quinta-feira, outubro 19, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte III


Decisões aos meus próprios momentos como este de inteira solidão são-me necessários, momentos que a minha força pequena tentou mascarar. Sem a máscara de tal força, demonstro a mim mesmo a fraqueza grandiosa do meu Eu. Que fraqueza tamanha eu tenho com as minhas Asas Caídas... Arrancaria estas asas se continuasse perambulando ainda mais pela Terra, insanamente desesperado por Lydyan... Cinquenta mil anos de eremita existência imortal como imortal eternamente a ser imortal sofredor... Caminhei imortalmente demais, e toda a minha imortal dor por cada inominável e nominável, pelos humanos, horizonte terrestre, deixei neles como a marca eterna das minhas lágrimas angelicais caídas. Caminhei muito e jamais parei nesta praia para meditar sobre a minha Nova Trajetória Aqui No Baixo. Caminhei muito e jamais em qualquer praia eu me sentei em areias consoladoras para no Espelho Do Meu Eu exercer para mim uma História Caída. História Caída, a minha História Caída Sobre Os Anjos Caídos, Anjos Caídos como eu. Eu me neguei a parar e quis sempre continuar a buscar Lydyan por cada recanto deste planeta, pois eu a sentia, eu a sentia em cada nascer de um novo humano neste mundo. Hoje, a meditar nesta inominável areia, escrevo meu Livro Da História Caída Sobre Os Anjos Caídos. Livro Da Queda, escrito pelas minhas caídas penas. Livro Das Quedas, escrito pelas minhas caídas cenas. Livro Da Queda, escrito pela minha caída senda.

As proporções que As Quedas atingiram, atingem e atingirão não são desconhecidas aos que pelo menos em qualquer Esfera tenha uma noção, por menor que seja, de Faces Caóticas Dançantes No Kosmos. Houve Desarmonia Cósmica ao primeiro toque de um Anjo em um Ser Material de maneira intencionalmente carnal. São mentirosos os contos fantásticos que exaltam as maravilhas dos amores, ou não, entre Anjos e Seres Materiais. Para tocarem nos Seres Materiais, os Anjos tiveram que à Matéria submeter-se, Desceram Conscientemente Sabendo Que Cairiam, Caíram Conscientes De Que Jamais Deveriam Ter Descido. Matéria é uma Condição Existencial própria daqueles que ainda são materiais. Anjos como eu era, Nascidos Do Sopro, como eu nasci, não deveriam seduzir-se pelos Encantos Dos Abismos Materiais... Foi doce a minha Queda nos braços de Lydyan, mas a Dor Da Separação... A Separação Do Alto... A Alma Eterna Pura que eu tinha esvaneceu-se... Minha Alma Eterna que sobreviveu à minha Queda sobrevoou o meu próprio Alto enquanto com Lydyan eu vivi, enquanto com Lydyan eu tinha filhos... Sem ela, sem eles, minha Alma Eterna sobrevivente é inominável sombra eterna de lágrimas torrenciais caindo pelos campos dos mundos internos meus...

Anjos Caíram, Caem E Cairão Porque Seus Paraísos Naturais Não Lhes São Os Paraísos Ideais De Eterna Moradia De Infinitos Paraísos. John Milton narrou uma História Caída De Uma Grande Queda, A Precipitação De Lun Kin Fer. Em cada página de O Paraíso Perdido eu reconheci os Momentos Quedantes De Lun Ki Fer e Vi O Meu Momento Quedante, ainda, ainda, me fazendo Cair em inomináveis abismos... Dói estar no Baixo! Dói! Todos os Anjos Caídos são dolorosos imortais sem mais nada de Celeste que acham os seus Paraísos os Reinos Maiores Cósmicos De Todas As Maravilhas! Maravilhas! Maravilhas! O Kosmos Chorou À Precipitação De Lun Ki Fer! O Kosmos Chorou A Cada Queda Angelical No Ontem! O Kosmos Chora A Cada Queda Angelical No Hoje! O Kosmos Chorará A Cada Queda Angelical No Amanhã! Pelos livros que os meus olhos imortais percorreram em seus Inomináveis Sentidos, O Paraíso Perdido é o maior deles, é o Relato Correto De Cada Queda Que Ocorreu, Ocorre E Ocorrerá! A John Milton foi dada A Palavra Poética Das Verdades, Dádiva Dos Anjos Diurnos Das Escrituras Verdadeiras Cósmicas! Naquele livro, Livro Maior em minha Alma Eterna presente, há O Choro Eterno Cósmico!

Adeus, felizes campos, onde mora
Nunca interrupta paz, júbilo eterno!
Salve, perene horror! Inferno, salve!
Recebe o novo rei cujo intelecto
Mudar não podem tempos, nem lugares;
Nesse intelecto seu, todo ele existe;
Nesse intelecto seu, ele pode
Do Inferno Céu fazer, do Céu, Inferno.


Felizes Campos Do Alto Os Anjos Caídos deixaram!

Deixei Aqueles Campos!

Recebemos todo o horror que é estar no Baixo!

Mas, Lun Ki Fer não é O Maior Dos Anjos Caídos...

Não há O Maior Dos Anjos Caídos...

Todos os Anjos Caídos são iguais em Queda...

Todos os Anjos Caídos são Irmãos Em Queda...

Irmãos Em Queda, Irmãos Caídos...

Lun Ki Fer, meu Irmão Em Queda...

Lun Ki Fer, meu Irmão Caído...

Ele não se tornou O Adversário, O Tentador...

Todos Os Anjos Caídos Foram Adversários E Tentadores De Si Mesmos!

Infinitos Anjos Caíram por orgulho!

Infinitos Anjos Caíram por vontade de poder!

Infinitos Anjos Caíram pelos prazeres carnais!

Infinitos Anjos Caíram por Amor!

Eu Caí por Amor, Amor, Amor, à Lydyan, a qual fez do meu Inferno de ser do Baixo um Céu!

Poucos dos Anjos Caídos, meus Irmãos Angelicais, encontraram no Baixo um Céu...

Muitos encontraram, por causa do Conhecimento De Como Era Ser Do Alto, O Verdadeiro Inferno.

Humanos crêem em um Inferno povoado de Demônios e governado por Lun Ki Fer, chamado por eles de Satan, Lúcifer, Diabo, muitos outros nomes.

O Verdadeiro Inferno É O Inferno Interior.

Anjos Caídos Povoam E Governam Os Seus Próprios Infernos Verdadeiros.

Humanos também são assim quando Caem ou já nascem Caídos.

Sem Lydyan, meu Inferno Interior é alto...

Quem Pode Nesta Criação De Mais Quedas Do Que Ascensões Dizer-se Mais Seguro Apoiado Mansamente Nos Braços Do Pai Kosmos Que Em Todos Os Momentos E Não-Momentos Está Presente?

Nem o Meu Pai Em Sopro está seguro...

Mutável, Quedante, até Ele É...


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