segunda-feira, agosto 28, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXVII


Last Goodbye - Cameron Gray


Quando Adentro
Em Um Interno Lar,
Sou Uma Música
Tremulante Como Labaredas
De Inextinguível Fogueira
Entre Os Portais
Que São Abertos
Pelo Poder De Minha
Eterna Chamejante Harmonia.
Eu Determino
Cada Nota Entre Sons
Que Aquecem Os Ânimos
Daqueles Que Me Ouvem
Com O Coração.
Eu Inicio
Cada Composição Nova
Que Aquece A Vontade
Daqueles Que Me Ouvem
Com A Alma.
Eu Termino
Cada Infinita Canção
Que Aquece A Força
Daqueles Que Me Ouvem
Com A Mente.
Eu Me Manifesto
Como O Grande Músico
Eternamente Em Chamas
Naqueles Que Aquecem
Todo O Ser
Em Minhas Canções
Dançantes Em Redor
Das Fogueiras Incessantes
Dos Mundos.
Balanço O Pêndulo
Que Em Si Leva
Novas Letras Que Traduzem
Aquelas Canções Que
Apenas Aqueles
Em Mim
Podem Totalmente Ouvir.
Nunca Paro De Entoar
As Chamejantes Canções
Que Coroam Os Universos
E Se Derramam Constantes
Sobre Cada Ser Moldado
Pelo Fogo Que Eu Sou
Em Melodia,
Em Ritmo
E Em Harmonia.
Cantem Comigo.
Cantem Como Eu Canto.
Cantem Como Cantores
Cujas Vozes Não Se Apagam
Entre As Densas Névoas
Da Materialidade.
Cantem Como O Cantor
Que Eu Sou
Dentro Da Eterna Hora
Que Vigilante Ecoa
Dentro Dos Instrumentos
Que Revelam Minha Voz
Aos Vossos Lábios Aquecidos
Pelas Notas Do Meu Eu.




segunda-feira, junho 26, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXVI

    

Stardust - Cameron Gray

O Puríssimo
Se Encontra Entre
Chamas Que Escondem
A Minha Verdadeira
Face Revelada.
O Puríssimo
Se Assemelha Ao
Ponto Navegável
Entre Os Palcos
Da Grande
Existencial Estrada.
O Puríssimo
É Primordial Essência
No Grande Caminho
Onde Encontro
Com A Tua
Verdadeira Essência.
O Puríssimo
Cresce Entre As
Folhas Da Árvore
Da Vida
E Renasce Nas
Folhas Da Árvore
Da Morte.
O Puríssimo
Se Manifesta Entre
As Vestimentas
Do Alto
E A Poucos Chega
Nas Vestimentas
Do Baixo.
O Puríssimo
Chega Ao Navio
Daqueles Que Navegam
No Infinito
Do Grande Oceano
Que Eu Sou
Ao Navegar Eterno
Em Mim Mesmo.
O Puríssimo
Carrega As Almas
Que Dançam Excelsas
Nos Realizáveis
Planos Ocultos
Do Meu Fátuo
Coração.
O Puríssimo
Pode Ser Teu,
Fátuo Caminhante
Nas Florestas
Da Realidade Maior
Onde Tua Alma
Nada Em Direção
Ao Poço Da Purificação.
Eu Sou Este Poço.
Tu Podes Ser O Poço.
Eu Não Posso Ser
O Que Tu És.
Tu Podes Ser
O Que Eu Sou.
Puro.
Plenamente Puro.
Densamente Puro.




sábado, junho 03, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXV


Ghosts Of The Concrete World - Cameron Gray

Geômetra Que Calcula
A Infinidade Exponencial
Da Manifestante Face
De Minha Abertura
Para A Criação,
Pense Sobre Mim
Como O Círculo
Sobre Todos Os Círculos
Que Incineram Cada
Caminho Maior
Ou Menor.
Molde Minhas Formas
Em Tuas Formas,
Calcule Minhas Áreas
Em Tuas Áreas,
Desenhe Meu Eu
Em Teu Eu.
Pois,
Tu Deves Medir Cada
Parte Da Minha
Fátua Expressão,
Cada Fagulha Da Minha
Fátua Impressão,
Cada Fogueira Da Minha
Fátua Ação,
Cada Chama Da Minha
Fátua Reação.
Calcule Em Termos
Dentro Dos Terrenos
De Todo O Fogo
Do Meu Coração
Na Seara Dos Mistérios
Onde Direciono
Cada Uma Das Minhas
Primordiais Rotações.
Calcule O Um,
Recalcule O Dois,
Calcule O Três,
Recalcule O Quatro,
Calcule O Cinco,
Recalcule O Seis,
Calcule O Sete,
Recalcule O Oito,
Calcule O Nove…
E Queime Cada Resultado
No Silêncio Tremular
De Teus Ministérios
De Chamas Formando
Os Infinitos Números
Que Traduzem Todos
Os Meus Nomes.
Queime
E Volte A Calcular.
Queime
E Volte A Recalcular.
Queime,
Incinerado Geômetra,
E Sempre Volte
Ao Resultado Que Define
Minha Única Forma
Na Matemática
Da Manifestação.




quarta-feira, maio 31, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXIV



The Projection - Cameron Gray


Como A Planta Crescendo
No Mais Fértil Dos Solos,
Que É Fecundado Pela
Grande Chuva Que Em Si
Traz As Bençãos Do Alto:
A Primeira Doutrina
Daquele Que Segue
O Fogo Que Eu Sou.
Como A Águia Voando
Sobre Céus Dourados,
Onde Altos Seres Tocam
As Harpas Cósmicas
De Todos Os Versos
E Universos:
A Segunda Doutrina
Daquele Que Segue
O Fogo Que Eu Sou.
Como O Raio Caindo
Para Elevar Aos Altos
Chamados Cósmicos
E Ascendendo Para
A Exaltação Soberana
Do Ser Fora Do Transitório:
A Terceira Doutrina
Daquele Que Segue
O Fogo Que Eu Sou.
Como O Livro Aberto
Sobre As Terras Fecundas,
De Onde Brotam Mestres
Que Falam Com A Voz
Do Boníssimo Coração
E Agem Sobre As Cinzas
Do Maligno Ego
Que Domam Com
As Mãos:
A Quarta Doutrina
Daquele Que Segue
O Fogo Que Eu Sou.
Esquecer As Quatro
Doutrinas Anteriores:
A Quinta Doutrina
Daquele Que Segue
O Fogo Que Eu Sou.
Esquecer As Cinco
Doutrinas Anteriores:
A Sexta Doutrina
Daquele Que Segue
O Fogo Que Eu Sou.
Esquecer As Seis
Doutrinas Anteriores:
A Sétima Doutrina
Daquele Que Segue
O Fogo Que Eu Sou.
Esquecer A Palavra
E Ser A Palavra:
A Inominável Doutrina
Daquele Que Esquece
Das Extinguíveis Palavras
E Sempre Se Lembra
De Escrever A Si Mesmo
Como O Fogo Que Eu Sou
Em Seu Livro
Como Ser Eterno.




sexta-feira, maio 26, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXIII


The Catalyst Fire - Cameron Gray


Entrego-Me Ao Sopro
De Teus Chamados
Pela Senda Dos Meus
Altos Prados,
Te Embalo No Útero
De Onde Faço Nascer
Cada Universo
Da Grande Obra
Por Mim Manifestada.
Abro Teu Coração
Nele Soprando Tudo
Da Minha Expansão
Pelos Vales
Da Manifestação.
Abro Tua Mente
Esboçando Novos Sopros
Da Minha Expansão
Pelos Túneis
Da Manifestação.
Abro Tua Alma
Potencializando O Meu
Automanifestado
E Incognoscível Sopro
Em Minha Expansão
Pelos Mundos
Da Manifestação.
E No Teu Corpo De Chamas
Acendo Uma Pequena
Fogueira Que Sopra
Para Longe De Tua
Existencial Rota
A Pequenez Insinuante
Que Esmaga Toda
Vontade Até Mim
Direcionada.
Sou Em Teu Corpo
De Efêmera Carne
Todo O Calor Das Chamas
Do Teu Corpo Espiritual,
A Este Dotando
Das Luzes Concretas
Da Eterna Combustão
De Minha Expansão.
Manifesto-Me Em Sopro
No Todo Do Teu Ser,
Sopro De Fogo A Subir
Pelas Expansivas Montanhas
Que Incendeio Em Teu
Universo Interior,
Como O Único Artesão
Construtor De Novos Seres
Que Passem A Habitar
No Imanifestado Em Mim.
E Tu Sopras.
Sopras Nova Existência.
Sopras Nova Essência.
Sopras Nova Presença.
Sopras Nova Visão.
Sopras Nova Atuação.
E Aprende Que
O Imanifestado
É A Verdadeira
Fátua Razão
De Toda A Criação.




terça-feira, maio 23, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXII


Brought To Light - Cameron Gray

Montanhas Em Mim
Carregam As Palavras
Que Apenas Podem
Ser Escritas Como
As Chamas Mais Altas
De Verdadeiras Alvoradas.
Cada Um Que
Me Busca Entre Chamas
Deve Ser Uma Montanha
Cujo Pico Chegue
Até Mim.
Cada Um,
Entre Aqueles Que São
Altíssimas Montanhas
Como Eu Sou
Dentro Deles,
Aqueles Que Me Buscam
Como Alpinistas Que
Não Temem O Quão
Alto Devem Escalar,
Tem Que Acender
Cada Verdadeira Chama
De Seu Escalar.
Cada Um Que Está
Ciente Da Montanha
Que Deve Saber Ser,
Tem Que Moldar Tudo
De Sua Trajetória
Ao Alto Que Eu Sou
Trajando As Infinitas Rochas
Que Jamais Devem Quebrar
Ao Longo Da Ascensão
De Única Via.
Se Tu Queres Ser
Uma Altíssima Montanha
Subindo Em Minha Direção,
Adepto Que Inicia
O Incendiar Até Minha
Incendiante Altura,
Aqueça Primeiro Ao
Teu Fervoroso Ser
Nas Chamas Voltadas
Para O Silêncio Da Tua
Montanha Interior.
Escale Primeiramente
A Ti Mesmo
Em Si Mesmo,
Galgando Como Aspecto
Que Se Transmuta
Em Outros Aspectos
Cada Espaço Da Tua
Interna Silenciosa Montanha.
E No Pico Dela
Torne-Se Chama.
Alva Chama.
Rubra Chama.
Dourada Chama.
Prateada Chama.
Negra Chama.
Toda Chama A Te Declarar
Como Apenas Uma
Altíssima Montanha.