terça-feira, outubro 31, 2006

Liberdade De Areia A Esvanecer-Se


- Qual é a da Deusa Liberdade, Anjo? Ela existe mesmo?
Estou em uma esquina italiana, de uma inominável rua italiana, em pé, sob a noite a inominavelmente ocultar-me. Quem me faz tal pergunta não é um encarnado, encarnados aqui onde estou, nas Sombras Noturnas, ver-me não podem. O espírito de uma bela mulher de olhos enevoados e tristes como o orvalho vermelho que vejo Cair das misérias e desgraças das árvores humanas plantadas é quem me faz tal inesperada pergunta perspicaz.
- Todo Ser Deve Buscar A Sua Liberdade.
- Que Liberdade? A Liberdade dada por Deus?
- Que Deus, Gilda Brahn?
- Seu Deus, Anjo Noturno Inominável. O seu Deus.
- A Liberdade não é dada por Deus e Deus não existe.
- Quando tu caistes, Anjo, deves ter batido o belo crânio em algum rochedo de costa litorânea dourada. Deus existe... Ou não existe?
- Devido à tua Condição Evolutiva, tu Sabes que...
- "O nome Deus nada fala Daquele Que Tudo Moldou"... De Anjos Caídos como tu e de Anjos Elevados, como tu eras, já ouvi a mesma frase vomitada. Se a Deusa Liberdade não advém Dele, de Quem advém?
- Da Existencialidade De Cada Ser Verdadeiramente Conhecedor De Seus Passos.
- E aqueles que desconhecem os seus próprios Passos são escravos de quem?
- Não há escravos...
- "Na Grande Essência Cósmica Envolvente De Toda Existente Forma Na Criação"... Anjo, já ouvi essa frase de Anjos Caídos como tu e de Anjos Elevados como tu eras!
- Por que, então, pergunta-me sobre Liberdade se já Sabes as respostas que lhe darei?
- Quero ouvir algo diferente. Quero ouvir que de Deus, ou seja lá que Nome se dá ao Criador De Todas As Coisas E Naõ-Coisas, advém a Liberdade, A Deusa Liberdade. Ela é uma Deusa realmente?
- Para Aqueles Que Em Seus Altares Interiores A Erguem Sobre Os Mais Altos Pedestais.
- Tua resposta de agora de Anjo algum ouvi...
- Cada Anjo possui a sua própria resposta a todas as humanas indagações, Gilda Brahn.
- É, ainda sou humana, apesar de estar na Imaterialidade, de ser um espírito perdido vagando pelas paragens terrestres. Fui poetisa, sabias? Poetisa no século dezessete, holandesa, rica, bela... E praticante das Artes Obscuras que me guiaram em minha Transição para o Vale Dos Poetas Perdidos. Eu devorava crianças em rituais honrando ao fantasma pagão de Lilith... Ah, Lilith, Lilith, Lilith, tu me abandonastes, maldita Lilith! Sabes o porquê de eu perguntar acerca da Deusa Liberdade para os Anjos Caídos como tu e para os Anjos Elevados do qual tu fostes Irmão Elevado? Eu pergunto a vós sobre Ela porque utilizei de toda a minha Liberdade Interna em tudo o que pratiquei de mal quando encarnada. Bem e Mal, eu sei, Anjo, também não existem, são Ilusões Que Obscurecem A Verdadeira Verdade Da Unidade Das Unidades Que Nós Somos No Seio Manifestante Do Pai Desconhecido. Já vistes que sou uma excelente estudante dos Pergaminhos Cósmicos... Estudo-Os nas Brumas Do Vale onde estou há 411 anos... Eu procuro as respostas diferentes de Anjos Caídos como tu e de Anjos Elevados como tu eras por causa dessa minha Escravidão Eterna. Há uma pergunta que nenhum Anjo Caído ou Elevado respondeu-me: por que estou assim condenada se A Deusa Liberdade em mim soava guiando-me por eu ser a senhora dos destino todos d'alma minha, pois todos os humanos destinos nada possuem com Deus ou seja qual Nome ou Não-Nome Aquele possua, sendo sempre obras das humanas mãos humanas?
- Toda Liberdade É Areia A Esvanecer-Se Se Contrária Ao Libertador Movimento Dos Espíritos Que São Mais Livres. Vossa Ilusão foi a de acreditar-se Mais Livre, Livre como todos os Anjos Elevados que Caíram, Caem e Cairão. Tu és humana e humanos, limitados como são, devem aprender que as suas Liberdades são tão pequenas como os grãos da areia que se avoluma quando pensam que são Mais. Toda humana areia a ser pensada e moldada como Mais destina-se inescapavelmente ao Esvanecer-Se. Ter sido má ou boa, conforme crêem todos os que não Visualizam A Veste Verdadeira Das Verdades Cósmicas, não modificaria a tua ilusão de Escravidão Eterna. Tu estás no Vale Dos Poetas Perdidos porque tu queres. Encontre Nova Liberdade e diante dos Senhores Supremos Da Vida Eterna poderás ter nova chance de carnalmente existires, em novo invólucro, limpo de teus crimes passados exteriormente com exceção dos pés, que trarão, como em vossa Alma Eterna, as marcas de vossa trajetória sanguinária.
Gilda permanece a fitar-me nos olhos quando termino de dar-lhe a resposta que nunca recebera de Anjos Caídos ou de Anjos Elevados. Ela deveria tê-la sozinha encontrada, mas eu a impedi de eternamente continuar a esvanecer-se mais em sua Caminhada Questionante. Rompi com uma Lei Eterna Maior? Rompi. Mas, Caído como estou, sem querer Retornar Para O Alto, meu Crime será recompensado. O brilho no rosto de Gilda é a minha recompensa.
- Dedicarias um momento agora para ouvir um poema em vossa honra, Anjo?
- Em tua própria honra ele também serás recitado.

Deslizante pelos Riachos,
Os Riachos Das Certezas
Nas Dúvidas,
Acendo uma velha
Tocha Interna minha
E apago toda nova
Cinza Etérea
Que inimiga
Intenta encobrir-me.
Os Raios Dos Riachos
Dançam todos irmanados
Nos Círculos Existenciais
Das Verdades Eternas,
Verdades De Terras,
Verdades De Eras,
Verdades De Serras,
Verdades De Radiantes
Cores Dos Mares
Que Passam Pelos Riachos
Como Pais A Afagarem
Filhos Mui Amados.
Deslizo sobre os Riachos,
Deslizo por cada
Sagrada Eterna Gota D'Água
Das Certezas Nas Dúvidas,
Meu corpo duvida
De mim,
Minha Alma Eterna
Tem a certeza
De que eu sou
De mim mesma.
Do Riacho Inominável
Advém Toda Água
Dos Riachos.
As Dúvidas São Inomináveis.
As Certezas São Inomináveis.
O meu Caminhar agora
É Riacho Dos Mais Inomináveis.

Ao completar os versos, Gilda sorri novamente e parte para o Vale Dos Poetas Perdidos.

Não fui O Salvador De Gilda Brahn.

Salvadores inexistem.

Salvadores são lendas.

Salvadores são mitos.

Apenas guiei Gilda para mirar-se em seu Riacho Interior.

Ela encontrará, inominavelmente, sentindo Essência Nova, o seu Lago Interior.

Encontrará seu Mar Interior.

Encontrará seu Oceano Interior.

E, então, será o seu próprio Louvor Libertador.

Quem crê em salvadores externos apenas acumula areia em suas tentativas de encontro com A Deusa Liberdade.

Salvar-se interiormente é Dádiva Inominável a poucos concedida.

Não concedi Dádivas a Gilda.

Ela é quem se concederá a tal Dádiva.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Balada De Todo Fim Humano


Caminho muito pelo litoral grego, sem dar nomes ou procurar saber os nomes dos lugares onde minhas asas são batidas. Nesta noite grega, noite melancólica, noite silenciosa, noite quedante em toda sua elementaridade, sinto uma agonia. Agonia de uma existência materialista, agonia de uma existência solitária em todos os cantões das morada nas quais tentou pisar. Aproximo-me da melancólica casa, silenciosa casa, casa quedante de dores em suas portas, paredes, janelas e piso. Me envolvo no Éter Oculto existente entre as Dimensões em redor de toda a Terra e nela adentro, adentro para visitar uma existência que despede-se deste recanto terrestre mais de sofridos pés a cortarem-se em pontas agudas de espadas envenenadas em todo solo nos quais pisam do que felizes pés a pisarem em tecidos suaves que muito acariciam em todo solo nos quais deslizam como em vôo. A existência dele se esvai, dele que não me importo em saber o nome, dele que em leito melancólico, em leito silencioso, em leito quedante por outros demasiados fins em seu lençol está já rodeado pelos Anjos Mensageiros Da Morte.

Meus Irmãos Elevados me vêem, mas contra mim nada podem fazer, estão ocupados em amparar o espírito que do corpo daquele que está em leito já morto vai se desprender. Zap A Tos, Puj A Hor e Too A Vto não são vistos, nem sequer sentida a sua Presença, pelo agonizante em leito já morto. Eu, no entanto, sou pelo agonizante visto sentado à esquerda de seu leito já morto.

- Você não se parece com um dos Anjos Mensageiros Da Morte.
- Eu não sou um Deles e nem sou mais um Anjo Elevado.
- És um Anjo Caído?
- Sim, sou um dos Anjos Caídos.
- Tens um nome?
- Tinha um nome.
- Os Anjos Mensageiros Da Morte estão aqui?
- Estão.
- Ora, então, finalmente, Tan A Tos atendeu aos meus chamados...
- Tu conheces os Nomes Verdadeiros Imateriais Dos Seres Elevados.
- E conheço também a Inominabilidade, Anjo Noturno Inominável. Fui um Iniciado, um seguidor do meu próprio Caminho. Desprezei tanto o Caminho Da Mão Direita quanto o Caminho Da Mão Esquerda e o Caminho Do Meio. Fui para mim mesmo um Iniciado e apenas para mim obtive as glórias que a muitos são negadas... Fiz uma Lilith para me aquecer nas Noites Invernais... Fui Lúcifer nas Noites Luzidias... E cuspi na Face De Deus nas Noites Blasfemantes... Deus! Merda de Deus! Porra de Deus! Caralho de Deus! Deus não existe, meu caro Anjo Noturno Inominável, isso é apenas uma invenção humana... Se Deus existisse, eu... Estou a delirar, suponho algo que eu sempre tive prazer em vomitar acima, sempre... Mas, morrer é sempre assim... Morrer não, tudo já está morto... Desencarnar... Desencarnar é sempre A Balada De Todo Fim Humano... Tu nunca sentirás o que é desencarnar, Anjo Noturno Inominável...
- Eu sinto o que é desencarnar e sentirei eternamente o que é desencarnar, Iniciado Agonizante. Fui despido de minha Vestimenta Celeste, de minha Carne Celeste, ao Cair e continuo ainda Caindo sem Ela.
- Por uma maldita mulher tu caistes?
- As Filhas Da Face Feminina De Nosso Pai Em Sopro...
- Vosso Pai, Anjo Noturno Inominável! Não sou filho do seu Deus impotente que, se tiver um Nome, deve ser a mesma desgraça na qual a Humanidade diz que existe!
- Não falo de Deus e o Nosso Pai Em Sopro não é Deus.
- "Ele Possui Muitos Nomes E Nenhum Nome", disso eu Sei, Anjo Noturno Inominável...
- Não, Ele É O Nome Que Não É Um Nome.
- O Nome... Ah, O Nome... Aquele Nome... Na Vestimenta Luzidia minha, eu conheci O Nome... Nome... O Nome... No entanto, Anjo Noturno Inominável, eis-me aqui agonizando por causa da porra da Aids, rodeado por Anjos Mensageiros Da Morte e sendo consolado por uma merda Caída como ti! Em nada Aquele Nome me auxiliou, recebi de todas as minhas buscas apenas a Aids! Fui parte da minha própria história e recebi a Aids como recompensa!
- A tua recompensa faz parte Daquele Nome, Iniciado Agonizante.
- Faz... Mas, não me conformo... Não me conformo... Não me conformo em acabar assim...
- Conformando-se ou não, tendo sido o mesmo indivíduo que tu fostes ou não, tu acabarias esta tua existência com a Aids em ti. Não vim aqui para consolá-lo da maneira que tu pensas. Consolo apenas a vossa Agonia Espiritual, que não poderá deixar-te mesmo depois que desencarnares. Ela te perseguirá e será perseguida pelo vosso ódio e rancor contra as Coisas nas quais como Iniciado corrompido pelas suas ambições tu tocastes. O Poder Das Aberturas De Todas As Portas Do Grande Mar fostes a ti dado e tu te recusastes a revestir-se da Vestimenta Dourada Da Grandiosidade Espiritual para engolfar-se nas Ondas Dos Oceanos Da Busca Material Da Grandiosidade Material. Tivestes mulheres, dinheiro, jóias, carros, mansões e tudo perdestes por tua própria Vontade de sempre buscar mais para si. A Aids é-lhe uma benção, pois ela impediu o continuar de vossa Caminhada. Sem ela em ti, tu farias muito mais mal à vossa Alma Eterna.
- Chorarei por causa disso muito, Anjo Noturno Inominável...
- Orarei por ti muito, Iniciado Agonizante.

Eu me ergo.

Eu olho para os meus Irmãos Elevados.

Eles envolverão o Iniciado Agonizante.

Agonizante em ódio.

Agonizante em descrença.

Em muitas descrenças como a dele a Humanidade está.

Em muitos como ele eu poderei aprender a novamente ser um Filho Da Caridade.

São desses tipos de humanos Caídos que eu posso fazer tudo que durante cinquenta mil anos não fiz.

Zap, Puj e Too envolvem-no com o Manto Da Transição.

Ele agora vê os três Anjos Mensageiros Da Morte.

Sorri.

Nada diz.

Fecha os olhos.

Eu fecho os meus olhos.

Oro na Melancólica Morada Interna minha.

Oro na Silenciosa Morada Interna minha.

Oro na Quedante Morada Interna minha.

Oro pela melancólica, silenciosa e quedante Transição dele.


domingo, outubro 29, 2006

Asas Humanas Despedaçadas


Sangrentas todas as pétalas das rosas humanas colhidas nos mais humanos jardins. Humanos plantam muito mais os espinhos de seus desesperos do que as rosas sem espinhos de seus evolutivos momentos. Humanos plantam mais o sangrento fim de seus sonhos em meio ao bruto despertar das realidades que se fazem tão distantes deles. Os Anjos Caídos, ao olharem para todas as Humanidades, admiraram o grande colher dos espinhos e o minúsculo plantar das rosas. Cada Espinho Caído Dos Anjos Caídos Foi O De Uma Rosa Plantada A Iniciar A Caminhada Quedante. Principia-se toda Queda exatamente em um plantar determinado, não necessariamente de rosas.

Posso agora nesta inominável caverna elevar meu Olhar Espiritual e Ver aqueles que mais plantaram e colheram, rosas ou espinhos, outras colheitas e outras plantações. Bilhões de existências encarnadas... Inúmeras existências desencarnadas... Tenho que Compreender A Colheita E A Plantação antes de continuar em meu Novo Caminhar... Compreender A Razão Do Colher E A Razão Do Plantar...

Em inominável lar um homem doente, em câncer terminal, plantou apenas dor e lágrimas aos demais com sua posição de poder e glória efêmeras. Hoje, ele colhe seu moribundo estado que todo o seu dinheiro é incapaz de retirar-lhe.

Em inominável prisão um estuprador e assassino de crianças que plantou sevícia e perdição carnal em várias crianças, é violentado pelos seus companheiros de cela sob o olhar dos guardas que permitem tal forma de punição. Ele colhe seu maior aprisionamento, o aprisionamento no retorno de seu próprio Mal.

Em inominável outro lar uma esposa esfaqueia até a morte o seu marido e os seus três filhos, enlouquecida após anos de tratamento psiquiátrico infértil. Ela colhe o que em existências passadas plantou sendo cruel com sofredores humanos mentalmente perturbados, quatro dos quais foram os seus marido e filhos por ela assassinados.

Em inominável motel uma prostituta é espancada por um cliente insano e demasiadamente cruel. Ela plantou a ambição em sua alma, se prostitui para ser rica e elevada e muito amada, colhendo agora, como colherá ainda mais no futuro, frutos de sangue e pedras de lágrimas.

Em inominável sofrimento, muitos que acreditam-se serem puros para passarem, em suas existências atuais, por tais sofrimentos.

Em inominável tormento, todos aqueles cujos sonhos despedaçam-se com o fracasso ou o esquecimento ou o túmulo.

Em inominável tristeza, os amantes desencontrados que se suicidarão ou matarão aqueles que pensam amar.

Em inominável solidão, toda a Humanidade, tão dada à Plantar e tão fraca ao ter que Colher!

Os humanos Plantam, mas Colher jamais querem.

Em tudo no Baixo é assim.

Seja o que for plantado, sempre é colhido.

Colhido talvez com poucos sorrisos.

Colhido provavelmente com muitas lágrimas.

Contudo, cada plantar e cada colher, Plantar E Colher, representam Quedas.

Penso eu, em minha Quedante Consciência Angélica, que todos no Baixo, Anjos Caídos e humanos, deveriam apenas SER.

Ser, sem a obrigação do Plantar.

Ser, sem a obrigação do Colher.

Mas, se assim o fosse, será que todos os do Baixo, em todas as Esferas Do Baixo, se sentiriam plenamente alimentados em suas Almas Eternas?

sábado, outubro 28, 2006

Percorrendo Ruas Dolorosas


As ruas humanas das grandes e das pequenas cidades erguidas com o suor dos mais pobres e os recursos dos mais ricos e pobres em espírito sempre atrairam-me em suas possibilidades de encontros com várias realidades. Estas ruas nova-iorquinas são exemplos de descaminhos vários e de lágrimas a cada esquina derramada silenciosamente. Desde a grande tragédia aqui ocorrida, há multidões de espíritos perdidos, procurando um Vale para onde deva ir, percorrendo todos os Vales desta cidade e não tendo para ir. Encarnados ou desencarnados, seja nesta cidade ou em qualquer cidade, percorrem Vales para onde querem ir e apenas se afundam em suas valas.

Com os Anjos Caídos também é assim. A sujeira de nossos pés é eterna. A sujeira de nossas mãos é eterna. A sujeira deteriorante de nossas Caminhadas percorre os Vales pelos quais Caminhamos Quedantes. Nesta noite nova-iorquina eu preciso me manter nas sombras, Caminhando no Astral Esquema da cidade, imperceptível. Imperceptíveis estão outros Irmãos Caídos meus, pelos quais devo passar silenciosamente. Vejo algo entre as Esferas Ocultas desta cidade no exato local daquela tragédia. Há Torres De Dor onde localizava-se o World Trade Center. Cada Torre É Uma Rua Dolorosa. Anjos Elevados nelas estão, consolando aos Inconsoláveis. Anjos Caídos que escolheram continuar com as suas Luzes ativas nelas estão ao lado de seus Acompanhantes, consolando aos Inconsoláveis.

Devo adentrar nessas Ruas.

Choro... Gritos... Ansiedades... Desesperos... Angústias... Espíritos altamente perdidos...

Mais perdidos do que Anjos Caídos...

Perdidos como Anjos Caídos...

Há o espírito de uma mulher solitariamente envolto em Trevas Dolorosas. Vi milhares de espíritos nesse Estado Etérico, mas jamais me aproximei para auxiliá-los. Quero consolar tal espírito sofredor, quero consolar... Um toque meu e ele...

- Aqui apenas os que escolheram A Caridade Eterna como Anjos Caídos podem auxiliar aos sofredores em redor, Asin Du An No In.

Um Anjo Noturno Elevado muito mais Antigo do que eu fui põe-se à minha frente. Sua Espada Celestial reluz como O Brilho Das Estrelas Das Nascentes Cósmicas Altas Dos Rios Das Consolações. Mael Do Tu Er Oh, O Anjo Noturno Do Sétimo Rio Da Consolação, aponta-me sua Espada, ameaçando ferir-me.

- Saias daqui, Asin, tu ainda és parte das Sendas mais baixas do Baixo. Tu és ainda um dos que Caídos Apenas Pensam Em Si Mesmos. Irmão Caído, vossos pés ainda precisam de inúmeras limpezas para se tornarem novamente dignos das Celestes Riquezas que a alguns de nossos Irmãos Caídos ainda estão presentes. As limpezas podem não apenas serem inúmeras. Elas podem ser eternas, intermináveis, pois tu te dispusestes a Caminhar por Sendas bem distantes da Caridade Eterna. A Caridade Eterna aguarda-lhe, Ela É A Face Celeste De Nosso Pai Em Sopro Que A Elevados E A Caidos Acolhe E Recolhe. Para seres Dela novamente um Guardião Celeste, Asin, tu deves limpar os vossos pés mais do que simplesmente estender aos sofredores humanos encarnados ou desencarnados as vossas mãos. Nesse vosso atual Estado, tu apenas os faria sofrer mais. Tua Dor, Asin, é até pelos que não possuem grande Espiritualidade sentida e assimilada. Tua Dor, Asin, apenas prejudica aos que em vosso redor estão. Livre-se da Dor ainda em ti e A Caridade Eterna lhe acolherá novamente como Guardião.

Que palavras a Mael eu poderia dizer?

Que palavras eu posso dizer?

Que palavras eu diria?

Sair daqui de onde sou expulso por ainda não ser digno é o que me apetece agora fazer.

As mais dolorosas ruas são as Ruas Dolorosas Interiores, as minhas, a de cada Ser que possui em si A Dor.

A Dor, A Deusa Dor, um Princípio, uma Senda, uma Cor.

Princípio Quedante.

Senda Quedante.

Cor Quedante.

Caminhar Nela e ser Dela um Inominável Filho ainda constitui meu Ser.

O que Pad disse foi apenas superficial em muitos detalhes.

Meu Novo Caminhar será mais doloroso do que o meu antigo egoístico Caminhar...

sexta-feira, outubro 27, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte XI

Vão-se ao longo das passagens dos meus pensamentos pelo que eternamente me move as Palavras Verdadeiras Do Meu Existir. Muitas foram as minhas transformações. Muitas foram as minhas evoluções. Saltei de Barcos Maiores nas Marés Menores. Fui nadar em Marés Maiores e acabei afundante em Barcos Que Não Navegam Em Nenhum Mar. Quando se chega a um Verdadeiro Ponto De Existencial Visão Acerca Das Coisas Existentes Na Grande Criação, O Ponto Verdadeiro Existencial, tudo que até então se constituía como um Ponto não passava apenas de um pequeno átomo inexistencial dentre os átomos que navegam pela Grande Expansão Do Grande Mar. Sobre esta inominável areia O Ponto Novo meu está a ser Navegante em Expansões Novas do meu Eu. Sobre esta inominável areia estou construindo uma nova torre. Torre de inominável areia ela pode ser. Torre de inominável incerteza ela pode ser. Torre de inominável erro novo ela pode ser. Torre de inominável barco no qual eu possa novamente afundar em outro mar ela pode ser. Tantas são as vertentes... Tantas são as correntes... Tantas são as possantes viagens pelos inícios novos... Inícios que podem passar apenas por serem as beiradas de abismos de novos fins consideráveis.

- Não temerei, Pad, se este meu Novo Passo em meu Quedante Caminho me posicionar em mais uma ilusão, em mais um sonho.
- Tudo ilude aqueles que Caem e continuam a Cair.
- Sei que a ilusão é a Mãe Dos Caídos.
- A realidade também pode ser uma Mãe Dos Caídos. A própria Realidade Dos Caídos absorve em si as Ilusões Caídas Existenciais.
- Que fazer contra tal Mãe?
- Aceitá-la e não se deixar por ela amamentar.
- O que...
- Asin, por que me perguntas o quê fazer? Por que está me preenchendo de porquês cujas respostas tu já sabes? Tu pareces um Ser involuído, pobremente constituído de rotas para fincar os seus pés em uma segura senda frondosa de movimentos e de momentos. Viemos de lá onde As Respostas São As Marcas Dos Nascimentos Dos Verdadeiros Sóis. Viemos de lá onde Perguntas Não São Mais Necessárias.
- Sou como uma criança agora, Pad... Uma criança...
- Não serei a vossa mãe, Asin, lhe indicando como deves proceder a partir de agora, deste vosso Novo Agora. Vossos Trapos já não são a minha vestimenta e se queres não mais colher Trapos...
- Devo reconhecer-me em um Novo Inominável Caminhar De Trapos Mais Quedantes.
- Trapos que não mais me revestirão, Asin, seguir-te já não irei mais.
- Ficarás aqui.
- Ficarei aqui, sozinha, no Silêncio Das Ondas Do Grande Mar. Meus pés doem e estão mais sujos de tanto pisarem nas Lamas Dos Caminhos Quedantes vossos. Mostrei-te vosso enganar-se, cumpri minha última Missão Ainda Celeste. Te acompanharei agora daqui e te sentirei em cada Novo Passo vosso. Olhes para os sofredores humanos, Asin, e junto a ti, junto ao teu olhar, eu estarei. Erga a eles tuas mãos. Erga a eles Aquelas Mãos Caídas Vossas Que Ainda Possuem A Vossa Inominável Luz.
- Queria eu força para daqui erguer-me e acabo encontrando-a Naquelas Mãos. Minha Inominável Luz nelas encontra-se. Não está Perdida. Apenas está...
- Perdida Ela estás, Asin, dentro de ti. Não serás fácil Caminhar sozinho, no Inominável Silêncio Das Luzes E Das Trevas Terrenas, agora. Já não sou mais vossa Acompanhante, como vos disse cumpri a minha Missão Quedante ao vosso lado, dada pelo Nosso Pai Em Sopro. Siga Agora Tua Inominável Missão Quedante Própria, Asin. Decido não acompanhá-lo mais. Decido ficar aqui sozinha... Todos os Anjos, Elevados e Caídos, estão Sozinhos No Infinito Alinhamento E Desalinhamento De Todas As Formas Fixas E Não-Fixas Das Esferas... Erga-se, Anjo Noturno Caído... Erga-se, Anjo Noturno Inominável... Pelo Vosso Verdadeiro Nome, Desconhecido Nome, erga-se... Tuas muletas estão cansadas... Eu, agora, é que quero aqui ficar... Deitada nesta inominável areia... Fixa nesta inominável praia... Em frente a este inominável mar... Cansei-me de Caminhar pela Terra, nada mais quero fazer a não ser aqui ficar... E tentar, talvez, adormecer... Eternamente, aqui, adormecer... Caminhes sozinho agora e tenhas a certeza de que daqui mesmo eu te acompanharei... Tecerei em meu Espírito Caído orações... Orações De Força... Orações De Poder... Inomináveis Orações, sem palavras... Apenas As Não-Palavras, As Palavras Verdadeiras...
- Aquelas Palavras Que Conhecem Todas As Sendas Que Levam Às Ascensões E Às Quedas.

Pad deita-se e não mais para mim olha.

Pad fecha os olhos...

Pad vai tentar adormecer...

Mas, Anjos Caídos Não Adormecem.

Anjos Elevados, o mesmo.

Queria eu ficar aqui com Ela, O Anjo Nu Caído De Dourada Existência agora.

Tenho que ir...

Tenho que ir...

Erguer-me...

Pad deu-me a Inominável Força que durante cinquenta mil anos eu não tive.

Força para ver todo meu erro.

Força para ver todo o meu egoísmo...

Não há nada mais a dizer-lhe agora.

Há tudo para dizer a mim mesmo neste meu Novo Agora.

quinta-feira, outubro 26, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte X


Assimilando meu vazio. Assimilando-me vazio. Após meu Despertar Na Matéria, Despertar de um sonho intensamente egoístico no qual quedante permanecia, O Vazio Se Faz Em Meu Eu Eterno Caído. Deitaria-me aqui agora nesta inominável areia e adormeceria eternamente, jamais voltando a despertar. Adormeceria eternamente, aqui, aqui, aqui nesta inominável areia em frente ao inominável mar que à minha frente se expande entre Esferas Ocultas. Quem não compreende o despertar de um sonho ou o sonho de um despertar não pode jamais compreender o que é o navegar no inominável mar presente em seu Eu Verdadeiro. O Despertar De Sonhos Nos Sonhos Do Despertar É O Quedante Momento De Nosso Finalizar Um Ilusório Caminhar. Eu Caí por causa de um sentimento real e mais pelo desejo nada celeste de ser eu mesmo. Eu Caí Em Outras Quedas por causa de sentimentos dotados de puro sonho. Caminhava eu em Sonho, no Sonho Das Maiores Ilusões Materiais. Caminhar ainda mais para quê, Meu Pai Em Sopro? Por que ainda devo Caminhar, me erguer daqui desta inominável areia?

- Para onde agora irei, Pad? Para onde irei agora? Como posso sair agora em busca de minha Inominável Luz Perdida se a força para daqui erguer-me extinguiu-se? Como posso agora pensar e falar em buscar a minha Inominável Luz Perdida que Caiu em Solo Baixo de inomináveis solos?
- Como todo humano tolo, Asin, tu desistes de uma Caminhada, ainda mais quando a perspectiva desta Caminhada é Nova. Tu não tens escolha mais próxima de uma Redenção Na Matéria do que a de empreender a busca de si mesmo, do Vosso Eu Celeste Perdido Em Todas As Vossas Quedas. Uma mulher ocupou-te o pensamento durante cinquenta mil anos e tal mulher não passou apenas de um mero fútil egoístico sonho. Vossa tolice não é eterna, Asin, não se comporte como um fraco que em uma batalha inominável perde todas as suas armas inomináveis.
- Cavalguei nas Auroras Das Esferas, Cavalgamos, Pad, nas Auroras, montados nos Garanhões Celestes Do Alto. Era a sensação aquela uma sensação de Encontro Total Com O Infinito, O Infinito Que Dança Em Todo O Dançar Infinito De Todas As Coisas. Essas mãos, minhas mãos, tocaram em Átomos Formadores Das Coisas Infinitas Em Suas Automanifestações. Tuas mãos, Pad, tocaram nos mesmos Átomos. Tu Caistes por minha culpa, minha culpa que jaz nos Trapos meus que vós rasgastes. Tu és digna de buscar a vossa Luz Dourada Celeste Perdida. Eu, que toquei em uma criatura material com desejo e luxúria, eu, Pad, não sou digno mais nem de tocar no mínimo do Pó Cósmico aos Espaços Menores lançados pelo Kosmos. Partiria eu em busca, apenas, de mais Trapos.
- Trapos que não mais me recobrirão, Asin. Tu não entendes ainda o que Nosso Pai Em Sopro lhe mostrastes. Tu conheces as Verdades Da Criação como eu conheço. Tu conheces a tua Verdade como eu conheço a minha Verdade. Mas, heterogeneamente, somos destinados a termos perspectivas que se contradizem com relação à nossa Caminhada No Baixo.
- Eu não mereço que Ele tenha me mostrado a mentira egoísta, o ideal egoísta, o sonho egoísta, que eu buscava.
- Você nada merece, Asin, Dele, de vossos Mestres, da Senda Imaterial e da Senda Material. Anjos Caídos nada merecem em nenhum Horizonte Da Criação.
- Tal Lei também equivale aos Anjos Elevados.
- E aos demais Seres Materiais. Nada é merecimento, Asin, Sabeis disto desde que tocavas nos Átomos. Se um Ser Imaterial ou Material recebe Dons Celestes não é porque mereça, mas porque lhe são dados tais Dons para que os utilize em prol dos Sofredores Imateriais E Materiais. Na Terra, se um ser humano é provido de altíssimas riquezas materiais não é porque mereça tais riquezas, mas porque tais riquezas devam ser utilizadas no aprimoramento das existências dos pobres e dos miseráveis, em termos materiais, humanos. Os sóis não merecem as poderosas Forças Maiores contidas em sua luz que ilumina os mundos, mas eles possuem tais Forças Maiores a fim destas serem utilzadas para o fortalecimento existencial dos minúsculos e dos amplos Elementos Existenciais Vitais Das Existências Materiais. Merecimento é um nome que para a Celeste Centelha Das Verdadeiras Verdades Da Verdadeira Verdade existe para os tolos, estes sendo tanto Imateriais quanto Materiais. Acorde dessa tolice, Asin, de pensar que tudo que tu fostes e não és mais, que tu ganhastes e que tu perdestes, que tu serás e que tu és, que tu ganharás e que tu perderás, está na tola senda da tola crença na tola senda do merecimento.
- Eternamente sou um tolo...
- E eu uma tola a eternamente disposta a aqui ficar contigo até fazê-lo erguer-se desta inominável areia nesta inominável praia. Como Sabemos, não queremos mais O Alto. Quero auxiliar aos humanos sofredores que eu puder e conseguir auxiliar, não porque eles mereçam ou porque eu mereça ser recolocada na Senda Celeste. O que eu objetivo é apenas fazer algo em minhas Quedas Eternas de minha Queda Eterna. Minha Luz Dourada Perdida eu reencontrei ao fazer-te Ver A Tua Verdade Na Caminhada Material. Queres ser útil buscando a vossa Inominável Luz Perdida ou mais uma das minúsculas pedras desta inominável praia eternamente aqui sentado vivendo em mais um sonho egoístico, Asin?

Viver um novo sonho...

Seria...

Seria viver novamente no ideal...

Ideais são maldições materiais danosas à alma de toda Caminhada.

Caminhada Imaterial.

Caminhada Material.

Agi por um ideal e acordo de um sonho gerado por esse ideal fazendo-me novamente tentar sonhar com um novo ideal.

Um novo ideal...

Um ideal para que eu pudesse esquecer até que fui um Anjo Elevado.

Esquecer toda a minha Existência Eterna...

Pad tem razão, eu sou um tolo.

Mas, qual ser não é tolo ao acordar de seu sonho e ver que nele havia mais esperança do que ao despertar finalmente dele?

quarta-feira, outubro 25, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte IX


Nova Imagem se faz em mim neste ondular diferente das Ondas Do Grande Mar. Nova Imagem de todo o meu crepuscular momento de agora. Nova Imagem, que graças a Pad é A Imagem Do Meu Despertar. Algo se faz de novo aqui em meu pensar. Algo que durante cinquenta mil anos acreditei ser A Estrela Do Meu Alvorecer. Estrela... Estrela Do Meu Alvorecer... Começo a pensar sobre o que Pad ergueu ao novamente dialogarmos após tanto tempo que Ela manteve-se de longe, apenas a observar-me. Estrela Do Meu Alvorecer... Está tudo mais claro agora neste meu inominável novo parecer acerca do meu Obscurecimento Espiritual. A Grande Serpente Material eu enrosquei em meu Ser, acostumei-me ao Obscurecer Existencial De Todas As Coisas Materiais. As Pequenas Serpentes dos meus devaneios e momentos egoísticos de solidões tempestuosas fizeram-me crer no inominável ideal de um reencontro que mais não passa de uma vontade que mais me danificou do que auxiliou. Amar Lydyan foi uma experiência do meu Ontem Antigo... Amar Lydyan faz parte do Ontem Antigo... O egoísmo me manteve Caminhante até agora, pelo egoísmo, apenas pensando em mim, eu a elevei a um ideal que jamais alcançarei. Pad isso me faz Ver. Pad isso, nesta inominável praia, me faz Revelar. Meu egoístico mar me aprofundou em imenso inominável ondular de serpentes a morderem-me em meu pensar apenas em mim mesmo e em um ideal inalcançável.

- Pad, vistes quanto do meu ideal inalcançável acumulei em meus Trapos que vós carregas?
- Teu ideal amoroso materialista superou te ideal amoroso espiritual. Tua carne ama Lydyan. O que tua Alma Caída ama?
- Ao Ideal Do Reencontro... Ideal de novos beijos... Que sempre são os mesmos beijos entre todos aqueles que se reencontram... Ideal de novos abraços... Que sempre são os mesmos abraços entre todos aqueles que se reencontram... Ideal de um ideal amoroso egoísta meu...
- Percebes agora que tu Caminhastes Entre Tuas Próprias Ilusões. Por isso indago-te novamente: tu amas Lydyan?
- Não amo Lydyan. Amo a um ideal. Amo ao meu ideal. Caí porque queria experimentar os Fatos Materiais Das Essências Baixas, em busca de conhecer algo diferente do que Há no Alto.
- Teu Amor por ela no Ontem Novo vosso foi mentiroso e falso, Asin?
- Não foi, eu a amei e eternamente me recordarei deste amor. Amor que foi Verdadeiro Amor Verdadeiro. Devo saber que agora ela vive outra existência, vive uma existência em outros campos de permanência de seu Eu Eterno. Este Eu Eterno eu idealizei, aquela que hoje Lydyan é não é a Lydyan que eu amei. Minha Caminhada estava errada, toda ela. Por isso, Ele e Eles me retiraram do Caminhar dela, que mesmo tendo retornado à Terra por mim, não merece que eu a reencontre. Ela não me reconheceria, Pad, e nem eu a reconheceria... O Reencontro não vai ocorrer, agora que descobri o meu egoístico Estado Existencial, agora que a minha Cegueira esvaneceu-se nesta inominável praia, devo recuperar a minha Inominável Luz. Não para Retornar Ao Alto, mas para aliviar a Dor de todos os humanos sofredores. Por estes passei, não tive piedade e nem agi indiferentemente, apenas os deixei em suas Linhas Existenciais Cármicas. Nosso Pai Em Sopro, Pad, guiou-me até esta inominável praia para que eu mesmo reconhecesse que segui durante cinquenta mil anos um ideal efêmero.
- O que fazer agora, Asin, para tu te ergueres desta inominável areia e partir em busca da tua Inominável Luz Que Deve Se Erguer Nos Inomináveis E Nomináveis Horizontes Do Baixo?

Erguer-me daqui...

Erguer-me...

Erguer-me desta inominável areia...

Somente Caminhei durante cinquenta mil anos para vir parar aqui e descobrir-me em Ilusão, na Deusa Ilusão. Seguia um ideal e não uma mulher. Seguia um sonho e não uma realidade. As mentiras pelas quais os Anjos Caídos caminham são mentiras realizadoras de infinitas buscas inférteis. Tornei-me egoísta por causa de um ideal... Dei Vôos, Inomináveis Vôos, em direção ao cair dos muros da mentira na qual eu acreditei ser uma Verdadeira Verdade... Amar ou não Lydyan, agora, não faz diferença diante de mais uma Queda minha... Sonho findado... Sonho findado... Sonho findado...

Nas praias do meu recanto,
Meu maravilhoso solitário
Recanto,
As borboletas pousam alegres
Sobre os meus ombros
E as trombetas
Da Deusa Paz
Ressoam no ritmar
De muitos cânticos.
Meu recanto é lindo,
Lá eu tenho das auroras
A Luz Eterna
Que me afaga materna,
Luz Eterna
Que me consola nas férias
Por mim tiradas
De mim mesmo
Quando terminam as horas
Das minhas fossas abertas
Em meus terrenos.
Meu recanto possui
A trilha das bossas
Consoladoras,
Os violões voam,
Os cantores sorriem,
Os ouvintes aplaudem,
Eu voo,
Eu sorrio,
Eu aplaudo...
Meu recanto mágico
É sonho,
Um sonho,
O meu último sonho,
O meu último sonho...

A inominável praia ouviu estes meus versos.

A inominável areia ouviu estes meus versos.

Pad, a sorrir e rasgar os meus Trapos em seu corpo, ouviu os meus versos.

Meu Pai Em Sopro ouviu os meus versos.

Meus Mestres Inomináveis ouviram os meus versos.

Buscava um sonho perdido amado.

O sonho que me faz Cair.

Mas, adorei Cair amando tal sonho.

O nome dela agora vai de meus lábios se apagar.

Que nome devo agora dizer à minha Nova Queda para poder daqui desta inominável areia me erguer?

Nomes de sonhos, nunca mais.

Nome do sonho que busquei, nunca mais.

Minha Inominável Luz Perdida pedia para que eu Caminhasse a fim de buscá-la.

Minha Inominável Luz que, encontrada, doarei a todos que inominavelmente tocarei para auxiliar.

Não quero Elevar-Me.

Quero, no Baixo, auxiliar no Elevar-Se Dos Que Caídos Choram, Anjos Caídos e humanos Caídos, Anjos Que Caem e humanos que Caem, Anjos Que Cairão e humanos que Cairão.

Antes, a força para daqui desta inomin
ável praia, sentado nesta inominável areia, erguer-me...




terça-feira, outubro 24, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte VIII


Os sonhos dos seres humanos quando adormecem devem ser belos. Os sonhos dos seres humanos, os sonhos que são viagens pelos Vales Do Éter, são as Mensagens Do Criador aos Seus Seres Moldados Em Seu Útero. Anjos não sonham. Anjos Elevados não sonham. Anjos Caídos não sonham. Anjos, Os Elevados e Os Caídos, não adormecem, seja na inominável areia de uma inominável praia como esta, seja em inominável barro de inominável rua sem asfalto, seja em inominável neve de inominável montanha de região gélida. Adormecer, Adormecer No Grande Despertar Cósmico Do Relógio Inexorável Do Tempo, seria como apagar-se da Existência Eterna e integrar-se ao Verdadeiro Nada Verdadeiro. Adormecer em leitos de vida ou em leitos de morte não é da Senda Angélica Elevada Dos Anjos Elevados e nem da Senda Angélica Quedante Dos Anjos Caídos. Anjos Estão Despertos No Despertar Grandioso Das Grandezas De Todas As Esferas. Assim como não sonhamos quando Elevados, não temos pesadelos quando Caídos. Nossos Olhos Estão Abertos Para Toda Abertura Em Todas As Coisas. Os Olhos Elevados, Os Olhos Caídos, igualmente Vêem Todo Despertar. Meus Olhos Caídos Vêem a minha falta de Luz Maior, Inominável Luz Maior. Desperto, eu me tenho em uma Realidade Caída de inomináveis realidades minhas. Sou prisioneiro desse Despertar meu. Sou areia, inominável areia prisioneira de uma inominável praia distante de toda multidão de águas mais acalentadoras e calorosas.

- Acalentar e consolar os corações humanos, Pad, seria tarefa de grandiosa integração para com as Metas Do Alto. Vi Anjos Caídos, com mais Luz do que eu, dando-se a tal tarefa. O desejo desses nossos Irmãos Caídos é o do Retorno Ao Alto. Os que querem Retornar Ao Alto, Pad, servem-se de tal tarefa. Não chorei pelo choro humano, Pad. Não sofri pelo sofrimento humano, Pad. Minhas lágrimas todas foram para Lydyan. Meu sofrimento todo foi para Lydyan. Meu desespero todo é por Lydyan...
- O que vês, Asin, quando as ondas desse inominável mar à nossa frente bate nas inomináveis areias desta praia?
- As inomináveis areias recebem todo o beijo das águas.
- Os Anjos Caídos dos quais fala receberam dos humanos O Beijo Do Amor Verdadeiro. As orações de auxílio dirigidas ao Nosso Pai Em Sopro em prol dos humanos fizeram-nos amados pelos humanos. Muitos humanos crêem nos Anjos Elevados e nos Anjos Caídos. O mais desesperado dos humanos, o mais sofredor dos humanos, faz no silêncio de seu leito frio um silencioso pedido de auxílio, sincero, ao Nosso Pai Em Sopro. Anjos Elevados como nós fomos, Asin, atendem-no. Às vezes, Anjos Caídos como nós somos, Asin, atendem-no. Os humanos são as ondas de um mar de dores de muitos nomes e muitos sobrenomes. Os Anjos, Os Elevados e Os Caídos, são inomináveis areias que precisam do Amor que muitos seres humanos a eles dirigem. Estivemos a passar por sofredores humanos que pediam uma Mão Maior para erguê-los e tu te negastes a ergueres a tua, Asin.
- Sabeis bem que as minhas e as vossas Mãos já não são Maiores, Pad.
- Mesmo Menores, as Mãos Dos Anjos Caídos São Mãos Que Velam E Valem Pelo Vale Da Caridade Denominado Vale Dos Verdadeiros Seres Da Verdadeira Verdade. Amar aos sofredores humanos faz Daqueles nossos Irmãos Caídos muito mais do que Anjos Elevados, pois Estes não se situam permanentemente na Matéria e Aqueles, mesmo diante das vibrações e outros chamados materiais, se dignificam esquecendo-os e auxiliam aos que choram. Eles amam os que auxiliam, admiram os que auxiliam, choram pelos que auxiliam. Possuem, alguns, amores carnais que se foram eternamente da Terra, retornaram ou ainda surgirão em Suas Novas Caminhadas. Diferentemente de vós, Asin, Eles não se concentram em apenas um Ser Material. Todos que derramam uma lágrima são-lhes dignos do Amor Verdadeiro que Eles possuem, o qual é uma variação do Amor Celestial, materializado. Não Retornarão Ao Alto neste aeon. Não Retornarão Ao Alto em muitos aeons à frente, inumeráveis. Mesmo sabendo que aqui continuarão Caminhando e enxugando lágrimas humanas, Eles se alegram quando um daqueles aos quais auxiliou sobe O Primeiro Degrau De Uma Das Infinitas Escadas Da Ascensão Existencial Até O Alto. Eles se alegram quando um ser humano pode se tornar um Anjo e subir Aqueles Outros Degraus Até O Nosso Pai Em Sopro.
- Meus pés estão sujos demais, eu não quero Retornar.
- Eu também não quero Retornar, Asin. Somos agora Filhos Da Matéria. Somos lobos materiais devorando as nossas próprias carnes que no Ontem Angélico Lá No Alto foram Carnes Imateriais.
- Eu a tornei isso...
- Nós, Asin, nos tornamos isso. Tu, com o vosso egoísmo. Eu, com as minhas lágrimas.
- Ficarei aqui agora... Não mereço mais a Lydyan...
- Tu a mereces, Asin.
- Tu mesma questionou-me sobre o meu Amor por ela, Pad. Por que me dizes isso agora?
- Vosso Amor serviu-lhe para demonstrar-te que tu nunca fostes um Verdadeiro Filho Do Alto. A minha Queda junto convosco serviu-me para demonstrar-me que eu nunca fui uma Verdadeira Filha Do Alto. Tu não procuras Retornar. Eu não procuro Retornar. Vosso Amor e todas as agruras que durante cinquenta mil anos tu sofrestes e que nestes trapos que carrego estão, Asin, tornaram-te um Filho Do Baixo. Com os Vossos Trapos, eu me tornei uma Filha Do Baixo. Lydyan retornou para o Baixo quando se preparava para subir O Sétimo Degrau Da Escada Dos Deuses Até O Nosso Pai Em Sopro. Ela, por ti, Asin, retornou ao Planeta Terra, uma das Esferas Baixas mais atrasadas. Isso é Amor Verdadeiro, eu reconheço. Mas, tu, Asin, reconheces também o vosso erro em não ter estendido suas Asas e Mãos para os sofredores humanos. Não adiantará ficar aqui nesta inominável praia eternamente sentado. Não adiantará Caminhar mais à procura de Lydyan enquanto o Vosso Olhar apenas em Lydyan estiver. Não sou vossa amiga, como lhe disse. Não sou vossa inimiga, como lhe disse. Não voltarei a ser vossa amiga, como lhe disse. No entanto, eu lhe conduzirei ao estender de Vossas Asas e Mãos na direção dos humanos sofredores. Tu te purificarás do vosso egoísmo agindo assim, Asin. Tu, purificado, poderás, então, continuar a procurar a tua Lydyan. Tu, purificado, isento de toda mancha de erro existencial, poderás beijar a tua Lydyan.
- Por isso, Ele e Eles não me permitem ainda reencontrá-la...
- Ele e Eles dão também Provas E Libações aos que Caem. Vosso egoísmo foi uma Prova. Vossa purificação será uma Libação.
- A Libação em prol da Humanidade pela qual eu me ceguei, A Humanidade Sofredora, A Humanidade Dos Sofredores Humanos.

As ondas do inominável mar mais fortes...

Fortes estão elas...

A inominável areia sobre a qual estou sentado mais inominável...

Inominável mais ela está...

Pad está revelando-me o que meus Olhos não queriam revelar-me...

Ou eu disso tudo já sabia e me enganei acreditando inominavelmente não saber?

Fortes ondas...

Areia mais inominável areia...

Meu Pai Em Sopro, esta inominável praia revela-me em um eterno fosso!

O fosso no qual arrastei comigo Pad!

Purificar-me...

Posso purificar-me...

Mas, de onde retirar a força para desta inominável areia erguer-me?

De onde retirar a razão para desta inominável areia desprender-me?

segunda-feira, outubro 23, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte VII


Pad questionou o meu amor por Lydyan. Questionaria eu agora se Pad... Não, Pad carnalmente jamais chegou a amar-me, mas espiritualmente Ela me amava. Amava no Alto. Hoje, neste Hoje, não sei nem chegar perto do dizer, do afirmar, que Pad ainda me ame espiritualmente. Não é o sentimento humano do ciúme que a fez questionar se eu, amando Lydyan, não estaria me enganando no sentir deste mesmo amor. Pad me conhece e sabe que eu, verdadeiramente, amo Lydyan, amo Lydyan, mas... Com a eternidade desse Amor Eterno Verdadeiro em mim, eu não tive a vontade de auxiliar aos humanos sofredores... Luz! Será Que A Luz A Erguer-Se Soberana Em Meu Ser No Alto Foi Abandonada A Cada Queda De Minha Queda No Ontem? Será Que A Luz A Erguer-Me Soberano De Esferas Altas Minhas No Alto Ser Meu É Esquecida Por Mim Neste Meu Hoje? Posso dizer que verdadeiramente amo Lydyan... Mas... Meu Pai Em Sopro, acho que Tu és A Única Luz que eu ainda possuo! Errei ao apenas pensar em minha Dor Eterna? Errei ao apenas pensar nas minhas Trevas Internas e negar a tentativa de apaziguamento das Trevas Internas de indivíduos humanos em trevas das Trevas Exteriores? A resposta posso saber em mim... A resposta sei em mim...

- Pad, não fui extremamente cego aos sofredores humanos. Ouvi as lamúrias, ao longe, de mães a chorarem por suas crianças em massacres de guerras atingidas. Ouvi os pedidos de clemência divina ao Nosso Pai Em Sopro de perseguidos por todos os perigos, trapaças e abismos do mundo terrestre a ser sempre um abrigo de covas infinitas encontráveis pelos propensos a nelas cairem. Ouvi os gemidos dos moribundos nas mãos dos violentos. Ouvi os violentos arrependidos ao fim de suas existências pedindo de dolorosa forma pela piedade divina de Nosso Pai Em Sopro. Ouvi os gritos dos torturados em porões gélidos e celas ferventes de ódio intenso. Ouvi as vítimas da Segunda Guerra Mundial, as vítimas maiores, os judeus, em suas agonias nos campos de concentração. Ouvi Adolf Hitler, após desencarnar, gritar arrependido de todos os seus crimes, sendo perseguido pela multidão numerosa de espíritos que ele massacrou com o seu ódio no Vale Do Sangue Derramado Pelas Terras Do Baixo. Inominavelmente, Pad, vós sabeis, eu estive, nós estivemos, ao lado do Anjo Caído Do Sofrimento, Araz Re Un Ho De Ro, a percorrermos todos os lares sofredores, a estarmos ao lado de todos os sofredores, a ouvirmos as palavras sofridas de pedidos de auxílio. Araz, com A Luz Do Sofrimento, Luz Nascida Quando Da Queda Dele, muito antes da minha a arrastar-te, ao lado de sua Companheira, Lanu Bo Dy Re Uk Ko, O Anjo Caído A Segurar Nas Mãos De Todos Os Sofredores, auxiliou como pôde aos sofredores, sem jamais pegá-los pelos braços e erguê-los. Não se dá aos humanos O Sofrimento para que este seja uma desculpa para todos eles clamarem pelo auxílio dos Seres Do Alto. Os Anjos E Os Acima Dos Anjos Não São Servos Dos Seres Humanos Pelas Esferas.
- Compreendo A Lei Do Sofrimento, Asin, através, e acima de tudo, sentindo o nosso Sofrimento Eterno. Porém, sinto mais o vosso do que o meu, pois já em mim o sentir de algo eternamente se perdeu. Sofrer Para Verdadeiramente Viver. Sofrer Para Verdadeiramente Ser. Sofrer Para Verdadeirmente Permanecer Existente Pelas Esferas Baixas. Sofrer Para Verdadeiramente Compreender O Estar No Baixo. Sofrer: O Alto Caminho De Escadas De Lágrimas A Guiarem Até A Escada Que Apresenta No Topo A Mão Do Nosso Pai Em Sopro. Os humanos incompreendem O Sofrimento e suas existências efêmeras, apesar de suas Almas Eternas, não reconheceriam mesmo O Sofrimento Elevante Doado Pelo Kosmos Aos Que Querem Subir A Escada. Seja A Escada De Jacó, seja A Escada Do Templo Interior, seja A Escada Do Sol, seja A escada Da Lua, ainda não está ao conhecimento dos humanos desta geração atual o que de elevado advém do Sofrimento. Asin, Os Anjos Nascem Para Mostrarem Aos Humanos O Primeiro Degrau Das Escadas Possíveis De Serem Por Eles Conhecidas Em Essência. Se não existissem Seres Superiores como os Anjos, mesmo os Caídos, os Seres Inferiores, os menores...
- Pad, tu estás a falar como os preconceituosos da esfera terrestre.
- Como eu falaria, Asin, estando em um mundo lotado de seres de tal estirpe?
- Tu desprezas a Humanidade.
- Os humanos conhecedores da fraqueza da Essência Humana, Asin, sabem amar a Humanidade?
- Tu desprezas a Humanidade, Pad?
- Desprezo é um nome desconhecido para quem carrega em si trapos. Desprezo é sentimento indigno de trapos. Nada desprezo, nem a ti, Asin, o culpado por eu estar a Caminhar na Terra. Mesmo que aqui nesta praia nós dois venhamos a nos entender, jamais voltarei a ver-te como amigo.
- Tu desprezas a Humanidade, Pad?
- Responderias a tua Lydyan se ela te perguntasse se realmente a amas, Asin?
- Responderias que eu a amo.
- Respondo-te, Asin, que eu me tornei mais humana do que tu. Somos imortais, fomos Anjos Elevados, Carregamos Nas Mãos Os Berços Eternos Dos Sóis, Das Luas, Dos Planetas, Das Estrelas E Do Kosmos Para Que A Grande Criança Jamais Ficasse Desamparada. Somos imortais, não somos humanos, mas adquirimos o peso de ser humano alimentando-nos do ar respirado pelos humanos. Tu gostas dos humanos. Eu amo os humanos. Tu admiras os humanos. Eu admito os humanos. Tu ouvistos os lamentos dos sofredores humanos. Eu chorei junto com todos os sofredores humanos e tu, Asin, a isto não vistes porque a tua Lydyan é a única que vês. Os Anjos Caídos De Trapos São Também Anjos Caídos Do Sofrimento. Tu não vês em mim os sofrimentos humanos que carrego em meus trapos, vês apenas os vossos. Como podes amar apenas a uma criatura e às demais eternamente cego fingir que não existem, Asin?

As revelações nesta inominável praia são-me nefastas.

As revelações são-me batalhas que perco.

Como guerras infinitas que não vencerei, Pad revela-me.

Revela-me como jamais pude revelar-me durante cinquenta mil anos.

Eu voava pelos meus inomináveis horizontes.

Eu voava pelos meus inomináveis horizontes de solidões egoísticas.

Eu voava...

Voava cego...

Minhas asas em vôos cegos...

Eu em vôos cegos...

Eu deveria ter meditado nesta inominável praia antes de iniciar minha eremita andança pela Terra.

Sentado nela agora, reencontro-me.

Pad guia o meu reencontrar-me.

Dos abismos do meu Sofrimento Eterno não vi o Sofrimento Eterno Dos Sofredores Humanos.

E dos abismos que em mim eu ergui acima de meu Sofrimento Eterno...

Temo que outros abismos me façam mais Caído em Quedas que desconheço ainda.

domingo, outubro 22, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte VI


As Ondas Do Grande Mar, O Grande Mar Cósmico, eu e Pad estamos aqui a observar desta inominável praia. As Ondas acumulam Os Textos Das Eras Cósmicas. As Ondas são as Eras Cósmicas. Aos nosso olhos imortais de imortais na Matéria, as Ondas são mais distantes. Eu e Pad nadamos Nelas em tempos que não eram ainda contados pelo Relógio Inexorável Do Tempo. Tempos Não-Contados Pelo Relógio Inexorável Do Tempo. Tempos De Tempos Inomináveis. Inomináveis Tempos Onde Bebíamos Das Águas Do Grande Mar Em Nossas Vestimentas Espirituais. Hoje, neste Hoje Caído, bebemos licores de amargas inomináveis águas da Água Inominável Da Perdição Existencial. Quem bebe de suas perdições torna-se lençol de inomináveis águas de infinitas outras perdições. Que bebidas a mais se pode ter para saborear quando se Cai? Que bebidas menos próprias aos que Caem do que todas as mais infinitas bebidas amargas de inomináveis águas do Nomeável Mar Material? Que bebidas poderíamos, nós, na Queda, em Queda, pela Queda, bebermos nas mesas dos bares de nossos sofrimentos?

- Os bares do egoísmo nos quais eu estou, Pad, são bem freqüentados. Bebo de mim mesmo, bebo das minhas dores, das minhas angústias. Bêbado Caído, pareço-me com a nossa Irmã Caída Zaah Hu As De Un Ju, O Anjo Caído Dos Bares Humanos.
- Uma dos muitos Anjos Caídos Dos Bares Humanos Que Eternamente Vivem A Beber De Suas Dores Em Trapos Líquidos. Eles são sinceros na Bebedeira Eterna, muito mais do que tu fostes, Asin, em vossa Cegueira Eterna.
- Minha Cegueira finda-se nesta inominável praia, Pad. Cegueira de mortais imortais inomináveis centelhas. Cegueira de mortais imortais inomináveis incertezas. Cegueira de mortais imortais correntezas. Cegueira de mortais imortais monumentos. Construí torres com o meu egoísmo, pensando em Lydyan, unicamente em Lydyan e não vendo aos transeuntes a mais perdidos pelos caminhos terrestres, transeuntes humanos sofredores mais do que os Anjos Caídos. Eu pedia apenas a mim mesmo os copos nos quais eu bebia de minha própria inominável amarga bebida de dores e de lágrimas. Amarga bebida caindo das minhas Caídas Bebidas...
- Tu te esquecestes de como os Anjos Elevados agiam, como eu me esqueci por tua causa. Zaah bebe porque nela reside a vontade de Retorno, O Retorno Ao Alto. Os nossos encontros com ela sempre foram dolorosos para nós quatro. Incluo Aquele que seria o Companheiro dela, Noau Sa Er Ty Be Ro. Tu bebes de vosso egoísmo, Asin. Zaah, que foi um dos Anjos Diurnos Da Eterna Virtude Existencial Da Inexorável Senda De Todas As Virtudes, um dos Anjos Da Virtude, bebe das próprias lágrimas e trapos dela. Vós sois bem diferentes, diferentes como todas as Quedas. Nem Todos Os Anjos Caídos Caem Através Dos Mesmos Caminhos Quedantes E Nem Todos Os Caminhos Quedantes São Os Caminhos Eternos De Uma Queda. Zaah Cai Em Si Mesma, O Anjo Bêbado se faz de uma Queda que nada possui com a Queda que a Precipitou à Matéria. Ela não pode auxiliar aos sofredores humanos assim, mas tu, Asin, tu te recusastes a estender as mãos e a abrir as asas para muitos desesperados e perdidos humanos.
- Pensava eu que modificar a trajetória humana seria destruir os Desígnios de Nosso Pai Em Sopro para cada humano quedante mais do que nós que nos encontramos pelas estradas terrestres...
- Auxiliar crianças famintas não lhe faria destruir nenhum Desígnio, Asin.
- Os sofrimentos são necessários...
- Mas, os auxílios são aliviadores maiores de todos os sofrimentos.
- Auxílios... Nem todos os Anjos, Elevados ou Caídos, podem auxiliar aos humanos de todas as Esferas, Cada Um Deve Caminhar Em Suas Próprias Determinadas Sendas Sem A Condução De Forças Maiores Externas A Tais Sendas.
- O Papel Eterno Dos Anjos Elevados É Estender Todas As Mãos A Todos Os Seres Materiais. Mesmo que as Mãos Dos Anjos recebam cuspes e vômitos de desprezo por parte daqueles aos quais amparam, os Anjos Elevados ainda assim continuam a auxiliar aos que praticam tais atos de desprezo. Anjos Caídos há que auxiliam aos humanos, seja por interesse total ou por desinteresse puro. Vós me acusastes de ter-me esquecido do que é O Amor Verdadeiro, da Dourada Senda Angélica na qual eu Caminhava e de todas as Maravilhas que como Anjo Dourado eu realizava. Me esqueci, Asin, do que é ser Elevada, mas as Leis Do Alto, As Leis Inexoráveis Da Vontade De Nosso Pai Em Sopro, estão em mim ainda e estão em ti ainda. Vosso egoísmo imenso lhe cega até para isto, que é a única coisa que ainda do Alto possuimos: O Conhecimento Das Leis Do Alto A Se Automanifestarem Em Todas As Manifestações Do Baixo. Como podes amar a tua Lydyan se tu te negastes a auxiliar humanos quedantes em caminhos quedantes delees próprios? Não digo auxílio total e nem auxílio parcial, digo O Auxílio, O Inominável Amparo Que Excede E Antecede Qualquer Noção Aproximável De Uma Noção. Perdemos nossas Celestes Bebidas, Asin, mas poderíamos ter bebido, juntos, de inomináveis bebidas que ocultam-se nos pequenos atos do Auxílio.
- Tu falas de Leis, Inomináveis Leis, que há cinquenta mil anos eu rejeitei e há cinquenta mil anos nem me vem ao imortal pensamento citar...
- Leis da vossa antiga Categoria Angélica, a dos Inomináveis. Tu te autodenominas um Anjo Noturno Inominável, mas nem na Noite tu possuis um Não-Nome e nem O Inominável Ser que tu eras se manifesta na Matéria. Tu és um bêbado em vosso amor egoísta, Asin. Tu és um bêbado que me obriga a beber de vosso egoísmo nestes trapos que encobrem este meu corpo material que antes de tua Queda jamais manchou-se com as Lamas Materiais. Tu bebes, Asin, demais das vossas próprias Verdades Em Queda. Bêbado Eterno, não vês que o vosso inominável delírio concentra-te em Bêbadas Quedas Por Inomináveis Bares De Verdadeiros Inomináveis Vazios?

Bebo da água das minhas cinzas.

Bebo da água dos meus trapos.

Licor envenenado pelas minhas cinzas.

Licor envenenado pelos meus trapos.

Pad está a oferecer-me indesejáveis bebidas...

Lydyan, Lydyan, Lydyan, como eternamente errei!

Lydyan, como eternamente errei em ser um egoísta imortal!

Lydyan, tu és o centro da minha Inominável Criação, mas...

Mas...

Vi sofredores cadavericamente a cair em meu redor e me neguei a ser-lhes um consolador maior...



Meditações Em Inominável Praia - Parte V


Sentada perto de mim, Pad, finalmente, perto de mim após cinquenta mil anos. Assim, Pad parece-me a encontrada sombra minha nas sombras todas de minha Caminhada Terrestre. Nós dois, na Matéria, ouvimos A Canção Dos Caídos, Aquela Canção Perdida De Todos Os Perdidos Cantores A Estarem Pelas Esferas Caídos. Nós dois, eu e Pad, percorremos as sombras, as Filhas Das Sombras Eternas Da Criação, As Sombras Eternas Que Encobrem Mais Aos Anjos Caídos. Caídos em nós mesmos, Caídos por nós mesmos, Caídos... Pad não era para ser um dos Caídos e tão próxima de mim agora, tão próxima revestida com os trapos que são os trapos d'alma minha, mais nas Sombras me encarcera... Os trapos me encarceram a Pad... Os trapos encarceram Pad a mim... Os trapos nos encareceram nas Sombras...

- Encarcerar-se nas Sombras, Asin, é a Trilha Eterna Dos Seres Materiais Que Querem Os Cárceres Das Sombras Em Si. Quanto mais nós, que fomos da Imaterialidade, Caminhamos Caídos na Matéria, mais as Sombras nos atraem. Por tua culpa, eu, que Sorria O Sorriso De Todas As Esferas Caí. Por tua culpa, eu, que Amava Todos Os Amores Verdadeiros Do Alto E Do Baixo, não sei mais amar nem ao brilho do sol a iluminar a Terra na qual Caminhamos Caídos. Os Crimes Dos Anjos Caídos São Livros Puros De Cinzentas Verdades Encarcerantes Mais Do Que As Sombras Eternas. Vosso Crime, Asin, em mim obteve resultados, Resultados Eternos, deixei de ser um Brilhante Anjo Dourado e agora sou este Sombrio Anjo Caído De Trapos. Tu sabias que a tua Lydyan não viveria eternamente, a Magia que ela utilizava limitada é pelos Ares Materiais. Tu sabias disto, Asin, mas resolvestes Cair e contigo arrastar-me.
- Escolhi Lydyan por que A Liberdade...
- A Liberdade Angélica, A Liberdade Celeste, A Liberdade Cósmica, enfim, A Face Da Liberdade Que É Uma Das Faces Do Nosso Pai Em Sopro nada possui de próximo à vossa Queda, Asin. A Face Da Liberdade Criadora nada possui de próximo às Quedas Angélicas, Anjos Caídos Usaram De Suas Liberdades Interiores Que Nada Mais São do Que A Arrogância Nascida Da Matéria A Ser Elevada À Imaterialidade. Tu e todos os que Caíram invejaram aos Seres Materiais. Estes, senhores de suas próprias Caminhadas, escolhem ou as Luzes ou as Trevas para Caminharem Eternamente. Nós, que já fomos Anjos Elevados Nascidos Diretamente Do Útero De Nosso Pai Em Sopro, não possuimos O Caminho Da Escolha e, por isso mesmo, a nossa Evolução Completa nos posicionava Nele. Porém, os que Caíram, como tu, Asin, queriam mais do que Eternamente Ficarem Integrados Ao Nosso Pai Em Sopro. Os Seres Materiais podem amar e odiar nas mesmas proporções. Os Seres Materiais podem construir e destruir nas mesmas proporções. Os Seres Materiais podem ir e vir de todos os horizontes de suas liberdades interiores nas mesmas proporções. Os Seres Materiais podem mudar de Vestimentas Corpóreas de existência a existência, sempre a experimentarem cada vez mais novas sensações e aprendizados. Os Anjos Caídos almejaram, almejam e almejarão toda a liberdade interior dos Seres Materiais, assim como todas as condições proporcionadas por tal liberdade. Esta é egoísmo, egoísmo puro, pois faz com que valha mais o si mesmo do que O Imenso Nós Do Kosmos Em Nosso Pai. O egoísmo, Asin, o pensar apenas na própria liberdade e não na Liberdade Evolutiva Em Nosso Pai Em Sopro que cada vez mais celebraria todas as Glórias Do Alto, é, foi e será sempre o motivo de todas as Quedas Angelicais.
- Não foi o egoísmo, o mais bruto egoísmo, Pad, que levou-me a Cair. A Celebração Eterna Das Glórias Do Alto São Para Aqueles Que Se Integram Ao Celebrar Do Pai Em Sopro De Todos Nós Além Do Face A Face. A Face Dele Víamos, Pad, tão Gloriosa, tão Afirmadora De Todas As Coisas, tão Coroante De Todos Os Existires, e pensavámos que Toda Ela Era Tudo. Egoísmo não me levou a Cair, Pad, mas foi a falta da minha própria Glória, Afirmação E Coroa De Celebrações Ao Meu Existir Como Eu Mesmo E Não Como Ele. Ao conhecer Lydyan em praia como esta, ao ter Lydyan como aquela que me deu a certeza de que eu era realmente um Ser Existente e não absorvido no Nada Que Tudo É Do Nosso Pai Em Sopro, encontrei a minha Glória, a minha Afirmação e a minha Coroa, mesmo que Caídas. Essas minhas Glória, Afirmação e Coroa são-me mais válidas do que Eternamente Ficar A Ver A Face Criadora E Estar No Ser Criador. Não pensei em mim apenas quando Caí, Pad, em ti pensei, pois me acompanharias eternamente na Terra. Tu aprendestes o que aprendi, longe, jamais a aproximar-se. Tu, Pad, sabes dos ricos Aprendizados Eternos que a nós foram destinados nesta Nova Caminhada Eterna nossa. Tu aprendestes, mas te recusas a querer ver a tua Glória, a tua Afirmação, a tua Coroa.
- Glória De Trapos. Afirmação De Trapos. Coroa De Trapos. Os Vossos Trapos, Asin, em mim. Como eu vos disse, contaria-te a minha História Das Quedas, bem diferente da vossa História. Aprendi, Asin, que são os trapos As Verdadeiras Histórias Dos Anjos Caídos. Os acompanhantes de vós todos, Anjos Caídos, são Anjos Caídos De Trapos. Vós sabeis o porquê de sermos Anjos De Trapos. Vós, Anjos Caídos Que Arrastaram, Arrastam E Arrastarão A Todos Que Não Estão Na Senda Do Cair, todos como tu, Asin, receberam pelo vosso Crime de abandonarem Nosso Pai Em Sopro os trapos de vossas egoísticas sendas de libertação. O vosso Amor por Lydyan resultou nos trapos de vossa Dor Eterna que eu carrego. O vosso Amor pelos filhos que teve com Lydyan resultou nos trapos de Mais Dor Eterna que eu carrego. O vosso Amor pelos vossos amigos atlantes resultou nos trapos de Mais Ainda Dor Eterna que eu carrego. O vosso centralizar-se nestes trapos aqui que eu carrego, Trapos Da Vossa Dor Eterna, pesam-lhe existencialmente e cegaram-lhe para Verdades que eu aprendi, Verdades que vós não quereis ou não tens a vontade de observardes. Tu és egoísta, Tan A Tos correta disse-lhe isto e eu, correta, digo-lhe também. Diante de todas as mazelas humanas que nós assistimos, tu te mantivestes apenas a pensar em Lydyan. Vosso Segundo Crime, Asin, foi ter negado auxílio aos humanos sofredores, sofredores que, quando nós erámos Anjos Elevados, auxiliavámos. Não pude auxiliá-los por causa de ti, já que os vossos Trapos que eu carrego apenas obedecem ao vosso agir e não-agir. Aprendi contigo, Asin, a ser indiferente para com dores muito maiores do que a tua, a minha e a de todos os Anjos Caídos e seus Acompanhantes Eternos. Tu fostes meu mestre em trapos do que hoje sou, do que neste Hoje para o qual me arrastastes eu sou.

Pad correta estás.

Pad corrige-me em meu próprio trapo de cego.

Pad liberta as Verdades que neguei durante cinquenta mil anos.

A Queda tornou-me um Filho Da Matéria Em Todos Os Sentidos Contidos Em Ser Um Filho Da Matéria.

A Queda me fez um egoísta...

Não, eu como Anjo Elevado adquiri o vício material do egoísmo.

Antes de pensar em Lydyan, pensei em mim mesmo, em mim mesmo como Fora Do Meu Pai Em Sopro, livre para fazer tudo o que eu quiser.

Assim é com os Anjos Caídos.

Assim é, pois que maiores motivos haveriam para que Seres Imateriais Em Plenitude No Criador escolhessem Cair?

Cegueira minha deve findar-se.

Sou um egoísta.

Um imortal que foi um Anjo Elevado egoísta.

Um Anjo Caído egoísta como todos os Anjos Caídos.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte IV


Ela me acompanha desde que abandonei minha Condição Celeste. Ela, O Anjo Caído De Trapos, comigo caminhou desde que eu vivia em Atlântida. Ela viu a minha felicidade durante trezentos anos. Ela viu A Catástrofe, o meu choro ao perder Lydyan e os meus filhos, assim como os meus amigos atlantes. Ela acolheu, de longe, sempre, todas as gotas minhas de lágrimas perdidas. Ela recolheu, de longe, sempre, todas as dores altas em meu Ser Caído. Ela, longe de mim, sempre acompanhou-me, sempre observou-me, mas jamais dirigiu-me a palavra. Não posso aqui ficar a ignorá-la. Nesta praia, agora que pela primeira vez eu paro para meditar sobre a minha Caminhada Material, não posso ignorá-la. Não a ignorei durante cinquenta mil anos durante os quais eu perambulei pela Terra tendo a esperança de que cada criança nascida em cada cidade do mundo era Lydyan retornando. Enganado pelos meus momentos de angústia, com a minha Condição Espiritual Quedante, me enganei inúmeras vezes, como ainda continuo a enganar-me e a transitar perdido pela Terra à procura de Lydya, que realmente agora retornou.

Ela acolheu todos os meus erros e em seus trapos costurou tudo o que me torna ainda mais Caído. Ela recolheu minhas Quedas em seus trapos e bate as suas asas como para demonstrar-me que Cair Eternamente em um Cair De Todo Momento Quedante é o meu Eterno Caminhar Pela Esfera Terrestre. Ela nunca esteve assim próxima de mim, sentada na areia daqui, a olhar-me com inominável olhar. Esse Anjo De Trapos é a dor que tortura-me, a dor que afugenta de mim as esperanças quando para Ela olho, quando Nela fixo minha atenção. Mesmo sem Nela fixar-me, Ela jaz em meu atormentado Ser Caído, atormentado Ser Ainda Caindo. Na Celeste Alvura, Ela foi um dos Anjos Das Vestes Douradas Das Sagradas Anunciações. Quanto Brilho Celeste, quanta Celeste Alegria, quanta Beleza Celeste, quanta Celeste Harmonia, os meus Olhos Celestiais Nela Viam. Os Anjos Das Vestes Douradas trajam As Vestes Da Eternidade e são os Guardiões Das Verdades Do Amor Celestial Aos Seres Materiais Anunciadas. Ela foi um Anjo Diurno Em Brilhante Celeste Vestimenta e ao seu Luzidio Anunciar De Anunciações muitos dos Grandes Seres Materiais que ergueram civilizações inspirados pelo Amor Celestial, ao ouvi-La em seus Espíritos E Almas Eternos, subiram um Degrau da Grande Escada Evoluiva Ascensória Ao Alto.

Ela cantava Celestes Melodias com sua Vestimenta Vocal Celeste. Ela adormecia nos centros dos sóis amando cada partícula destes nas quais dispersava-se. Ela acalmava Tempestades Cósmicas com seu Olhar Celeste De Amor para com os Seres Tempestuosos Do Kosmos. Ela tecia Vestes Celestes, como todos os seus Irmãos Dourados, para todos os nossos Irmãos Angelicais. Hoje, hoje, hoje... Hoje, Ela veste trapos... Hoje, Ela possui um olhar desprovido de qualquer brilho... Hoje, não saem melodias de seus lábios... Hoje, Ela esqueceu o que é O Amor Celestial... Esse hoje é o Hoje Eterno, Hoje a durar cinquenta mil anos, um Hoje meu, um Hoje Dela. Ela é O Anjo Caído De Trapos por minha causa neste Hoje nosso. Ela era Aquela que Nosso Pai Em Sopro, ao Moldar Em Seu Útero Materno as nossas Vestimentas Celestes Manifestantes da nossa Celeste Individualidade, a mim destinara como Companheira Eterna. Todos os Anjos, como os humanos, possuem o seu Complemento Existencial. Com o Toque de nossas Vestimentas nós nos tornaríamos Um, Um Anjo Novo, Diurno E Noturno, Anjo que concederia o porvir de Novos Anjos do Útero Materno de Nosso Pai Em Sopro. Os Anjos Elevados Eternamente, que jamais Cairão, isso cumpriram para O Nascer De Novos Anjos. Os Anjos Caídos, não. Desequilíbrios Celestes Harmônicos na opção pelo Cair de um Anjo necessitam de um Reequilíbrio. Por isso, Aqueles Que Seriam Os Companheiros Eternos De Um Anjo Elevado Que Cai Por Livre Vontade Também Caem.

Ela, por causa dessa Lei Celeste, também comigo Caiu. Ela não pensava na Matéria como todo Anjo Que Caiu, Cairá E Cai pensa. Ela era da Pureza Celeste Dourada e no Hoje Quedante é Carregadora Dos Meus Trapos Existenciais. Equilíbrio assim se Faz no Alto e para O Alto. Anjos Inocentes Caem ao lado de Anjos Culpados. A Inocência dos primeiros se torna asas que impregnam-se dos vestígios mais grosseiros da Matéria e se torna A Culpa Eterna Dos Anjos Caídos A Caminhar Ao Seu Lado. Todos os Anjos Caídos possuem tal Culpa ao seu lado na forma de Inocentes Caídos como Ela...
- Eu medito sobre a vossa Culpa, Asin, aqui nestes trapos a revestirem-me.
Pad Mar Ia La Ha falou finalmente comigo após cinquenta mil anos de silêncio. Fomos amigos antes da minha Queda, lembro-me de Dançarmos Juntos Com As Rodas Cósmicas Das Altas Esferas ao lado de nossos Irmãos Angelicais Mais Felizes. Fomos amigos antes da Queda, que tornou-se a Queda também Dela.
- Não sou vossa amiga, não sou vossa inimiga, não sou vossa acompanhante. Sou a vossa Culpa, Asin, a vossa Tortura Eterna. Torturo-o com a minha Presença e contigo hoje falo, neste Hoje que não era para ser o meu Hoje, para narrar-lhe a minha História Da Vossa Queda. Perto de ti, à vossa frente, devo ficar para isso, sou vossa Culpa. Meditemos sobre a Vossa Culpa Que Eu Sou, Asin. Tu verás melhor os vossos trapos em mim.

Languidamente, Pad ergue-se e caminha em minha direção.

Agora ela caminha em minha direção após cinquenta mil anos sendo-me menos do que uma sombra.

Minha Culpa é Ela.

A Culpa Eterna por tê-la comigo arrastado para o Baixo, para a Matéria.

A Culpa Eterna por ter pensado apenas em mim durante cinquenta mil anos.

A Culpa Eterna por ter pensado apenas em mim por causa de Lydyan.

A Culpa Eterna por ter pensado apenas em Lydyan...

Cada trapo que reveste O Anjo Caído De Trapos é a materialização da minha Queda Eterna.

Cada trapo sou eu...

Cada trapo condena-me a mais Quedas.

Cada trapo é a dor minha de Anjo Noturno Inominável.

Ela não é nenhum daqueles trapos.

Pad reveste-se de trapos porque eu a arrastei para o grande eterno trapo que é o Baixo, que é a Matéria.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte III


Decisões aos meus próprios momentos como este de inteira solidão são-me necessários, momentos que a minha força pequena tentou mascarar. Sem a máscara de tal força, demonstro a mim mesmo a fraqueza grandiosa do meu Eu. Que fraqueza tamanha eu tenho com as minhas Asas Caídas... Arrancaria estas asas se continuasse perambulando ainda mais pela Terra, insanamente desesperado por Lydyan... Cinquenta mil anos de eremita existência imortal como imortal eternamente a ser imortal sofredor... Caminhei imortalmente demais, e toda a minha imortal dor por cada inominável e nominável, pelos humanos, horizonte terrestre, deixei neles como a marca eterna das minhas lágrimas angelicais caídas. Caminhei muito e jamais parei nesta praia para meditar sobre a minha Nova Trajetória Aqui No Baixo. Caminhei muito e jamais em qualquer praia eu me sentei em areias consoladoras para no Espelho Do Meu Eu exercer para mim uma História Caída. História Caída, a minha História Caída Sobre Os Anjos Caídos, Anjos Caídos como eu. Eu me neguei a parar e quis sempre continuar a buscar Lydyan por cada recanto deste planeta, pois eu a sentia, eu a sentia em cada nascer de um novo humano neste mundo. Hoje, a meditar nesta inominável areia, escrevo meu Livro Da História Caída Sobre Os Anjos Caídos. Livro Da Queda, escrito pelas minhas caídas penas. Livro Das Quedas, escrito pelas minhas caídas cenas. Livro Da Queda, escrito pela minha caída senda.

As proporções que As Quedas atingiram, atingem e atingirão não são desconhecidas aos que pelo menos em qualquer Esfera tenha uma noção, por menor que seja, de Faces Caóticas Dançantes No Kosmos. Houve Desarmonia Cósmica ao primeiro toque de um Anjo em um Ser Material de maneira intencionalmente carnal. São mentirosos os contos fantásticos que exaltam as maravilhas dos amores, ou não, entre Anjos e Seres Materiais. Para tocarem nos Seres Materiais, os Anjos tiveram que à Matéria submeter-se, Desceram Conscientemente Sabendo Que Cairiam, Caíram Conscientes De Que Jamais Deveriam Ter Descido. Matéria é uma Condição Existencial própria daqueles que ainda são materiais. Anjos como eu era, Nascidos Do Sopro, como eu nasci, não deveriam seduzir-se pelos Encantos Dos Abismos Materiais... Foi doce a minha Queda nos braços de Lydyan, mas a Dor Da Separação... A Separação Do Alto... A Alma Eterna Pura que eu tinha esvaneceu-se... Minha Alma Eterna que sobreviveu à minha Queda sobrevoou o meu próprio Alto enquanto com Lydyan eu vivi, enquanto com Lydyan eu tinha filhos... Sem ela, sem eles, minha Alma Eterna sobrevivente é inominável sombra eterna de lágrimas torrenciais caindo pelos campos dos mundos internos meus...

Anjos Caíram, Caem E Cairão Porque Seus Paraísos Naturais Não Lhes São Os Paraísos Ideais De Eterna Moradia De Infinitos Paraísos. John Milton narrou uma História Caída De Uma Grande Queda, A Precipitação De Lun Kin Fer. Em cada página de O Paraíso Perdido eu reconheci os Momentos Quedantes De Lun Ki Fer e Vi O Meu Momento Quedante, ainda, ainda, me fazendo Cair em inomináveis abismos... Dói estar no Baixo! Dói! Todos os Anjos Caídos são dolorosos imortais sem mais nada de Celeste que acham os seus Paraísos os Reinos Maiores Cósmicos De Todas As Maravilhas! Maravilhas! Maravilhas! O Kosmos Chorou À Precipitação De Lun Ki Fer! O Kosmos Chorou A Cada Queda Angelical No Ontem! O Kosmos Chora A Cada Queda Angelical No Hoje! O Kosmos Chorará A Cada Queda Angelical No Amanhã! Pelos livros que os meus olhos imortais percorreram em seus Inomináveis Sentidos, O Paraíso Perdido é o maior deles, é o Relato Correto De Cada Queda Que Ocorreu, Ocorre E Ocorrerá! A John Milton foi dada A Palavra Poética Das Verdades, Dádiva Dos Anjos Diurnos Das Escrituras Verdadeiras Cósmicas! Naquele livro, Livro Maior em minha Alma Eterna presente, há O Choro Eterno Cósmico!

Adeus, felizes campos, onde mora
Nunca interrupta paz, júbilo eterno!
Salve, perene horror! Inferno, salve!
Recebe o novo rei cujo intelecto
Mudar não podem tempos, nem lugares;
Nesse intelecto seu, todo ele existe;
Nesse intelecto seu, ele pode
Do Inferno Céu fazer, do Céu, Inferno.


Felizes Campos Do Alto Os Anjos Caídos deixaram!

Deixei Aqueles Campos!

Recebemos todo o horror que é estar no Baixo!

Mas, Lun Ki Fer não é O Maior Dos Anjos Caídos...

Não há O Maior Dos Anjos Caídos...

Todos os Anjos Caídos são iguais em Queda...

Todos os Anjos Caídos são Irmãos Em Queda...

Irmãos Em Queda, Irmãos Caídos...

Lun Ki Fer, meu Irmão Em Queda...

Lun Ki Fer, meu Irmão Caído...

Ele não se tornou O Adversário, O Tentador...

Todos Os Anjos Caídos Foram Adversários E Tentadores De Si Mesmos!

Infinitos Anjos Caíram por orgulho!

Infinitos Anjos Caíram por vontade de poder!

Infinitos Anjos Caíram pelos prazeres carnais!

Infinitos Anjos Caíram por Amor!

Eu Caí por Amor, Amor, Amor, à Lydyan, a qual fez do meu Inferno de ser do Baixo um Céu!

Poucos dos Anjos Caídos, meus Irmãos Angelicais, encontraram no Baixo um Céu...

Muitos encontraram, por causa do Conhecimento De Como Era Ser Do Alto, O Verdadeiro Inferno.

Humanos crêem em um Inferno povoado de Demônios e governado por Lun Ki Fer, chamado por eles de Satan, Lúcifer, Diabo, muitos outros nomes.

O Verdadeiro Inferno É O Inferno Interior.

Anjos Caídos Povoam E Governam Os Seus Próprios Infernos Verdadeiros.

Humanos também são assim quando Caem ou já nascem Caídos.

Sem Lydyan, meu Inferno Interior é alto...

Quem Pode Nesta Criação De Mais Quedas Do Que Ascensões Dizer-se Mais Seguro Apoiado Mansamente Nos Braços Do Pai Kosmos Que Em Todos Os Momentos E Não-Momentos Está Presente?

Nem o Meu Pai Em Sopro está seguro...

Mutável, Quedante, até Ele É...


quarta-feira, outubro 18, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte II


Eu queria ter um anjo
Para um momento de amor
Eu queria ter o seu anjo essa noite

Dentro de um dia de morte
Eu estive um passo fora
De um coração inocente
Prepare-se para me odiar
Essa noite vai machucá-lo como nenhuma antes
Velhos amores são difíceis de morrer
Velhas mentiras mais ainda

Eu queria ter um anjo
Para um momento de amor
Eu queria ter seu anjo,
Sua Virgem Maria desfeita
Estou apaixonada pelo meu desejo
De transformar asas de anjo em pó
Eu queria ter o seu anjo essa noite

Eu estou caindo tão frágil e cruel
O disfarce das bebidas muda todas as regras
Velhos amores são difíceis de morrer
Velhas mentiras mais ainda

Eu queria ter um anjo
Para um momento de amor
Eu quero ter seu anjo,
Sua Virgem Maria desfeita
Estou apaixonada pelo meu desejo
De transformar asas de anjo em pó
Eu queria ter o seu anjo essa noite

Última dança, primeiro beijo
Seu toque, minha felicidade
Beleza sempre vem acompanhada
De pensamentos sombrios

Eu queria ter um anjo
Para um momento de amor
Eu queria ter seu anjo,
Sua Virgem Maria desfeita
Estou apaixonada pelo meu desejo
De transformar asas de anjo em pó
Eu queria ter o seu anjo essa noite

Dia inominável se vai desde que ouvi essa música do Nightwish em um show inominável de um grande e sombrio local inominável. Eu Queria Ter Um Anjo... I Wish Had An Angel... Ou, como inominavelmente procedo em meu Inominável Caminhar, essa letra representa uma verdadeira interpretação do lado mais conhecido da História Da Queda Dos Anjos que ocorreu, que ocorre, que ainda ocorrerá. Em todas as Esferas, Meu Pai Em Sopro moldou à semelhança dos Anjos os homens e as mulheres de todas as Humanidades. Há apenas uma Humanidade e as várias diferenças físicas, as inumeráveis diferenças físicas são pequenos inescapáveis detalhes da Evolução De Todas As Criaturas. Humanos, como os Anjos, dotados foram pelo Princípio Masculino Da Força Evolutiva Da Criação e pelo Princípio Feminino Da Força Evolutiva Da Criação. O Feminino Ente Moldador, A Face Mãe Do Meu Pai Em Sopro, Que Antes De Ser Um Pai É A Mãe, diferentemente do que as civilizações humanas crêem, não é submissa ou está submetida ao domínio da Face Pai Do Meu Pai Em Sopro. A Mulher Moldada, A Precursora Sagrada De Todas As Coisas Moldadas Em Evolução Até O Retorno Ao Pai Que Também Mãe É, jamais deveria ter sido subestimada pelo Homem Moldado, o qual é lhe apenas participante do Moldar. Não há atritos, nas Moradas Ocultas Do Alto, entre os dois Princípios. Aqui no Baixo, as vaidades e as diferenças que inexistem entre os homens e as mulheres criaram o mito da inferioridade feminina conjuntamente com o mito da superioridade masculina.

A mulher ou homem, envoltos na Matéria, não foram os culpados por todas, algumas ou muitas das Quedas Angelicais, inúmeras ao meu Olhar no Ontem, no Hoje, no Amanhã. Os Anjos Filhos Da Face Pai com mulheres e com homens carnalmente uniram-se. Os Anjos Filhos Da Face Mãe com homens e com mulheres carnalmente uniram-se. Sei a origem disso, foi o ciúme dos Anjos por causa do fato dos seres humanos se perpetuarem que inspirou-lhes a, unindo-se aos Seres Materiais, gerarem filhos que ainda são conhecidos como Os Negados Pelas Luzes E Pelas Trevas. Além da procriação, houve o interesse também na experimentação da união entre Seres do mesmo Princípio. Iniciou-se com os Anjos Filhos Da Face Pai o amor de um homem por outro homem. Iniciou-se com os Anjos Filhos Da Face Mãe o amor de uma mulher por outra mulher. Monstros não foram gerados materialmente em nenhuma dessas uniões. Os filhos de Anjos com os Seres Materiais não são Deuses e nem Espíritos Elevados. Não possuem Moradas e nem encontram repouso em uma Esfera, vagam todos pelas Esferas apenas em contato com os seus Pais Anjos Caídos. Não evoluem. São negados pelo Meu Pai Em Sopro, o qual, por causa disso não é cruel e nem passa a ser bom como eu ouço os humanos chamarem-No. Ele é O Nada Manifestando-Se Em Infinitas Fontes De Poder E É Indefinível.

Os Anjos Caídos quiseram ser Todo, quiseram ser definíveis, quiseram ser senhores de suas Caminhadas. O prazer com a carne material substituiu neles o prazer com a Imensidão Celeste Da Carne Espiritual Ao Pai Unificada. Muitos deles apenas iniciaram e seguiram em suas Quedas os imensos céus e abismos dos prazeres carnais, do sexo puro, da procriação que ainda hoje ocorre, até mesmo neste mundo, entre Anjos Da Face Pai e mulheres, entre Anjos Da Face Mãe e homens. Poucos dos Anjos Caídos amam, amaram e amarão aqueles que escolhem em sua opção por do Alto Caírem.

Esta praia... Eu Queria Ter Um Anjo... I Wish Had An Angel... Vi Lydyan pela primeira vez em uma praia da perdida Atlântida, nua saindo do mar e eu sentado como agora estou, ainda sendo um Anjo à Terra recentemente chegado. A nudez daquela morena beleza disse-me muito mais do que as Eternas Belezas Do Alto... Inexplicável é para um humano mentalmente superior em muitas coisas além da simples Materialidade tentar encontrar um significado possível para que um Ser Elevado Naquele Que É O Pai De Todos Em Sopro pudesse ser guiado ao Baixo por meros impulsos materiais que não fazem parte de sua Natureza Celeste. Inexplicável é para mim até hoje tentar encontrar uma explicação para o significado daquela celeste visão do Baixo. A sensação foi inominável... Minhas asas caíram, a minha espada de Anjo Noturno, cuja Lâmina Celeste era capaz de dilacerar Tecidos Universais em infinitos minúsculos fragmentos, ergui tentando entender porque aquilo me atingia tanto... Lydyan, nua, naquela praia, saindo do mar, em minha direção, não temeu a minha espada erguida contra ela. Ela se aproximou com o sorriso que apenas as Verdadeiras Deusas possuem... Como, como, como, lembro-me daquele dia, O Dia Eterno De Minha Queda! Uma espada ocultada eu ergui para Lydyan e sobre as areias daquela atlante praia inominável nós nos amamos, nos amamos pela primeira das inúmeras vezes que naquela areia nos amamos. Era dia, mas uma Noite Inominável encobriu-nos e eu perdi a minha condição de Filho Do Alto. Naquela Noite Inominável, de inomináveis proporções, de inomináveis lembranças, como, como, como eu me senti nascer nos braços sedosos de Lydyan e em todo o corpo celeste de Lydyan que representou para mim naquele Dia, Dia Inominável Da Minha Ascensão Ao Amor Além Do Alto, E Até Além Dele, A Minha Verdadeira Mãe Em Face Verdadeira!

Mãe E Mulher, assim Lydyan para mim É.

Mãe por me dar à Luz De Seu Luzidio Existir.

Mulher por me envolver no Seio De Suas Sendas Feminis.

Minha Missão inicial na Terra era apenas observar o desenvolvimento da grandiosa Civilização Atlante.

Mas, eu Caí do Alto.

Abandonei toda Missão minha com o Meu Pai Em Sopro.

Ascendi na Matéria como Anjo Caído através da carne, como inúmeros de meus Irmãos Diurnos e Noturnos.

Mas, fui mais feliz na carne do que na Éterea Eternidade Das Altas Esferas Do alto!

Por Lydyan, minha amada Lydyan, e pelos filhos que tivemos quando eu não era mais do Alto, admiti Cair!

Amo mais do que a carne de Lydyan!

Amo O Alto Ser de Lydyan, que ao envolver-me nos braços naquela atlante praia atraiu-me para a sua Morada!


terça-feira, outubro 17, 2006

Meditações Em Inominável Praia - Parte I


Resolvo parar aqui em uma inominável praia após os últimos encontros que tive com os meus Irmãos cuja Origem em comum advém do Sopro Criador. Parado aqui nesta praia, que não é uma praia da esfera física terrestre, que não é pisada por humanos e nem conhecida por muitos dos que andam pelas Trevas Terrestres, posso ter um instante mais próximo ao de uma paz que apenas tive ao lado de Lydyan e dos meus filhos. Viver aqueles momentos de paz foi viver em uma ondulante cristalina forma de totalmente dispersar-se na calmaria das coisas mais necessárias ao Existir Das Coisas Mais Altamente Necessárias. A calmaria em mim, agora, é rara, sou um furacão de ansiedades, sou uma tempestade intensa de altas poderosas rotas que me arrastam cada vez mais para a melancolia, a melancolia que também é sentida pelos demais Anjos Caídos como eu. Os humanos foram feitos da mesma Matéria Oculta Formadora Dos Anjos. Os Anjos choram, adoecem, riem, sorriem, amam e, como todo ser humano, também vivem a sempre Cair.

De tantas passagens minhas por cada recanto terrestre, desde que por esta Esfera caminho, reconheci nos seres humanos tudo o que os Anjos possuem. Anjos caem porque no Sopro a adoção de liberdade para Caminhar a cada Anjo é dada, assim como a adoção da Queda se esta Queda for-lhe necessária. Houveram Anjos que caíram e que se ergueram da Queda. Há Anjos que caíram e que amam o seu Novo Caminhar Na Queda. Não sou diferente dos meus irmãos, Diurnos e Noturnos, que Caíram e que amam agora o seu Novo Caminhar Na Queda. Não fui indiferente aos meus Irmãos, Diurnos e Noturnos, que pela Criação estão dispersos, que pela Terra estão dispersos, os quais Caindo vieram transitar nos mundos do Baixo. Observei cada paisagem Deles, cada paragem Deles, cada passagem Deles, cada ato Deles, cada erro Deles, cada acerto Deles, mais Quedas Deles, muitas Quedas a mais Deles. Aquele que a Humanidade reconhece como Satan e que foi o meu irmão Lun Ki Fer não é o mais importante dentre os Anjos Caídos, não liberou rebelião nenhuma contra Aquele Que Nos É Pai Em Sopro e nada governa. A cada humano eu quis contar a Verdadeira História Das Quedas Angelicais, mas se eu interferisse na evolução do Conhecimento Humano acerca das Obras Dos Movimentos Celestiais Das Quedas, todos os humanos jamais aprenderiam por si mesmos que Lun Ki Fer é apenas uma Bela Brilhante Luz Caída.

A Humanidade ainda aprenderá isso, nenhum Ser Do Alto pode levá-la a tal Conhecer, que é um Conhecer que deve ter o Seu Sopro a partir da Iluminação Total D'Alma Eterna. Eu Vi cada Queda antes da Queda De Lun Ki Fer, antes de receber O Sopro, como uma Consciência Desperta no Útero Criador. Sei contar o infinito de Anjos Caídos por todas as Esferas, sei narrar as trajetórias de todos eles em suas Novas Trajetórias De Quedas. Quanto eu me sentei ao lado de Lun Ki Fer na Praça Dos Tormentos, Praça Dos Sofrimentos, e com Ele assisti a várias outras Quedas e a várias outras situações de Anjos que serão levados a cairem do Alto. Desde que eu era um Anjo Noturno, desde que eu estava lá no Alto, com Lun Ki Fer eu me sentava no banco Daquela Praça Entre Todas As Altas E Baixas Encruzilhadas Da Infinita Criação Detentora De Outras Infinitas Praças, apenas ficando a observar Aqueles Que Caíram Do Alto, Aqueles Que Caiam Do Alto, Aqueles Que Cairão Do Alto. Diabo, Lúcifer, Satan, são nomes de mentiras fantasmagóricas cridas por seres que não estão ainda prontos para aceitarem Os Versos Da Verdadeira Verdade Do Conhecer Dos Movimentos Celestiais Das Quedas Tocando Em Suas Almas Eternas. Não há nenhum Diabo. Não há nenhum Lúcifer. Não há nenhum Satan. Pelo menos, externamente, não há Diabo, Lúcifer ou Satan. Mas, conheço Seres Superiores que se fizeram Diabo, Lúcifer e Satan em seus Interiores, em seus Eus Verdadeiros, e alcançaram assim A Iluminação Serpentina através Daquele Eu Oculto Serpentino que recebe da Humanidade o nome de Kundalini.

Demônios não existem, Anjos Caídos não são Demônios e nem estão abaixo dos demais Seres Da Criação na Escala Existencial De Todas As Esferas. Quero pensar que algum dia a Humanidade de todas as Esferas Baixas ainda saberá Ver e Sentir que essas são Verdades Maiores Que Fazem Eco Em Todas As Alturas Maiores. Quero pensar que algum dia todos os Anjos Caídos serão novamente Anjos Elevados. Quero pensar nisso, Meu Pai Em Sopro a me ouvires nesta inominável praia e a me iluminares nesta inominável meditação... Meu Pai Em Sopro, eu Vos deixei, eu Caí porque quis, Caí porque elevei-me em um Amor Verdadeiro pela mais bela criatura que encontrei no Baixo, perdi minha Celeste Coroa Inominável, mas ainda assim Tu És Ainda Meu Pai Em Sopro... Tu me iluminas nas minhas Trevas, nestas Trevas de cinquenta mil anos de Caminhada neste Planeta Terra e iluminas a todos que Cairam antes de mim, que cairam quando eu Caí e que Cairão ainda enquanto eu estiver ainda Caído. Todos os Anjos Caídos negam a Vossa Iluminação, mas Inominavelmente Tu és ainda o Nosso Pai Em Sopro. Tu estás contra mim apesar de me iluminares e impede o meu reencontro com Lydyan... Meu Pai Em Sopro, qual mais doce ida deve ser a partida de todas as minhas súplicas para que me deixes tocar novamente em Lydyan? Meu Pai Em Sopro, quanto das areias de praias nas Trevas Eternas ainda pisarei para enfim pisar na areia da praia da Luz Eterna que é Lydyan?

Não posso mais correr, quero muito agora nesta praia ficar.

Não quero mais desesperadamente correr, quero aqui me concentrar em mim mesmo.

Não correrei mais, após cinquenta mil anos ela retornou e ainda haverá muita areia em praias como esta na qual eu pisarei.

Não correrei mais, fico aqui nesta Noite Oculta.

Não correrei mais, fico aqui um pouco a encontrar-me com as minhas Noites.

Esqueci desde que Caí o que significa O Raiar De Um Dia.