu os meus versos.

Meus Mestres Inomináveis ouviram os meus versos.

Buscava um sonho perdido amado.

O sonho que me faz Cair.

Mas, adorei Cair amando tal sonho.

O nome dela agora vai de meus lábios se apagar.

Que nome devo agora dizer à minha Nova Queda para poder daqui desta inominável areia me erguer?

Nomes de sonhos, nunca mais.

Nome do sonho que busquei, nunca mais.

Minha Inominável Luz Perdida pedia para que eu Caminhasse a fim de buscá-la.

Minha Inominável Luz que, encontrada, doarei a todos que inominavelmente tocarei para auxiliar.

Não quero Elevar-Me.

Quero, no Baixo, auxiliar no Elevar-Se Dos Que Caídos Choram, Anjos Caídos e humanos Caídos, Anjos Que Caem e humanos que Caem, Anjos Que Cairão e humanos que Cairão.

Antes, a força para daqui desta inomin
ável praia, sentado nesta inominável areia, erguer-me...




Um comentário:

Lord of Erewhon disse...

Quando achamos que Despertamos... estamos a acordar para um novo sono... O Caminho é longo... a Luz Negra é difícil... Primeiro há que Morrer dentro.

Lux Maxima!