sábado, outubro 14, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXX


Forever Can Be - Cameron Gray


Reflito Sobre O Tempo,
Sou O Próprio Tempo,
Eterno Fogo Imensurável
Entre As Vestimentas
De Todo O Tecido
Sobre A Infinda Expansão
Sendo Moldado.
As Horas Em Chamas
Erguem As Torres
Onde Concluo
Novos Tempos.
Os Minutos Em Chamas
Erguem As Montanhas
Onde Apenas Aqueles
Que Compreendem
A Minha Passagem
Pelas Eras Eternas
Podem Ter O Direito
De Escalar.
Os Segundos Em Chamas
Manifestam Contagens
De Todos Os Tempos
No Tempo Que Sou
Em Apenas Um Momento
Que Me Expande
Em Todos Os Terrenos.
Os Milionésimos
De Segundos
Do Verdadeiro Tempo,
Este Desconhecido
Pelos Imortais
E Pelos Mortais,
São O Verdadeiro
Aspecto Do Meu
Tempo.
No Não-Tempo
Que Sou,
Na Infinita Distância
Em Relação A Cada
Efêmera Definição
Do Tempo,
Sou As Possíveis
E Impossíveis
Novas Horas
Que Nascerão.
Incontáveis Chamas
Que Nem Mesmo
Todas As Areias
Desta Criação
Se Igualam,
Eu Sou Como
O Fogo No Tempo
Revelado.
E Antes De Todas
As Passadas
E Futuras Horas Vossas,
Sou O Relógio A Bater
Nas Presentes Horas
Dos Passos Dados Por Vós
Em Direção Ao Tempo
Do Fogo Que Eu Sou
A Todo Tempo.




sexta-feira, outubro 06, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXIX


The Painter - Cameron Gray


Com Uma Chama,
Dou Vidas Aos Que
Se Situam No Final
Da Última Curva
Da Estrada Existencial.
Com Uma Chama,
Faço Revestida
Toda A Nudez
Das Primordiais Formas
Em Seu Nascer.
Com Uma Chama,
Constituo A Montanha
Em Cujo Pico,
Que Se Ergue
Em Direção Ao Meu
Ser Infinito,
Aquele Que Retorna
A Mim
Voltará A Verdadeiro
Ser Em Meu Ser.
Com Uma Chama,
Agito Cada Leito
Onde Dormem Aqueles
Sem Sorrisos
E Sem Esperanças,
Despertando-Os Para
Todas As Fogueiras
E Incêndios
De Minhas Danças.
Com Uma Chama,
Caminho Ao Lado
Dos Buscadores Fartos
De Cada Uma Das
Minhas Infinitas Chamas.
Com Uma Chama,
Dou Ainda A Todos
Que Querem Saborear
Da Minha Refeição,
A Queimar Toda
Efêmera Confusão
E Passageira Ilusão,
O Prato Cheio De Fogo
Que Meu Semblante
À Luz Do Meu Ser
Lhes Mostra
Na Saída Da Noite
E Na Porta Prateada.
Com Uma Chama,
Eu Sou Para O Todo.
Com Uma Chama,
Eu Sou O Todo.
Com Uma Chama,
Eu Sou Todos.
Eu,
Uma Chama.
Eu,
A Chama.
Eu,
A Una Chama.
Eu,
Verdadeiramente
A Única Chama.




sexta-feira, setembro 29, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXVIII


Souvenirs We Never Lose - Cameron Gray

Assim Elevo Novas
Eternas Canções
Ao Vosso Coração,
Buscador Das Chamas
Da Minha Inapagável
Íntima Canção:
Tocando Cada Nota
Que Nova Se Torna
Na Orquestra Vigilante
Das Almas Que Tocam
Infinitas Novas Canções
Em Mim.
Sou A Primeira Nota
Que Queima
A Fonte De Todas
As Demais Notas
Em Ti.
Sou A Segunda Nota
Que Queima
A Ponte De Todas
As Demais Notas
Em Ti.
Sou A Terceira Nota
Que Queima
A Corrente De Todas
As Demais Notas
Em Ti.
Sou A Quarta Nota
Que Queima
A Semente De Todas
As Demais Notas
Em Ti.
Sou A Quinta Nota
Que Queima
A Torrente De Todas
As Demais Notas
Em Ti.
Sou A Sexta Nota
Que Queima
A Nascente De Todas
As Demais Notas
Em Ti.
Sou A Sétima Nota
Que Queima
A Serpente De Todas
As Demais Notas
Em Ti.
Sou Cada Infinita
Nota Alcançável
Apenas Pelos Que
Se Tornam A Nota
Que Eu Sou
Em Harmônicas Chamas
Que Queimam
O Ascendente De Todas
As Demais Notas
Em Ti.
Toquem Todas.
Multipliquem Todas.
Sejam Todas.
Queimem A Si Mesmos
Em Ti.
Queimem A Mim
Em Ti.




segunda-feira, agosto 28, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXVII


Last Goodbye - Cameron Gray


Quando Adentro
Em Um Interno Lar,
Sou Uma Música
Tremulante Como Labaredas
De Inextinguível Fogueira
Entre Os Portais
Que São Abertos
Pelo Poder De Minha
Eterna Chamejante Harmonia.
Eu Determino
Cada Nota Entre Sons
Que Aquecem Os Ânimos
Daqueles Que Me Ouvem
Com O Coração.
Eu Inicio
Cada Composição Nova
Que Aquece A Vontade
Daqueles Que Me Ouvem
Com A Alma.
Eu Termino
Cada Infinita Canção
Que Aquece A Força
Daqueles Que Me Ouvem
Com A Mente.
Eu Me Manifesto
Como O Grande Músico
Eternamente Em Chamas
Naqueles Que Aquecem
Todo O Ser
Em Minhas Canções
Dançantes Em Redor
Das Fogueiras Incessantes
Dos Mundos.
Balanço O Pêndulo
Que Em Si Leva
Novas Letras Que Traduzem
Aquelas Canções Que
Apenas Aqueles
Em Mim
Podem Totalmente Ouvir.
Nunca Paro De Entoar
As Chamejantes Canções
Que Coroam Os Universos
E Se Derramam Constantes
Sobre Cada Ser Moldado
Pelo Fogo Que Eu Sou
Em Melodia,
Em Ritmo
E Em Harmonia.
Cantem Comigo.
Cantem Como Eu Canto.
Cantem Como Cantores
Cujas Vozes Não Se Apagam
Entre As Densas Névoas
Da Materialidade.
Cantem Como O Cantor
Que Eu Sou
Dentro Da Eterna Hora
Que Vigilante Ecoa
Dentro Dos Instrumentos
Que Revelam Minha Voz
Aos Vossos Lábios Aquecidos
Pelas Notas Do Meu Eu.




segunda-feira, junho 26, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXVI

    

Stardust - Cameron Gray

O Puríssimo
Se Encontra Entre
Chamas Que Escondem
A Minha Verdadeira
Face Revelada.
O Puríssimo
Se Assemelha Ao
Ponto Navegável
Entre Os Palcos
Da Grande
Existencial Estrada.
O Puríssimo
É Primordial Essência
No Grande Caminho
Onde Encontro
Com A Tua
Verdadeira Essência.
O Puríssimo
Cresce Entre As
Folhas Da Árvore
Da Vida
E Renasce Nas
Folhas Da Árvore
Da Morte.
O Puríssimo
Se Manifesta Entre
As Vestimentas
Do Alto
E A Poucos Chega
Nas Vestimentas
Do Baixo.
O Puríssimo
Chega Ao Navio
Daqueles Que Navegam
No Infinito
Do Grande Oceano
Que Eu Sou
Ao Navegar Eterno
Em Mim Mesmo.
O Puríssimo
Carrega As Almas
Que Dançam Excelsas
Nos Realizáveis
Planos Ocultos
Do Meu Fátuo
Coração.
O Puríssimo
Pode Ser Teu,
Fátuo Caminhante
Nas Florestas
Da Realidade Maior
Onde Tua Alma
Nada Em Direção
Ao Poço Da Purificação.
Eu Sou Este Poço.
Tu Podes Ser O Poço.
Eu Não Posso Ser
O Que Tu És.
Tu Podes Ser
O Que Eu Sou.
Puro.
Plenamente Puro.
Densamente Puro.




sábado, junho 03, 2017

As Poéticas Crônicas De Asin Du An No In - Somente De Mim Vem O Fogo - Canto LXXV


Ghosts Of The Concrete World - Cameron Gray

Geômetra Que Calcula
A Infinidade Exponencial
Da Manifestante Face
De Minha Abertura
Para A Criação,
Pense Sobre Mim
Como O Círculo
Sobre Todos Os Círculos
Que Incineram Cada
Caminho Maior
Ou Menor.
Molde Minhas Formas
Em Tuas Formas,
Calcule Minhas Áreas
Em Tuas Áreas,
Desenhe Meu Eu
Em Teu Eu.
Pois,
Tu Deves Medir Cada
Parte Da Minha
Fátua Expressão,
Cada Fagulha Da Minha
Fátua Impressão,
Cada Fogueira Da Minha
Fátua Ação,
Cada Chama Da Minha
Fátua Reação.
Calcule Em Termos
Dentro Dos Terrenos
De Todo O Fogo
Do Meu Coração
Na Seara Dos Mistérios
Onde Direciono
Cada Uma Das Minhas
Primordiais Rotações.
Calcule O Um,
Recalcule O Dois,
Calcule O Três,
Recalcule O Quatro,
Calcule O Cinco,
Recalcule O Seis,
Calcule O Sete,
Recalcule O Oito,
Calcule O Nove…
E Queime Cada Resultado
No Silêncio Tremular
De Teus Ministérios
De Chamas Formando
Os Infinitos Números
Que Traduzem Todos
Os Meus Nomes.
Queime
E Volte A Calcular.
Queime
E Volte A Recalcular.
Queime,
Incinerado Geômetra,
E Sempre Volte
Ao Resultado Que Define
Minha Única Forma
Na Matemática
Da Manifestação.